terça-feira, 19 de março de 2013

Veja a nova diretoria do IHGRN

DIRETORIA
1.     Presidente: VALÉRIO ALFREDO MESQUITA
2.     Vice-Presidente: ORMUZ BARBALHO SIMONETTI
3.     Secretário-Geral: CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES
4.     Secretário-Adjunto: ODÚLIO BOTELHO MEDEIROS
5.     Diretor Financeiro: GEORGE ANTÔNIO DE OLIVEIRA VERAS
6.     Diretor Financeiro Adjunto: ANTÔNIO EDUARDO GOSSON
7.     Orador: JOSÉ ADALBERTO TARGINO ARAÚJO
8.     Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu: EDGAR RAMALHO DANTAS.
CONSELHO FISCAL
1.     EIDER FURTADO DE MENDONÇA E MENEZES, Membro titular
2.     PAULO PEREIRA DOS SANTOS, Membro titular
3.     TOMISLAV RODRIGUES FEMENICK, Membro titular
4.     LÚCIA HELENA PEREIRA, Membro suplente.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O Judeu Luso-Espanhol, Sefardita, na Estrutura Social do Nordeste do Brasil.

Os Ximenes de Aragão, os Drummond de Andrade e os Feitosa

Cel. Lourenço Alves Feitosa e Castro. Aos 25 anos em passagem pelo Rio de Janeiro quando de uma licença do serviço militar na Guerra do Paraguai. Pouco antes de retornar ao teatro de operações na coluna do Gal Portinho no 17° Batalhão de Voluntários da Pátria. Na infância, morou em Fortaleza na casa do Cel. Castro Paiva primo ou tio do seu pai, tendo como preceptor o renomado Prof. Spíndola. No verso desta foto dedicada ao Cel. Castro Paiva o Cel. Lourenço assina-se: Peretti. Mais adiante, ao tratarmos dos Ximenes de Aragão, tem-se esclarecido a origem deste sobrenome.

Pedro de Albuquerque
Para melhor abalizar as opiniões aqui emitidas, eu procedi à atualização deste artigo depois de oito meses de publicado. Contando, neste período, 9.000 pontos ou acessos dos 40.000 pontos alcançados por este blog, com todas as suas matérias. Com esta nova  atualização o “blog” conta 70.000 pontos, sendo 40.000 somente referentes a este artigo. Surpreende, notadamente a mim, o interesse a que veio despertar por tratar de matéria de rigor específico.
Assim o faço com notas tiradas a alguns trabalhos de Francisco Antonio Dória. Emérito professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Matemático. Filósofo. Membro da Academia Brasileira de Filosofia, titular da Sociedade Brasileira de Genealogia e da Sociedade Brasileira de Genealogia Judaica.

Francisco Antônio Doria. Matemático , Filósofo e Genealogista. Recebeu seu BS em Engenharia Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, em 1968 e, em seguida, obteve seu doutorado do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, assessorado por Leopoldo Nachbin em 1977. Dória trabalhou durante algum tempo no Instituto de Física da UFRJ. Professor de Fundamentos da Comunicação na Escola de Comunicações, também da UFRJ. Dória é professor visitante na Universidade de Rochester, Nova Iorque. Da Universidade de Stanford, Carolina como Senior Fulbright Scholar e da Universidade de São Paulo. Colaborador de Newton da Costa, um lógico brasileiro e um dos fundadores da lógica para consistente. Atualmente é emérito professor das Comunicações da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Filosofia. Presidente do Instituto Brasileiro de Genealogia e Membro do Instituto Brasileiro de Genealogia Judaica.
 Da maior valia
visitar o link
colacionado à margem direita
deste blog
FRANCISCO DORIA – CAFÉ HISTÓRIA
Eu sempre fui entusiasta da sua obra por sua precisão de dados e, notadamente, por minudenciar a não deixar escapar detalhe sequer em sua exauriente investigação: uma lenda, uma carta, um parágrafo ou um fragmento o qual possa firmar qualquer evidência.

“D. Afonso V

confirma escambo

ao Dr. Lopo Gonçalves,

desembargador régio, e

a seu pedido, de umas casas

na rua Nova da Judiaria Grande

da cidade de Lisboa,

feito a Mécia da Costa,

sua mulher,

herdeiros e sucessores.”

Chancelaria de D. Afonso V, liv. 31, fl. 18 
Extrato de nota de Francisco Dória
O agraciado, Lopo Gonçalves de Leão
é avô de Lopo de Albuquerque: o Bode;
pai de Brites e de Jerônimo.
Tratando-se o seu trabalho de fonte fidedigna, do maior socorro, à acuidade de um acadêmico ou historiador ou, mesmo, de um escritor. Assim, colacionei, desde a edição inaugural destes estudos, à margem direita desta página, o link ALBUQUERQUE – ÁRVORE GENEALÓGICA.
Estabelecemos correspondência. Autorizou-me, Francisco Dória, a proceder às necessárias atualizações com extratos de algumas das suas valiosas dissertações; cujos arquivos digitais ele me repassou. Posto isto, eu festejo hoje, nesta quarta-feira 11 de Maio de 2011, a sua colaboração.
Enquanto isto, o meu irmão Jacques Ribemboim, presidente da antiga sinagoga ashkenazita do Recife. No antigo gueto da Boa Vista. Onde viveu Clarice Lispector. Indicou-me o livro Nordeste Semita da autoria de Caesar Sobreira: vencedor do Concurso Nacional de Ensaios: Prêmio Gilberto Freyre de 2008/2009.
Tel Aviv, Israel. Pedro de Albuquerque e o seu amado mestre Howard Moorley Sachar: pupilo de Cecil Roth, fundador da Academia de História Judaica de Oxford. Sachar, autor de imprescindível obra, foi    assessor especial para assuntos do Oriente Médio de três presidentes da república dos Estados Unidos da América do Norte, inclusive de Bill Clinton. Cecil Roth, na II Guerra Mundial, foi membro da resistência e o agente especial do MI6 que organizou a retomada da cidade de Florença, Itália, pelo Gal. Montgomery.
Tel Aviv, Israel. Pedro de Albuquerque e o seu amado mestre Howard Moorley Sachar: pupilo de Cecil Roth, fundador da Academia de História Judaica de Oxford. Sachar, autor de imprescindível obra, foi assessor especial para assuntos do Oriente Médio de três presidentes da república dos Estados Unidos da América do Norte, inclusive de Bill Clinton. Cecil Roth, na II Guerra Mundial, foi membro da resistência e o agente especial do MI6 que organizou a retomada da cidade de Florença, Itália, pelo Gal. Montgomery. Assim, como foi de inestimável valor a colaboração de José Albouker, o mesmo Aboulker, líder da Resistência na Argélia. Coordenou, junto ao Gal. Mark Clark, o desembarque das forças aliadas no Norte da África; como dos registros de Sachar.
Diante deste trabalho de indispensável leitura para o resgate da identidade histórica do Nordeste do Brasil, refém da estéril historiografia oficial, sempre a serviço dos aparelhos ideológicos de dominação social, eu procedi às atualizações desta minha crônica com citações e referências do ensaio de Caesar Sobreira. As quais vêm corroborar, em aspectos historiográficos e sociológicos, a minha livre dissertação.
Discorrer sobre a presença do judeu luso-espanhol, sefardita, na formação étnica e na estrutura social do Nordeste do Brasil, não é tarefa simples. Dado aos prejuízos causados pela Inquisição Católica Romana: a culminar nos horrores nazistas do Holocausto.
Há um sem número de famílias de ascendência sefardita: os mesmos cristãos-novos. As quais de tudo faziam para esconderem-se do crivo inquisitorial na vida sócioeconômica. Contando, para garantir a sobrevivência, com a endogamia e a sistemática escolha de filhos e filhas para a vida clerical forçada. Isso, tanto para obnubilar a ascendência judaica, como para defesa do tráfico de influências e de informações privilegiadas: necessárias no combate à Inquisição.
Este artigo focaliza dois grupos familiares. Ambos de imbricada consanguinidade e de complexo parentesco colateral. Em verdade, dois clãs distintos: os Feitosa dos Inhamuns e os Ximenes de Aragão da Serra da Ibiapaba: Ceará. Por haverem mantido a estrutura de clã até a primeira metade do Século XX.
Tendo como marca patente, em comum, a endogamia: esta última característica antropológica dos judeus ibéricos. Tal como registra Gilberto Freyre: mestre de Caesar Sobreira. Evidente que o trabalho de Freyre se reporta ao judeu ibérico, já que o judeu ashekenazita somente chegou ao Brasil depois do primeiro quartel do Século XX.
Ressaltando, Sobreira, nos oferecer Gilberto Freyre um sem número de casamentos entre primos e primas: mesmo de tios com sobrinhas e de tios avós com sobrinhas netas. Tal como faziam os Paes e, ou, os Pais Barreto, os Cavalcanti de Albuquerque, os Wanderley e os Souza Leão: estes últimos os mesmos, ou quase mesmos, Carnerio Leão ou Carneiro da Cunha. Costume a que se aferraram os Feitosa.
Há outros grupos familiares, a exemplo dos Albuquerque, os quais tiveram a sua estrutura de clã prematuramente rompida; em conseqüência das perdas com a Guerra dos Mascates: 1710. Também, em 1817 e em 1824, com a sucumbência da Confederação do Equador. Sendo estes episódios: as causas do empobrecimento e da desagregação de muitos dos ramos descendentes. A ascendência deste grupo é igualmente tratada, neste ensaio, por ser basilar da estrutura genealógica de imbricada parentela.
Os Feitosa, com origens no Norte de Portugal: rincão de massiva ancestralidade judaica. Como registra Caesar Sobreira. Com passagem por Sirinhaén: Pernambuco. Onde se consorciaram aos Pais, ou Paes, Barreto. Na propriedade de partidos de cana-de-açúcar e de currais de gado no São Francisco. Região da cidade de Penedo, no atual Estado de Alagoas, a provocar especial interesse.
Despontando João Alves Feitosa: o mesmo João Cavalcanti. Pioneiro da pecuária vacum no Brasil. Patriarca da aristocracia pastoril. A melhor dizer: da “bovinocracia”. Chegado à colônia em 1650. Em companhia do seu irmão José Alves Cavalcanti. Recebendo, em 1680, sesmarias de 40 léguas em Araripecico: região da cidade de Penedo.
O seu filho Lourenço Alves Feitosa, o qual não deixou descendentes, fez-se ao Ceará, em companhia do seu sobrinho Francisco: filho de Pedro Alves Feitosa. Lourenço acumulou o patrimônio inédito de 23 sesmarias ( cf. Tomaz Pompeu, Sesmarias Cearenses).
As quais passaram ao domínio de Francisco. Ressabido determinar a lei o máximo de 4 concessões para cada requerente. Para bem saber da ascendência de Francisco Alves Feitosa (filho de João Alves Cavalcanti, o mesmo João Alves Feitosa; este, filho de Paulo Cavalcanti de Albuquerque). Francisco casado com Catarina Thereza da Rocha Cardosa de Resende e Macrine. Da direta linhagem de Filippo Cavalcanti e de Catarina de Albuquerque. Vale consultar o link à margem direita desta página: GENEALOGIA DE FRANCISCO ALVES FEITOSA. Mas, a partir da pontuação “136“. Contando, na direta  ascendência: Paulo Cavalcanti de Albuquerque.
LEGENDA
José Albouker, o mesmo Aboulker. Natural do  Marrocos. Líder da Resistência Francesa na Argélia. Coordenador do desembarque das Forças Aliadas no Norte da África. Depois da II Guerra Mundial, tornou-se neurocirurgião e, passando-se à França, fez-se proeminente político.
No que concerne à sequência de matrimônios de Francisco Alves Feitosa, Catarina da Rocha Cardosa de  Resende e Macrine, ou Macrina, foi a sua primeira esposa. Como observa Borges da Fonseca, em sua Nobiliarquia Pernambucana de 1748 a 1777. A ser reeditada, ainda, neste ano de 2013, pela Fundação Gilberto Freire. 
João Cavalcanti de Albuquerque casou no sertão de Inhamuns, Capitania do Ceará, com D. Maria Alves Vieira, filha do capitão-mor Francisco Alves Feitosa e de sua primeira mulher Catarina: neta por via paterna de João Alves Feitosa, o mesmo João Alves Cavalcanti, do Araripecico, Penedo,  e sua mulher Ana Gomes Vieira. 
Passando Borges da Fonseca ao registro da presença de Arnaud de Holanda Cavalcanti, em 1775, nos Inhamuns; como testemunha do casamento da filha de Francisco Alves Feitosa com João Cavalcanti de Albuquerque. Este, filho de Antônio Cavalcanti de Albuquerque herdeiro do Engenho Araripe, em Igarassu, Pernambuco: vendido a Duarte Ximenes de Aragão; mais adiante tratado. 
Mas, o quê estaria a fazer um próspero senhor de engenhos de Pernambuco nos sertões dos Inhamuns; não fosse a estreita consanguinidade e a relevância, para o clã, do enlace matrimonial? A viagem para os sertões do Ceará, ainda hoje é do maior incômodo.
Comprar gado, nem pensar. Um rico senhor do açúcar jamais procedia a viagens com tais propósitos. Além do mais, vivia-se nos Inhamuns a época áurea da pecuária vacum. Com a venda de bois mansos e muares para as Minas Gerais; em pleno ciclo da mineração: razão da riqueza dos Feitosa. Pouco tempo fazia, que a Vila Rica do Albuquerque, fundada pelo governador geral no Rio de Janeiro, Antônio de Albuquerque Coelho, procedente de Angola, sobrinho neto de Jerônimo, passou a chamar-se Ouro Preto.
Este Arnaud era casado com uma irmã de Antônio, o pai do noivo, portanto, neto de Filippo Cavalcanti e de Catarina, filha de Jerônimo de Albuquerque. No caso, se não tratando de Arnaud de Holanda, o sócio de Sebal Lins Dorndorf, casado com uma filha de Filippo e Catarina. Mas, do seu neto.
A partir desta consulta, desvenda-se o estreito parentesco de Francisco Alves Feitosa com Felipe de Pais Barreto: protagonista da parábola familiar O Nome e o Sangue” de Evaldo Cabral de Mello. Dado à comum ascendência na linhagem dos Sá e Albuquerque; o quê tantas agruras causou a Felipe, por serem reconhecidamente cristãos-novos. Consultar “link” à margem direita deste “blog”: ASCENDÊNCIA COMUM DOS FEITOSA E DOS CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE.
Alcançando-se melhor compreensão das denúncias de Evaldo Cabral, com a leitura do ensaio Prosopopéia. Deste mesmo “blog” e, notadamente, com o cruzamento dos dados do “link”, também à margem direita desta página: ALBUQUERQUE – ÁRVORE GENEALÓGICA. Dado o parentesco ancestral.
Há lendas da origem dos Feitosa, em duas irmãs e dois irmãos, refugiados da Inquisição, chegados ao Brasil na segunda metade do Século XVII. Outra, de uma viúva, por igual época chegada com dois filhos. Em um ponto estas lendas coincidem: os nomes dos irmãos: João Alves Feitosa e José Alves Cavalcanti que se assentaram na região de Penedo, então Pernambuco, hoje Estado de Alagoas.
A verdade, entretanto, é que se não sabe das razões destes dois Cavalcanti adotarem o topônimo Feitosa: uma pequena freguesia do Concelho de Ponte de Lima, Distrito de Viana do Castelo; Portugal. Apelido o qual somente passou a tomar vulto a partir de 1817; com a derrocada da revolução emancipacionista. A  qual viria a desencadear a revolução de 1824: a Confederação do Equador. Razões do secular mito dos Feitosa acoitarem criminosos. Detalhes os quais escaparam aos historiadores cearenses Nertan Macedo e Raimundo Girão. 
LEGENDA
Henry Koster: Viagens ao Nordeste do Brasil. Compêndio máximo para a interpretação da verdade histórica. Reeditado pela Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco, sob a orientação do mestre Leonardo Dantas Silva.
Entretanto, as lendas servem para velar a verdade histórica na sua narrativa heroica para a construção de um discurso de fácil assimilação. O quê levantada a suspeita de assim haverem adotado o nome para escapar das perseguições, do terror de Estado instalado por Dom João V, em fato da derrocada, em 1710, da Guerra dos Mascates.
Mas, as lendas, são apenas mitologias formadas na tentativa de um determinado grupo social legitimar-se e fazer-se reconhecer como distinto entre os demais pela objetivação deste mesmo discurso para a dominação. Tal como da preleção de Pierre Bourdieu, citado por Edilberto Mendes da Silva em sua dissertação em sede de mestrado junto à Universidade Federal do Ceará.
Assim não fosse, o historiador inglês Henry Koster, em suas Viagens ao Nordeste do Brasil: Londres, 1816. Não teria fixado o protagonista Manuel Martins Chaves, aliás, Manuel Gonçalves Vieira, como o terrível chefe do poderoso clã dos Feitosa dos Inhamuns. Vindo a sua única filha, Ana Gonçalves Vieira a ser a sua matriarca.
O mais intrigante é que Koster não trata Vieira, como líder do clã. Mas, chefe do partido dos Feitosa: como um grupo multifamiliar sob orientação única. O quê entendera por partido, seria em verdade um ma’amad de cristãos-novos, um Custódio de denominação criptografada? Vindo a formar unidade familiar, já no Século XIX, com a sua única filha de Martins Chaves. Tal como das notas do Barão de Studart. 
Registra Koster, ainda, Manuel Martins Chaves, morto sob torturas no Limoeiro de Lisboa, o qual deixara a cidade de Penedo, Alagoas, por ocasião da morte por enforcamento do seu pai Antônio Gonçalves Vieira: acusado de crime de usura  e de ser judaizante. O quê, ainda, mais empresta sustentação à tese da formação de um Custódio.
Declaração de bens de Eufrásia Alves Feitosa. Com terras no Ceará, Rio Grande do Norte, notadamente o Engenho Tamatanduba, Paraíba e Pernambuco.
Localizavam-se, estas propriedades, no Rio São Francisco. No Rio Jaguaribe. No Riacho dos Porcos. No Rio do Jucá. No Boqueirão do Arneiroz. No Quixelô. Na Lagoa do Iguatu e em Caiçaras: região da cidade de Groaíras. Além do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, como já referido.
As quais seriam, ainda, acrescidas pelo dote de Ana Gonçalves Vieira: única filha de Manuel Martins Chaves; por herança do seu tio Antônio da Costa Leitão. Como, em fato do seu casamento com  o capitão-mor José Alves Feitosa, neto de Francisco: o patriarca.
Mais tarde, com o casamento da sua filha Eufrásia Alves Feitosa com Leandro Custódio de Oliveira e Castro: filho de Bernardo de Freire e Castro, senhor do Engenho Tamatanduba.  Limítrofe do Engenho Cunhaú de Jerônimo de Albuquerque Maranhão, nosso quinto avô, em Alagoinha: Rio Grande do Norte.
Capela do Engenho Tamatanduba, Canguaretama, antiga Alagoinhas. Em Vila Flor, povoado de Pedro Velho: Rio Grande do Norte. Terras disputadas por André de Albuquerque Maranhão Arcoverde, senhor do contíguo Engenho Cunhaú, e Antônio Pereira de Brito Paiva: assassinado pelo antagonista na Ladeira do Suspiro. Antiga propriedade de Bernardo de Freire e Castro, passada a Eufrásia Alves Feitosa. Foto de Lúcia Paiva descendente do Cel. Castro Paiva: primo do Cel. Lourenço Alves Feitosa e Castro, neto de Eufrásia Alves Feitosa.
Capela do Engenho Tamatanduba, Canguaretama, antiga Alagoinha. Em Vila Flor, povoado de Pedro Velho: Rio Grande do Norte. Terras disputadas por Antônio de Albuquerque Maranhão Arcoverde: descendente direto de Jerônimo de Albuquerque e de Cristovão de Melo. Senhor do contíguo Engenho Cunhaú, e Antônio Pereira de Brito Paiva: assassinado pelo antagonista na Ladeira do Suspiro. Antiga propriedade de Bernardo de Freire e Castro, passada a Eufrásia Alves Feitosa: prima de Antônio, o homicida e do vitimado. Foto de Lúcia Paiva, descendente do Cel. Castro Paiva: primo do Cel. Lourenço Alves Feitosa e Castro, neto de Eufrásia Alves Feitosa. 
Contando, ainda, os Feitosa dos Inhamuns, ascendência em Pedro de Albuquerque Melo do Rio Formoso. Cediço ser Feitosa criptografia do hebraico Yosafet: Josafá; braço armado de Esdras. Sendo, ainda, Feitosa, o relativo português do sobrenome espanhol Bezerra e, ou, Beçerra.
O epíteto Feitosa, em Portugal, aplica-se às novilhas vacuns e, mesmo, às moçoilas: meninas-moças. Sendo, em verdade, criptografia direta do hebraico Yosafeit: Josafá. Bastando inverter a ordem de leitura. Por seu turno, Melo ou Mello, é criptografia do hebraico “malla”: mensageiro. Já Albuquerque é vernáculo derivado do hebraico “alboker”: do alvorecer. Por declinação semântica: do levante ou do oriente. Para esta decodificação criptográfica usa-se a cifra Atbash: método dos rabinos cabalistas.
Este jogo de letras sempre foi de largo uso dos criptos judeus. Caesar Sobrerira, com referência no rabino Jacques Cukiekorn, do Kansas, EUA, cita-nos como exemplo o nome da cidade Venhaver do Rio Grande do Norte. Em verdade criptografia de Vem Chaver. Do hebraico chaver, pronuncia-se raver: companheiro. Portanto, se não tratando de mera suposição ou coincidência: Feitosa é mesmo Yosafeit.
Anota-nos Caesar Sobreira, em seu Nordeste Semita, ressaltar Gilberto Freyre a onipresença do judeu português na vida socioeconômica, em seu trabalho de inestimável valor para compreensão da brasilidade: Casa Grande e Senzala. Compila, Freyre, uma carta denúncia de um holandês de notabilidade, Wätjen, ao Conde Maurício de Nassau:
“Cada vês mais cai o comércio do Brasil holandês nas mãos dos judeus. Os comerciantes cristãos estão quase excluídos e tornaram-se meros intermediários dos judeus. Todos os israelitas que chegam aqui são bem recebidos pelos seus companheiros portugueses e empregados como agentes feitores ou de plantação de cana-de-açúcar. Todos os lugares de corretor são ocupados por judeus que se esforçam o mais possível para o progresso do comércio…”
Os Ximenes de Aragão com passagem por Antuérpia, Bélgica. A ser Ximenes, valendo o “x” por “s”.  Assim como em hebraico: o samed por shim. Criptografia de Meneses: Manassés. Deste imbricado parentesco, a despontar como expoente moderno o legendário pioneiro da indústria e da energia hidroelétrica do Brasil: Delmiro Gouveia.
A designação “judeu português” foi adotada somente no Séc. XVII, pela Diáspora ibérica em Amsterdã: Holanda. São incontáveis as famílias descendentes dos judeus sefarditas chegados ao Brasil no séquito dos primeiros donatários. Ou a cumprir degredo. Ou em fuga da Inquisição, pela rota dos Países Baixos. Pulula de lápides com os seus nomes o Cemitério Judeu Português de Amsterdã, Beth Haim: Casa das Vidas, no subúrbio de Ouderkerk.
Beth Haim. Cemitério judeu português restaurado e mantido pela Fundação David Henriques de Castro. Lápide do jazigo da família Pinto. A fugir do costume dos judeus portugueses de ornar as suas pedras tumulares com as heráldicas de família. O cemitério, ainda, abriga túmulos de muitos negros libertos e convertidos ao judaísmo no Brasil, passados para a Holanda quando da queda da Companhia das Índias Ocidentais e que entraram para a comunidade judaica. Vindo a exercer posições de destaque como Eliézer, o Sábio, o qual se fez doutor em lei judaica e estabeleceu-se como agente mercantil. Muitos desses negros eram genuinamente judeus por serem originários da Etiópia. Portanto, da etnia judaica falashita dos descendentes de Salomão com a Rainha Sabah: quem o ispirou o Cântico dos Cânticos. Alguns falashitas eram adquiridos junto às outras levas africanas em fato dos muçulmanos exercerem o monopólio da captação e tráfico negreiro na África. 
São estas famílias, entre muitas outras, os: Alencar, Almeida, Álvares, Alves, Andrade, Azevedo, Barbosa, Barreto, Barros, Bezerra, Berenguer, Borba, Braga, Cardoso ou Cardozo, Cardosa ou Cardoza, Castro, Costa, Coronel, Coutinho, Dias, Domingues, Ferreira, Ferro, Fernandes, Fonseca, Gondim, Gomes, Gonçalves, Gonzaga, Henriques, Jorge, Lima, Lins, Lopes, ou Lopez, Luna, Lucena, Madeira, Mattos ou Matos, Martins, Melo ou Mello, Mendes, Meneses ou Menezes, Miranda, Muniz ou Monis, Nunes, Oliveira, Ortiz, Pedrosa, Pereira, Pessoa, Pinheiro, Pinto, Queiroz, Salsa, Silva, Soares, Souza ou Sousa, Tabosa (Sabaot, decodificado) Teixeira, Veiga ( português) e Vega (espanhol).
Diz-nos Francisco Antônio Doria, das suas notas em Sangue Converso no Brasil Colônia I, que todo aquele a ter sangue dos primeiros colonizadores de Pernambuco, terá, forçosamente, sangue de conversos. Indicando a si, que o marranismo da elite açucareira pernambucana encontre raiz no próprio Jerônimo de Albuquerque: o Adão Pernambucano.
Heráldica dos Castro, a qual estampa muitas das lápides de Beth Haim. Era costume entre os judeus portugueses exaltarem, em seus túmulos, as suas origens familiares. Como, até hoje, tem-se preservado em Amsterdã os brasões dessas famílias nas fachadas frontais das suas antigas moradias no antigo bairro judeu. Coração do setor histórico: Jodenburt. Interessante notar que um meu dileto irmão ashkenazita, judeu do leste europeu, protestou junto a mim que os judeus somente passaram a adotar sobrenomes no Séc. XIX. Ao que eu retruquei: Não queira o amigo atribuir a identidade judaica à exclusividade ashkenazita. Nós somos quatro etnias em franca harmônica coexistência. Mas, com história, tradições e idiossincrasias distintas. O judeu luso-espanhol sempre adotou sobrenomes. Principalmente os marranos: ditos conversos. Para tudo bem compreender, vale a consulta a Cecil Roth, Howard Sachar, Werner Keler, Zion Zohar, Mark R. Cohen, Esther Benbassa, Aron Rodrigue e Miriam Bodian. O ashkenazita calou-se.
Ainda em Sangue Converso no Brasil Colônia I, desfaz-nos Francisco Antônio Doria a lenda da ascendência de Arnaud de Holanda em uma tal Margreth Florenz: casada com certo Barão Hendrick Van Rhilnburg, ou, mesmo, Von Reinburg na forma alemã.
Fixando-nos a sua indubitável ascendência judaica. Havendo, mesmo, Arnaud casado com a judaizante Brites Mendes: a Velha. Acusada pelo Tribunal do Santo Ofício de ser comadre da legendária Branca Dias. Fazendo anotar, Doria, do processo de Inquisição de um seu tetraneto a imputação do visitador: de haver tido Brites Mendes os pais supliciados pelo Santo Ofício. Havendo a sua mãe, sido queimada viva em um auto-de-fé.
Arnaud de Holanda, junto a Sebal Lins Dorndoff, agentes financeiros de Anton Fügers de Agsburgo, pioneiro do financiamento da economia açucareira, são, em linha direta de sucessão de Jerônimo de Albuquerque, os patriarcas dos Accioli, Lins, Gomes de Mello, Wanderley, Barros Pimentel, Holanda Cavalcanti, Cavalcanti de Albuquerque, Suassuna, Bezerra Cavalcanti e Pires de Carvalho. O interventor da república em Pernambuco, Etelvino Lins é seu descendente direto.
Primeira lauda dos autos do depoimento de Diogo de Holanda, tio do patriarca Sebal Lins Dorndoff, ao Tribunal do Santo Ofício. Documento em que se confessa cristão-novo e dá a sua filiação em Jacome de Holanda e Leonor Mendes. Assim, negando a sua ascendência no tal Barão Hendrick Van Rhilnburg. Arquivo digital cedido por Francisco Antonio Doria.
Desvenda-nos, Doria, a descendência da legendária Branca Dias e Diogo Fernandes: primeiros donos do Engenho Camaragibe. Provindo, em parte, do casamento de uma sua neta Maria de Paiva com  Agostinho de Holanda e Vasconcellos: filho de Arnaud de Holanda e de Brites Mendes.
Alcançando seus descendentes praticamente todas as grandes famílias de Pernambuco. Havendo, nessa linha, um casamento de um descendente de Branca Dias com uma filha de João Cavalcanti de Albuquerque: do Engenho Apoá. Descendente do ramo varonil dos Holanda Cavalcanti.
Os Mannelli, aparentados a Filippo Cavalcanti, o qual tem por mãe a Ginevra Mannelli, descendem de Branca Dias nas linhas femininas. Assim como muitos dos Tenório de Albuquerque de Alagoas e Pernambuco. Ainda, um ramo dos Paes Barreto provem de Branca Dias.
Ou seja, o sangue desta mulher ícone das barbaridades praticadas pelo Tribunal do Santo Ofício contra judeus e judaizantes brasileiros, permanece em boa parte da população pernambucana. Notadamente da sua elite açucareira: os Bezerra Cavalcanti, os Marinho Falcão e os Lacerda Falcão.
Um filho de Filippo di Cavalcanti com Catarina de Albuquerque, filha de Jerônimo de Albuquerque e da tabajara Muyrah Uby, Antônio, casou com Isabel de Goes: filha do judeu português Arnaud de Holanda e de Brites Mendes a Velha. Ver o link à margem direita deste blog: FILIPPO DI CAVALCANTI – ÁRVORE GENEALÓGICA
Sendo, portanto, o Brasil, um país de ascendência judaica por excelência. Nada justificando o descalabro da atual política externa tocada a peito pelo Itamaraty ideologicamente aparelhado pelo governo Lula da Silva. Cumprindo emprestar, para título deste artigo, as palavras do Visitador do Santo Ofício, o Padre Vieira: “Cristão-novo; Judeu-Velho”.
A valer registro os protestos de Sebastião José de Carvalho e Melo: o Marquês de Pombal. Primeiro Ministro do Rei Dom José I. Digno livre obreiro: maçon. O qual tinha por certo ser Portugal um país de ascendência judaica por excelência. Pombal desbancou a Igreja Católica Apostólica Romana dos seus poderes temporais e cassou o poder de polícia do famigerado Tribunal do Santo Ofício. Assim,vingando os antepassados.
Conta-nos Caesar Sobreira, com base em Léon Poliacov, que o Rei de Portugal, Dom José I, ordenara que todo português com qualquer ascendência judaica usasse um chapéu amarelo. Dias depois, o Marquês de Pombal fez-se presente à Corte a portar três desses chapéus.
O Rei indagou de Pombal qual a razão daqueles três chapéus. Ao que o Marquês respondeu-lhe ser para cumprir o seu decreto. A dizer-lhe ser um para si próprio, um para o Rei e o outro para o grande inquisidor.
Assistia razão ao Marquês de Pombal. Estudos de DNA procedidos pelo Prof. Mark A. Jobling da Universidade de Leicester, Reino Unido. Publicados pela Folha de São Paulo em 5 de Dezembro de 2008. Indicam que mais de 20% da atual população da Península Ibérica é de ascendência judaica. Isto a contar o brutal genocídio e expulsão empreendidos pela Inquisição Católica Romana.
Ora, é ressabido que os judeus, juntamente com os fenícios, chegaram à Península Ibérica cerca de mil anos antes da era comum. Ou seja, do advento de Jesus. Miscigenando-se com os povos autóctones para, assim, fazer-se nativo. Como corretamente registra Caesar Sobreira.
O historiador Benzion Netanyahu, emérito professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, pai do primeiro ministro Benjamin Netanyahu, comungando das teses de Samuel Bochart, geógrafo bíblico protestante: 1599/1667. Em seu livro Jewish History in Spain, localiza Tarshishi, ou seja, a riquíssima colônia fenícia de Tarsus, mencionada pelos profetas Isaías, Jeremias, e Ezequiel ( 27.12-14). Assim como nos livros dos reis (10.22), de Jonas ( 1.3) e nas cartas de Paulo aos romanos ( 15.24-28), como o ponto mais ocidental ao qual se poderia alcançar por navegação.
Na concepção de Bochart, Tarshish, ou Tarsus, seria realmente a atual Espanha, compreendendo o território português. Somente passada ao domínio romano com a vitória das Guerras Púnicas (218 a 202 AC), com a queda de Cartago: sede do império de Aníbal. Cumprindo esclarecer denominarem os romanos estas guerras de púnicas por assim chamarem aos fenícios de phunius: semitas não monoteístas que legaram o alfabeto hebraico como hoje conhecido.
Com o desenvolvimento destes estudos, é realmente possível datar a presença judaica na Península Ibérica em torno de um mil e quinhentos anos antes da presença romana. Com o estabelecimento das colônias de Toledo e, mesmo, Lishbon: atual Lisboa. Assim como outras mais ao norte a exemplo da localidade aonde refugiou-se o apóstolo Thiago na atual Galícia.
Sendo o judeu, em sua gênese, um povo e jamais uma raça como propuseram os manuais da Inquisição e do nazismo. Por receber, durante milhares de anos, contribuições genéticas de vários outros povos como dos caldeus, dos amitas: antigos egípcios. Dos hititas, dos persas e de povos da África Sub-Saarica. Lhe não foi difícil, nem improvável, a miscigenação com os autóctones ibéricos. Dentre muitos, os iberos propriamente ditos e os bascos. Bem como os celtas e os germânicos deslocados por força do Império Romano.
Verdade é que somente com a vitória do cônsul Tito nas Guerras Judaicas, depois imperador sob o nome de Falvius Caesar Vespasianus Augustos (39 a 81 DC). Com a destruição de Jerusalém e o desterro dos judeus para as províncias ocidentais. A Diáspora veio alcançar uma maior expressão da sua presença multimilenar. O que corrobora toda a assertiva da origem dos sefarditas e da sua natividade ibérica neste artigo defendidas.
No Brasil, portanto, não seria difícil, nem pejorativo ao judeu português miscigenar-se ao negro e ao tupynambá para amálgama da brasilidade. Cumprindo, aqui, denunciar a concepção ideológica inquisitorial nas razões do Padre Vieira, reeditada por Hitler ao infirmar que:  “Um descendente de judeu, somente limpa o sangue depois da décima geração. Até então, ao deparar-se com qualquer reminiscência, inevitavelmente retorna à identidade judaica”.
Assim, ao seu ver, a não valer esperar. Optou Hitler pela Solução Final: o Holocausto. Sendo esta a igual razão do Holocausto Nuclear: projeto maior da Ditadura Teocrática do Irã. Isto na satânica expressão do seu títere Mahmoud Ahmadinejad: apaniguado de Lula da Silva.
Pedro Alvares Cabral: “Achador do Brasil”, assim como o chamam em Portugal. Casado com Isabel de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque: Vice-Rei da Índia.
Bem entender a presença do judeu luso-espanhol, na estrutura da sociedade brasileira, é tanto difícil. Mesmo, em razão e fato da Inquisição Católica Romana haver praticado um “genealogicídio”: como do protesto de Evaldo Cabral de Mello. Isto, para usar do bem empregado vernáculo desenvolvido pelo historiador Elias Lipiner.
Para imputar a Borges da Fonseca, então Comissário da Inquisição, a manipulação genealógica. Para, assim, ocultar as raízes judaicas da esmagadora maioria das famílias coloniais portuguesas e espanholas: as quais fixaram o basilar elemento europeu da nossa nacionalidade. Mas, com a Inquisição em pleno vigor. Ou Borges da Fonseca praticaria um genealogicídio, a esconder as raízes judaicas de muitos dignitários, ou seria cúmplice do genocídio Católico Romano.
Ao prosseguir na leitura deste artigo, alcança-se a compreensão do avassalador dano à História do Brasil, à identidade nacional e à Diáspora; causado pela promulgação do Dia Nacional da Imigração Judaica.  A fazer do judeu brasileiro estran”J”eiro na sua natividade. Projeto da desastrosa iniciativa do ex deputado Marcelo Zaturansky Nogueira Itagiba: não reconduzido à câmara federal.
No equívoco ideológico sectário da direta subversão do conceito de continente e contingente. Para generalizar a identidade judaica na excepcionalidade de uma etnia: ashkenazita.  Ao invés de consagrar esta identidade no geral da diversidade das etnias: ashkenazita, mizrahita, falashita e sefardita. Prestou, assim, Marcelo Itagiba, como inocente útil, inequívoco serviço ao anti-semitismo.
Com isto, vindo tão somente embasar o acintoso discurso de Lula, no parlamento de Israel. Para fazer do judeu minoria estrangeira em sua própria terra: o Brasil. Ao artificiosamente infirmar a superioridade numérica dos imigrantes muçulmanos e, assim, justificar, no seu ideal apátrida, a alienação da brasilidade em favor da Conspiração Islâmica.
Amsterdã. Ouderkerk. Segundo da esquerda para a direita da foto, Senior Coronel: presidente da Fundação David Henriques de Castro. A qual patrocina a restauração e a manutenção de Beth Haim. Senior é descendente direto de David Senior Coronel: o mesmo Duarte Saraiva. Quem comprou e pagou o preço do terreno e obteve a licença tanto para construir o cemitério em Ouderkerk, como para instalar a primeira sinagoga das Américas em Recife: Kaal Kadosh Zur Israel.
Mas, esta dificuldade de compreensão da formação idiossincrática e étnica da gente brasileira, não tem unicamente causa na imbricação histórica. Em fato de ser simples tal realidade. Tampouco na distância dos tempos, ou na assimilação das gerações descendentes. A causa reside, mesmo, na sistemática erradicação da identidade sefardita das gerações descendentes.
Isto pela supressão da memória da presença do elemento judeu colonial. Processo inquisitorial de extinção de um povo por aniquilamento moral: no dizer do Rabino Yehoshua Kemelman de Sidney, Austrália. Ora, sem memória; sem identidade. Sem identidade; sem liberdade! O quê deveria ser da sabença de um representante popular eleito em processo de legitimidade democrática de uma nação pluralista.
Tudo para consolidar o Império Português: vassalo do Sacro Império Romano Germânico, por legitimação única da Igreja Católica Apostólica Romana. Nada haver com a garantização da hegemonia do Catolicismo Romano, como religião oficial de Estado. Tampouco com o cristianismo; em aspectos teologais. Notadamente, nada haver com a catequese de evangelização.
Mesmo porque,  a  institucional Igreja Católica Apostólica Romana somente surgiu no ano 320 da era comum. Como impostura do Concílio de Nicéia. Isto para unificação das igrejas cristãs sob a égide do imperador romano Constantino. Na ocasião eleito primeiro Sumo Pontífice: Papa. Ou seja: Pontifex Maximus. Unidade esta que viria a desintegrar-se com a Reforma e a Contra Reforma no início da Idade Moderna.
Martim Lutero: O Reformador.
Ocasião em que o Bispo Ário foi condenado como herege. Bem como inúmeras versões, autênticas, do Evangelho foram proscritas e queimadas. O próprio Evangelho Segundo Tiago foi julgado apócrifo: por embasar a doutrina de Ário.
A qual negava a identidade divina de Jesus; ao tempo que defendia a sua afinidade como homem iluminado. Negando, assim, o mito da teopsia em Jesus transmudado no Cristo. Quando o valor de Jesus, para a Civilização Ocidental, não está em uma sua virtual identidade divina. Mas, na grandeza da sua doutrina: na sua revelação para a reforma e construção da civilização ocidental.
Mas, para socorro da origem divina do poder inconteste e supra temporal do imperador. O que viria emprestar fundamentação ao direito divino dos reis. A perdurar até a Revolução Francesa. Fazia-se, pois, necessário matar o homem, Jesus, no Cristo, para encarnar no homem o Cristo divinizado.
É que os imperadores romanos, desde o primeiro: Otávio. Foram, sempre, deificados. Idolatria: origem da canonização. Para realizar a presença do Deus pai, então Júpiter, entre os mortais. Assim, realizando o mito de Deus feito homem.
Para tanto, fez-se necessário o uso do sincretismo religioso. Para tudo consolidar sob a autoridade única de um Estado dualista: civil e laico e, ao mesmo tempo,  teocrático. Todavia monolítico. Sob os pés do Imperador canonizado. Tudo em direta subversão da doutrina do próprio Jesus: Mateus, XXII: 15-22; Marcos, XII: 13-17.
Sendo estas as razões maiores, para o advento da Inquisição. Como indispensável aparato de consolidação dos embrionários Estados nacionais. Para, logo mais, empestar base ideológica e método ao Holocausto: um só povo, um só líder. Na sustentação do ensandecido apelo populista do nacional socialismo: canto de cisne do Sacro Império Romano Germânico.
Todavia, a primeira iniciativa de afirmação dos Estados nacionais, para lhes garantir a soberania foi a ruptura com a cúria romana. Pela constituição de um cristianismo independente e reformado. Daí o sucesso de Martinho Lutero, Calvino e mais outros teólogos.
Notadamente, a vitória de Henrique VIII. Ao constituir a Igreja Episcopal Anglicana, para libertar-se do jugo do alongado cetro do Sacro Império Romano Germânico: a coroa espanhola. Sendo esta a verdadeira causa do seu divórcio da Rainha Catarina; filha dos inquisidores reis católicos: Fernando e Isabel de Castela.
Catarina de Aragão. Mãe da rainha Maria I da Inglaterra. Factóide de Henrique VIII para justificar o seu rompimento com a Igreja Católica Apostólica Romana. De qualquer modo, deve-se a Henrique o estado moderno inglês na sua tradicional independência do bloco europeu continental.
Em conseqüência disto, na Europa continental, a Inquisição veio a fortalecer-se como instituição secular. Para consolidação dos estados nacionais. Mesmo no controle do  aparelhamento ideológico da Igreja Católica Romana. A ter ininterrupto seguimento por mais de 700 anos: a culminar com o Holocausto.
Valendo registrar que somente no Séc. XX, os tribunais da Inquisição foram suprimidos pelos modernos Estados europeus. Mas foram mantidos pelo Estado Pontifício até 1908, sob o Papa Pio X. Quando o Tribunal do Santo Ofício foi renomeado como Sacra Congregação do Santo Ofício. Vindo, na Alemanha, no plano secular, a ser substituído pelo III Reich; mediante a célebre Concordata.
Em 1965, por ocasião do Concílio Vaticano II, durante o pontificado de Paulo VI, em clima de grandes transformações na Igreja, após o papado de João XXIII, o Tribunal do Santo Ofício recebeu a denominação atual de Congregação para a Doutrina da Fé.
Somente em 1973, no Brasil, com a Constituição Outorgada pelas forças do contragolpe militar de 1964, por gloriosa luta da Maçonaria, a Igreja Católica Apostólica Romana perdeu o status de Religião Oficial do Estado.
Sendo esta a razão da guinada do clero às esquerdas populistas, com as suas pastorais da terra e as suas comunidades eclesiais de base. As quais, na atualidade, de modo sub-reptício, ameaçam fazer retornar o Santo Ofício ao poder. Isto nos bastidores das forças políticas comprometidas com o Foro de São Paulo. Mesmo com a instauração da Comissão da Verdade embutida, na terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos.
A Inquisição Católica Romana, com as suas “provanças” de fé e de pureza de sangue. Isto é, de raça. De defeitos de subalterna origem social:  mesmo dos havidos por cristãos velhos. Se é que os houve na História de Portugal. É a causa maior do atraso sociocultural e econômico de todas as nações de origem colonial portuguesa e espanhola.
Sendo, mesmo, o germe do totalitarismo latente na América Latina. Causa das cíclicas sístoles e diástoles na sua história política. Isto, para emprestar palavras ao bravo coronel Golbery do Couto e Silva.
A corroborar esta assertiva, a sobrevivência e ascensão de rebotalhos como Fidel e Raúl Castro, Hugo Chávez, Christina Kirchner e Fernando Lugo: esporos desta bactéria incubada pela catequese inquisitorial; hoje mantida pela Teologia da Libertação de Leonardo Boff. Ora, todo povo retardo carece de um herói messiâsnico!
A tramitação do processo inquisitorial em segredo. Mesmo do acusado, considerado culpado até prova em contrário.  Com o seu interrogatório sob tortura: o que não indultava o réu da pena capital da morte na fogueira. Fez-se de consagrado ato de caridade para, com isto, livrá-lo da eternidade nos infernos.
A Inquisição constituiu-se instituição independente e, mesmo, acima da Igreja Católica Romana no seu próprio controle interno. Vindo, com isto, promover o maior genocídio de toda História. Com a matança indiscriminada de homens, mulheres e crianças imoladas vivas nos brasis dos autos-de-fé.
Isto, a exaltar a delação premiada com a recompensa celestial, prometida às crianças submetidas ao catecismo. Para acusação de amigos e parentes.  Como dos próprios pais, por práticas judaizantes. No seu aparato, ainda, o terror da exumação dos acusados. Para serem, post mortem, processados e condenados e, assim, terem os restos mortais calcinados em autos-de-fé. Tudo, para a sua eterna danação e a perpétua execração pública dos seus descendentes.
Acreditando, negado a eles o beneplácito do Juízo Final. O conhecimento da misericórdia divina. Por lhes ser impossível a ressurreição da carne incinerada e, assim,  o seu comparecimento diante da graça de Deus.
No Brasil, é caso exemplar disto Branca Dias e Diogo Fernandes, do Engenho Camaragibe: Pernambuco. Diletos protegidos do Donatário Duarte Coelho Pereira e do seu cunhado e lugar tenente Jerônimo de Albuquerque.
Matias, aliás, Psaulo de Albuquerque
Matias, aliás, Psaulo de Albuquerque. Neto do cristão-novo Duarte Coelho Pereira: primeiro donatário de Pernambuco. Sobrinho neto de Jerônimo. Líder da Insurreição Pernambucana,  que levou à queda a holandesa Companhia das Índias Ocidentais. Patrono do Exército do Brasil. Herói da Restauração Portuguesa. Conde de Alegrete, quando da ascensão do seu primo, o Duque de Bragança, ao Trono sob o título de Dom João IV. Retrato a têmpera sobre tela e madeira: Galleria degli Uffizi, Mezzanino degli Occhi. Palácio Pitti. Florença, Itália. Matias foi confundido por Voltaire, em sua crônica “O Século de Luís XIV” com o Duque de Albuquerque. Mas, os primeiros Duques de Albuquerque foram os filhos de Inês de Castro: esposa de Dom Pedro I de Portugal.
Enquanto perdurou o poder donatarial dos Albuquerque, o quê, por ironia histórica, veio a sucumbir coincidente com a queda da Companhia das Índias Ocidentais. Até então, a Inquisição lhes não lançou mãos ao seu próprio alvedrio. Cumprindo a leitura de Alexandre Ribemboim; entre outros seus trabalhos:  Senhores de Engenho Judeus de Pernambuco. 
Antiga casa sede do Engenho Camaragibe, Pernambuco. Construída no mesmo sítio da casa que pertenceu a Diogo Fernandes e Branca Dias. Onde funcionou, de modo improvisado, a primeira sinagoga do Brasil. Sendo, oficialmente, a primeira sinagoga das Américas a antiga sinagoga portuguesa do Recife: Kaal Kadosh Zur Israel.
Em razão desta mesma fundamentação teológica, o manual inquisitorial proibia a tortura, ou a execução com o derramamento de sangue. Por entender beneficiar ao réu, o fato da terra beber-lhe o sangue e, assim, permitir-lhe a ressurreição da carne com a suscetível prometida vida eterna.
Daí, mais uma razão ideológica ou, mesmo, de ocultismo, para os fornos crematórios de Hitler. Não deixar, portanto, restos a serem absorvidos pela mãe terra. Para o condenado não cumprir a sentença da terra devolver-lhe o corpo: quando do Juízo Final. Com isto, ter-se-ia operado em eficiência teológica.
Com o judaizante condenado, para sempre: morto e amaldiçoado. Para que nem Deus o pudesse redimir. A se lhes não permitir qualquer evidência material da sua existência e, assim, ter-se erradicada  a história de um povo e  o testemunho da sua civilização.
Contando, ainda, o confisco de todas as propriedades e, mesmo, dos haveres de menor importância dos condenados. Causa maior da riqueza da Igreja Católica Apostólica Romana e dos nacituros Estados nacionais.
Jovem vergando o Sambenito: hábito de penitência. Auto-de-fé em Lisboa: sempre realizado no Róssio. Hoje Praça Dom Pedro IV: o mesmo Pedro I do Brasil.   Por ironia, no final da Avenida da Libedade.Em frente ao Palácio da Inquisição: hoje Teatro Nacional.  Os autos-de-fé eram promovidos com toda pompa festiva. Missa solene, com cânticos de louvor. Primeiro a execução das penas leves: açoitamentos e mutilações. Depois, o momento máximo com centenas de vítimas calcinadas em vida. Tudo acompanhado do palanque das autoridades eclesiásticas e civis ao, som de orquestras de câmara e ao serviço de iguarias e beberagem. Hitler emprestaria mais dignidade à sua carnificina.
Ressaltando-se a venda dos seus filhos, como escravos para o Império Otomano e as províncias de ultramar.  Mais precisamente, Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde, para servir no eito das plantações de cana-de-açúcar. Portanto, a servidão do negro não constitui fato exclusivo da escravidão.
Também, a venda das filhas dos condenados, para suprir a falta de mulheres brancas nas colônias. Tudo a vir, tempos depois, a emprestar motivação ideológica, causa e método aos horrores nazistas. Razão porque o Papa Pio XII não encontrou arrimo moral para direta, afirmativa e efetivamente condenar o Holocausto. O quê, em verdade, apenas emprestou continuidade à Inquisição. 
A colonização das Américas desviou o interesse das coroas espanhola e portuguesa do norte da África, de dificultoso povoamento e pobre em riquezas fáceis e imediatas. Provendo ao invasor muçulmano, do necessário armistício à consolidação da sua dominação do continente africano.
Contando os islamitas, em a sua lei fundamental, a Sharya, a qual, até os dias atuais, válido o instituto da escravidão das mulheres e dos outros povos. Tal como asseverado pelos acadêmicos:
Bernard Lugan, em sua “Afrique l’Histoire à l’Endroit” (Perrin, Paris) e Eric Voegelin, em sua “The History of the Race Idea” (Louisiana State University). Baseados em pesquisas sobre os historiadores árabes: Ibn Khaldun, Al Abshihi e Yad Al Sabi.
Fazendo-se, com isto, o muçulmano de fornecedor da mão de obra escrava. Indispensável à exploração do Novo Mundo. Com milenares províncias cristãs e, notadamente, a judaica Etiópia, abandonadas à sua cobiça. Enquanto garantidas às coroas espanhola e portuguesa, as rotas do comércio com o Oriente. Eficaz estratégia diplomática.  Moeda de troca de um acordo tácito entre impérios, os quais por séculos digladiaram-se pelo espólio romano.
A África, contando setenta etnias de mais de setecentos idiomas distintos. Aliás, a acepção do negro como um todo único é generalização ideológica para a banalização da sua identidade histórica. Fez-se de campo aberto à escravidão dos seus povos. Havendo de negar-se o mito de haverem-se encontradas em estado primitivo. Como da assertiva de Pedro Doria em seu “1565, Enquanto o Brasil Nascia”, Editora Nova Fronteira: de leitura inarredável.
LEGENDA
O autor narra, em sua excepcional pesquisa, os episódios da rainha N’Zinga cooptada pela Companhia das Índias Ocidentais.
Assim, dando início ao ciclo do tráfico negreiro. Comércio ao qual, não muito tardou, cooptaram inúmeros reinos negros da África equatorial da costa atlântica. Ao exemplo dos Bantos: distribuídos em vários reinos e fiéis ao imperador do Congo. Vindo a ser, o independente N’Dongo, com a sua temível rainha guerreira, N’Zinga M’Bandi N’Gola, de nome patronímico católico romano Dona Ana de Souza, Rainha de Angola, o seu mais fiel aliado.
Obsequioso silêncio. O Papa Pio XII, então Cardeal Eugenio Pacelli, em conciliações com Adolf Hitler para a Concordata. Enquanto isto, o General Francisco Franco e o ditador Mussolini, efetivos aliados do III Reich, veemente se opuseram à deportação de judeus e, nos países ocupados, abriram as suas representações diplomáticas para asilo e concessão de cidadania aos judeus de origem ibérica. Episódios que deram fundamento ao filme consagrado pela crítica mundial: Perlasca, um herói italiano. Aqui, neste ensaio, se não trata de acusar sem fundamentos a Igreja Católica Romana. Nem de revanchismo. Mas,  na ocultação da verdade não há remissão ante o fato histórico.
No Brasil, a catequese inquisitorial viria a emprestar causa, como efetivamente emprestou, a todo preconceito e desagregação social. Tanto pela estigma do defeito de sangue e de origem subalterna. Como, notadamente, pela marginalização do judeu, do índio e do negro.
Cerceada, aos seus descendentes mestiços, a promoção social. A posse e propriedade da terra. O acesso aos cargos públicos e à profissão eclesiástica. Sendo, com isto, evidente causa da genética corrupção política do Brasil. Por haver, a Igreja Romana, inaugurado a indústria nacional de criar dificuldades para vender facilidades. A qual sustenta o processo eleitoral. Revigorada, nos dias de hoje, pela Ditadura da Desfaçatez Eleitoral: em passos largos de consolidação.
Mais precisamente, causa da fragilíssima solidariedade social do brasileiro. Fundamento das exceções  pessoais. Base ideológica da formação das oligarquias e, ou, nomenclaturas de qualquer matiz ideológico. Mesmo por reação, ou cooptação. A saber, o escalonamento dos defeitos de sangue conforme o manual do Santo Ofício:
1  –  defeito de sangue judeu, independente de quantos costados, ou seja, fontes ascendentes. Perdão de exclusiva competência do Papa;
2– defeito de sangue negro, também indepndente de quantos costados. Perdão de exclusiva competência do monarca;
3 –   defeito de sangue gentílico, sangue índio. Defeito venial, desde que fosse mestiço de branco: do tupy “cariboca”. Perdão da direta competência tanto dos visitadores do Santo Ofício; assim como dos comissários da Inquisição.
Cumprindo ressaltar que o Tribunal do Santo Ofício estipulava, a peso de ouro, na distinção de casos por casos. No conceito vales o quanto pesas. As cominações pecuniárias por qualquer das suas indulgências. Razão das milionárias dotações das famílias senhoriais às ordens religiosas, como prevenção das penas compulsórias.
Assim, netos e bisnetos do grande patriarca Jerônimo de Albuquerque, o Adão Pernambucano, tiveram impedido o acesso a títulos e investiduras. Como as da Ordem dos Cavaleiros de Cristo e da Ordem de Avis. Por flagrante defeito de sangue judeu ou tupynambá. Tal como registra Evaldo Cabral de Mello em seu extraordinário compêndio “O Nome e o Sangue: Uma Parábola Familiar no Pernambuco Colonial”.
Jerônimo, filho de Lopo de Albuquerque, era, portanto, bisneto de Lopo Gonçalves de Leão e sua esposa Mécia da Costa: beneficiária da chancela de Dom Afonso V; no caput deste artigo. Fundou o Engenho Nossa Senhora da Ajuda, ou, dos Fornos da Cal, em Olinda: em terras correspondentes ao atual bairro de Beberibe e arrabaldes.
Casou, em primeiras núpcias, com a tabajara Muyrah Uby, de nome patronímico católico romano: Maria do Espírito Santo Arcoverde. De quem teve oito filhos: Jerônimo de Albuquerque Maranhão, Manuel, André, Catarina, Isabel, Joana,  Antônio e Brites. Havendo mais cinco filhos de outras tupynambás.
Do casamento forçado com Felipa de Melo, filha de Cristóvão de Melo, por quem nutria todo o ódio, por imposição da Rainha Catarina, ainda teve onze filhos: João, Afonso, Cristóvão, Duarte, Jerônimo, Cosme, Felipe, Isabel, Maria e mais dois natimortos.
O texto da intimação da rainha para o seu casamento com Felipa é ameaçador: “… para evitar que continuasse o sobrinho de Afonso de Albuquerque, o descendente de reis, a seguir a lei de Moisés, mantendo trezentas concubinas.”  Esta carta é referida no “link” à margem direita: FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO – JERÔNIMO DE ALBUQUERQUE
No entanto, servindo-se do seu ardil político, Jerônimo legitimou a todos; ao negociar com o sogro o casamento de dois dos seus filhos caboclos com as suas duas únicas cunhadas. Para fazer dos seus netos, no seu próprio dizer; como nos registra Evaldo Cabral: tão bons, ou seja, tão nobres, como as filhas e netos de Cristóvão de Melo.
Lopo de Albuquerque foi o primeiro Conde de Penamacor, por édito do rei Dom Afonso V de Portugal, quem, também, o fez senhor da Vila de Penamacor e e de Abiul. Lopo, ainda foi Camareiro Mor, Guarda Roupas, Copeiro Mor e Capitão Geral  da guarda do monarca.
Tomou parte ativa nas guerras junto aos principais do seu tempo. Foi guarda pessoal de Afonso V, em sua viagem à França. Também seu embaixador em Roma, onde tratou, junto ao Papa, da anulação do casamento do rei com a rainha Dona Joana.
Foi, junto ao seu irmão Pedro, o almirante, líder da Conjuração dos Duques de Bragança. Em fato da sucumbência do levante, retirou-se de Portugal com o passaporte falso de Pedro Nunes emitido pelo Ma’amad: órgão supremo da jurisdição civil autônoma dos judeus portugueses.
ines de castro tumulo
Túmulo de Inês de Castro, no Mosteiro de Alcobaça. Rainha “post mortem” de Portugal.  Esposa de Pedro I, progenitora dos primeiros Duques de Albuquerque. As esfinges antropoformes representam cada um dos seu ministros assassinos.
A tragédia da arrebatadora paixão de  Pedro Inês: cantada por Luís de Camões como Colo de Garça. Fez-se da alma portuguesa e, hoje, identidade da cidade de Coimbra; como do fado na voz de Amália Rodrigues: Amália Rodrigues: Coimbra
Finalmente,  preso por três anos na Torre de Londres, teve o seu resgate pago pela rainha Isabel de Castela, sua prima, quem o fez Conde de Uzeda e Ubeda na Andaluzia. Morto, teve os restos trasladados para a sua terra por ordem da rainha Leonor, preceptora de Dom Manuel I; quem os encerrou no Mosteiro de Santo Antônio da Castanheira: em Vila Franca de Xira. Com a morte de Lopo, a Inquisição foi oficialmente instaurada em Portugal. A ter início com o batismo forçado, ao quê veemente se opôs o Cardeal Alpedrinha: Dom Jorge da Costa; tio avô de Lopo de Albuquerque.
Foi casado com Catarina de Noronha; sobrinha de Felipa Moniz, esposa de Cristóvão Colombo: suspeito codinome do seu irmão exilado Pedro de Albuquerque. Felipa, também, era conhecida como Leonor de Noronha, filha do Bispo de Évora, Pedro de Noronha casado com Branca Dias Perestrello. Ela, filha de Bartolomeu Perestrello: primeiro governador da Madeira; filho de Filippo Pallastrelli, natural da Itália.
Heráldica antiga dos Albuquerque de Portugal. A contrastar com as do ramo espanhol em razão do campo azul daqueles de Espanha. O uso das flores-de-lis era prerrogativa dos descendentes das casas reais
Tais pressupostos e requisitos dos manuais do Santo Ofício viriam desestabilizar todo o processo de organização política da sociedade brasileira. Desde os mais remotos tempos coloniais até 1973, com a promulgação da Constituição outorgada: da relatoria do Min. Alfredo Buzaid. Por força da qual a Igreja Católica Apostólica Romana teve cassado o status de religião oficial do Estado.
O termo Inquisição refere-se a várias instituições dedicadas à supressão das heresias no seio da Igreja Católica Romana. A Inquisição foi criada inicialmente para combater o sincretismo dentre alguns grupos religiosos. A Inquisição Medieval, da qual derivam todas as demais, foi instituída em 1184 na região de Languedoc: sul da França. Para combater aos Cátaros, os mesmos Albigenses.
Em 1249 foi implantada no Reino de Aragão, como a primeira Inquisição de Estado e, já na Idade Moderna, com a união de Aragão e Castela, transformou-se na Inquisição espanhola de 1478 a 1834: sob controle direto da monarquia.  Estendendo a sua atuação para as Américas, com o advento da União Ibérica e sujeição de Portugal à coroa espanhola.
A Inquisição Portuguesa foi instituída em 1536 e perdurou até 1821. A Inquisição Romana, instituição sob a denominação de “Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício” permaneceu a vigorar até 1965. Extinta pelo Concílio Vaticano II convocado pelo Papa Paulo VI.
Consciente da identidade judaica do brasileiro, Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, esposa do grande escritor João Guimarães Rosa, expoente máximo da literatura pátria, como oficial do consulado do Brasil em Hamburgo, resgatou milhares de judeus com a concessão de passaportes contra a ordem do ditador Getúlio Vargas: o qual mandou negar asilo e documentos aos judeus alemães. Ela é reverenciada como heroína no Jardim dos Justos entre as Nações e no Museu do Holocausto: Yad Vashem, em Jerusalém.
Assim, o terror de Estado, cúmplice do terror religioso, persistiu por quase oitocentos anos. Não há, portanto, como distinguir o Holocausto Nazista como evento histórico isolado. Sendo, em verdade, apenas uma nova fase da Inquisição: a fase germânica. Qualquer distinção, a este respeito, é de flagrante hipocrisia.
Com isto, o Brasil, com um atraso histórico de quase duzentos anos, fez-se Estado laico, para ingressar na Idade Contemporânea. Fato este, que veio provocar a guinada do clero católico romano às esquerdas. Isto para sobrevivência política, em razão da perda de cediços privilégios. Qualquer outro argumento é mera falsidade ideológica.
Sendo esta a real motivação da gramaticalmente equivocada “opção preferencial” pelos pobres. Ora, o termo opção, de si, expressa preferência. Tratando-se mesmo, de primário marqueteirismo demagógico.
O autoproclamado clero progressista, encabeçado por Dom Helder Câmara: egresso das falanges da direita integralista. Dom Fragoso, bispo de Cratéus, Ceará e Dom Pedro Casaldáliga, bispo de São Félix do Araguaia, Mato Grosso: coito e teatro de operações da mais acirrada guerrilha.  Insurgiu-se contra o poder civil laicista; na renitência do poder temporal da Igreja Católica Apostólica Romana.
Isto com a organização e fomento de movimentos de extrema esquerda revolucionária da linha maoísta e stalinista, treinada e armada em Cuba, no protagonismo de assaltos terroristas. O quê provocou os excessos do contragolpe militar: com a morte de centenas de inocentes úteis; heróis messiânicos.
Em Pernambuco, os preconceitos consagrados pela Inquisição Católica Romana viriam provocar todas as sedições, motins, escaramuças e arruaças. A culminar no êxodo das mais antigas famílias para os sertões do semi-árido nordestino. Bem como, para regiões dos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Aliás, dos mazombos: acaboclados nobres da terra. Conta-se passados a Minas Gerais, os ascendentes do poeta Carlos Drummond de Andrade. Diretos descendentes de João Escócio: quem, em 1475, casou-se com a judia sefardita Branca Afonso.
Por um lado com ascendência nos Albuquerque Berenguer. A ressaltar serem os Berenguer antiga família sefardita de Castela. Por outro, em João Escócio o qual era filho de John Drummond casado com Elizabeth Sinclair: filha de Henry Sinclair, Conde de Orkney e Jane Hallibourton.
Já a filha de João Escócio, Beatriz, casou-se com o cristão-novo Antão Alves de Carvalho: filho de Gil Carvalho, capitão mor na Índia casado com a judia Maria Eanes de Loureiro. Os quais se fixaram na Ilha da Madeira. Na Vila de Santa Cruz: na propriedade denominada Solar de São Gil. Sendo esta a comum ascendência dos Drummond do Brasil.
O ramo pernambucano dos Drummond descende do casamento de uma neta de Jerônimo de Albuquerque com a índia tabajara Muyrah Uby: filha do morubixaba Uyra Uby, o Arcoverde. A descenderem desta e outras índias do séquito de Jerônimo os Albuquerque Arcoverde, os Holanda Cavalcanti, os Cavalcanti de Albuquerque, os Albuquerque Lins, os Albuquerque Maranhão, os Bezerra de Melo, os Albuquerque Melo, os Holanda Cavalcanti e os Bezerra de Albuquerque.
O ramo dos Drummond  de Minas Gerais é descendente de Antônio de Carvalho Drummond, quem no Séc. XVII, vindo da Madeira e passado por Pernambuco, foi nomeado capitão mor das terras de São Miguel de Antônio Dias: no Rio das Velhas.
Entre os descendentes diretos dos cristãos-novos, judeus-velhos, Gil Carvalho e Maria Eanes de Loureiro e a matriarca sefardita Branca Afonso, conta-se o juiz ordinário João Batista de Carvalho Drummond. O mesmo legendário coronel Cantídio Drummond de Drummond e o poeta Carlos Drummond de Andrade.
O poeta e escritor pernambucano Antônio Campos. Entusiasta da presença judaica no Brasil. Antônio é, ainda, por ascendência direta: Alencar e Souza Leão.
Ao contrário do que muito se acredita, ter sido a queda da Companhia das Índias Ocidentais a causa única do êxodo das famílias senhoriais de cristãos-novos de Pernambuco. A revolução de 1710 apresenta-se como evento de maior causa emigratória.
A Guerra dos Mascates, como esta revolução ficou para a História. Veio a ser conseqüência das disputas instigadas pelo Tribunal do Santo Ofício a serviço da coroa portuguesa que, no reino, combatia a antiga nobreza para firmar-se como poder central. Ao tempo que na colônia empreendia quebrar a hegemonia da açucarocracia, para impor a nova ordem da Metrópole.
Nisto bateram-se dois partidos. De um lado os recentes imigrados portugueses afeitos ao comércio: ditos reinóis. Pretendidos cristãos-velhos, privilegiados da Inquisição. De outro, os “nativizados” cristãos-novos: ditos mazombos. Do antigo  senhoril ruralista, refutados da Inquisição.
Por ocasião do acirrado revanchismo do período pós guerra, a coroa portuguesa, contando ao seu serviço os comissários da Inquisição. De esmagadora maioria reinol. Instaurou o terror de Estado. A fazer de bandos de marginais, os tundacumbes, a sua vanguarda armada na invasão de propriedades e no incêndio de canaviais. Mesmo na violação das casas-grandes, com o estupro das mulheres das famílias senhoriais.
Marquês de Pombal: Sebastião José de Carvalho e Melo. Desbancou a Igreja Católica Apostólica Romana dos seus poderes temporais. Cassou o poder de polícia do Tribunal do Santo Ofício e expulsou os Jesuítas por édito do Rei Dom José I de Portugal em 1773, em fato dos excessos fomentados pela ordem religiosa na metrópole e nas colônias; notadamente no Nordeste do Brasil: “Declaro os sobreditos regulares Jesuítas rebeldes, traidores, adversários e agressores que estão contra a minha real pessoa e Estados. Contra a paz pública dos meus reinos e domínios, e contra o bem comum dos meus fiéis vassalos; mandando que efetivamente sejam expulsos de todos os meus reinos e domínios.”
Marquês de Pombal: o livre obreiro, Sebastião José de Carvalho e Melo. Desbancou a Igreja Católica Apostólica Romana dos seus poderes temporais. Revogou os odiosos estatutos de pureza de sangue e origem. Cassou o poder de polícia do Tribunal do Santo Ofício e expulsou os Jesuítas por édito do Rei Dom José I de Portugal em 1773, em fato dos excessos fomentados pela ordem religiosa na metrópole e nas colônias; notadamente no Nordeste do Brasil: “Declaro os sobreditos regulares Jesuítas rebeldes, traidores, adversários e agressores que estão contra a minha real pessoa e Estados. Contra a paz pública dos meus reinos e domínios, e contra o bem comum dos meus fiéis vassalos; mandando que efetivamente sejam expulsos de todos os meus reinos e domínios.”  Finalmente, o feitiço virou contra os feiticeiros e cumpriu-se justiça! No Brasil, com o retardo de exatos duzentos anos, em 1973, a Igreja Católica Apostólica Romana perdeu o status de religião oficial do Estado; por força da Constituição Outorgada: da relatoria do Min. Alfredo Buzaid.
O quê viria inspirar as Ligas Camponesas de Francisco Julião: causa maior dos excessos do contra-golpe militar de 1964 a culminar com o exílio do líder camponês. Sendo, ele mesmo, de inequívoca ascendência mazomba.
Isto na ignorância de si próprio: conseqüência da Inquisição. Pois, os Lucena, ascendentes diretos de Julião, são uma das mais antigas famílias judaicas da Espanha. Isaac de Lucena era sócio de David Senior Coronel. Juntamente com quem fundou a sinagoga portuguesa de Amsterdã, a sinagoga portuguesa do Recife e a sinagoga portuguesa de Nova Iorque: Sherit Israel.
Julião era herdeiro dos Lucena do Engenho Espera. Na cidade de Bom Jardim, município contíguo a Orobó:  Pernambuco. Com fortes raízes na açucarocracia paraibana. Da comum parentela do presidente da república Epitácio Pessoa e do seu sobrinho, o heróico João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque: morto no Recife por João Dantas, da Serra do Teixeira: Paraíba. Cuja frase estampa a bandeira daquele Estado: Nego! Primo em primeiro grau de Mário Barbosa da Silva, com quem Julião partilhou a herança.
João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, assassinado por João Dantas. Precisamente na Confeitaria Glória. No Recife. Na esquina da Rua da Palma, com a rua Nova. Vindo o fato a emprestar causa à revolução de 1930. Incorporam-se às falanges de Juarez Távora vários militares paraibanos parentes do morto. Dentre eles o tenente Ascendino Feitosa, quem comandou a invasão da Casa de Detenção do Recife, onde se encontravam João Dantas e Augusto Caldas> os quais foram trucidados pelo Feitosa.  João Pessoa era filho de Cândido Clementino Cavalcanti de Albuquerque e de Maria de Lucena Pessoa, de Orobó, Pernambuco, irmã do presidente da república Epitácio Pessoa
Mário: meu sogro. Filho do major Olímpio de Lucena e de Maria de Paula Pessoa Barbosa. Quem dividiu o espólio do Engenho Espera, com Francisco Julião. Casado com Maria de Lourdes Henriques de Oliveira: filha do cristão-novo, reinol de bom partido,  Boaventura da Costa Oliveira. Mais conhecido do vulgo por Seu Pedro e de Severina Navais de Miranda Henriques: Dona Nenen. Pai de Roseana Oliveira Barbosa, minha primeira esposa.
Do assento de n.° 24.060 de Maria de Lourdes, esposa de Mário, junto ao Conservatório de Registros Gerais de Lisboa, consta ser ela, pelo lado paterno, neta de Joaquim da Costa Oliveira e de Maria de Souza Maia: naturais de Póvoa de Varzim, Vila do Conde, norte de Portugal. Já do lado materno ela ser neta de Manoel Augusto de Miranda Henriques e de Anna Eulália de Navais Henriques.
Já Mário, por seus laços com João Pessoa, faz-se-nos  próximo parente de Olga Feitosa (de Castro), minha mãe, e de Pedro Bezerra de Albuquerque: meu idolatrado pai. Eu bem poderia tê-lo feito mais feliz. Realizado comigo: fosse eu, grande empresário. Mas, o dinheiro sempre me aborreceu.
O quê fazer, se eu nasci poeta e escritor? Ora, qualquer assunto financeiro leva-me à profunda melancolia. Para mim, todo trato pecuniário é do meu mais irrelevante interesse. Contudo, eu fiz caminho inverso ao do meu primo Bruno Maranhão: líder e fundador do MST-Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.
LEGENDA
Olga Feitosa e Castro e a sua neta Juliana: filha de Pedro de Albuquerque.
É quê eu tive um amigo de inestimável valor: Roberto de Souza Leão. Casado com Leninha: filha de Cornélio Lacerda de Almeida Coimbra Brennand. Roberto foi pai de João, Joaquim e de Roberta. Inimicíssimo dos meus inimigos e amicíssimo dos meus amigos. Acérrimo crítico do clero progressista. Mas, unicamente no campo ideológico; qualquer outra consideração é pura mitologia. 
Roberto foi irmão dos meus amigos Ricardo, Maria e Márcia. Maria, delegada de polícia, casou com Joaquim Guerra, deputado federal: filho do ex governador Paulo Guerra; correligionário de João Roma. Márcia casou com Múcio Novaes de Albuquerque Cavalcanti: filho de Leonardo, embaixador do Brasil na Argentina. Múcio é neto de Antônio de Novais de Mello Avelins.
Antônio foi ministro da agricultura, deputado federal, prefeito da cidade do Recife e senador da república. Nasceu no Engenho Pimentel: no Cabo de Santo Agostinho. Era irmão de Maria Hermila, quem casou com Fernando Carneiro Campello: tio de Antônio e de Gilson Machado Guimarães.
Um filho de Maria Hermila e Fernando, João Paulo, casou em primeiras núpcias com uma filha de Olga e Pedro Bezerra de Albuquerque e, em segunda núpcias, com uma sobrinha de Olga, de igual nome da primeira esposa: Mercês; filha de Francisca de Araújo Chaves e do seu primo Gerardo Feitosa de Souza.
Pedro, o meu pai, por seu turno, era filho de Maria Apolônia de Miranda Campos: esposa de Juvêncio Bezerra de Albuquerque, em segundas núpcias. Ele era natural de Timbaúba dos Mocós, ela de Bezerros: Pernambuco.
Estabelecendo-se, Juvêncio, na cidade de Cajazeiras. Extremo oeste do Estado da Paraíba: na fazenda Cacareco. A cidade formou-se em um sítio da antiga sesmaria do seu primo Luís Gomes de Albuquerque, da linhagem Gomes de Melo: natural de Pernambuco.
Com o casamento da filha de Luís, Ana de Albuquerque, com o cearense Vital de Souza Rolim, Luís Gomes repassou-lhe as terras como dote. Ana e Vital viriam a ser os pais de Ignácio de Souza Rolim. O legendário Padre Rolim, emérito fundador da cidade de Cajazeiras: a qual se desenvolveu ao derredor do colégio por ele fundado.
vaso
Vaso do Séc. XIX: coadeira. Da casa do Cel. Porfírio Farias de Souza; do Sítio Boa Vista na cidade do Ipu, Ceará: onde nasceu e foi criado Delmiro Gouveia. Comemorativo da revolução de 1824: Confederação do Equador. Estampa: as inscrições “in grado heroismo”, braço armado dos Ximenes de Aragão, as aves dos Marinho Falcão dos Fornos da Cal de Igarassu, Pernambuco e quadrante das armas modernas, do Séc. XVII, dos Albuquerque portugueses.
Juvêncio, seguro da proteção dos parentes, suprimiu o  sobrenome Cavalcanti em razão das más querenças, delações e usurpações instaladas em Timbaúba; em fato da derrocada da Confederação do Equador: o quê provocou cismas no núcleo do clã.  Havendo, aos treze anos, órfão de pai e de mãe, com três irmãs e um comboio de mulas de carga e mais gente sua foreira. Com títulos de terras nos sertões e mais prataria. Arribado para Águas Belas: fronteira de Alagoas. 
Onde, viveu até os 18 anos, acoitado em terras de um seu primo Tenório Cavalcanti de Albuquerque. De lá mandando uma das suas irmãs, França, para os Inhamuns e fazendo-a casar com o homem de primeira confiança do Cel. Lourenço Alves Feitosa e Castro. Seu secretário particular. Filho do Cel. Joaquim Alves. Para, nisto, passar-se, então, para o comércio no Recife: onde fez patrimônio.
Aos sessenta anos, quando emigrou para Cajazeiras, casou-se com uma sua prima  de trinta.  Já moça velha, para a época, Maria Apolônia e, com ela, teve  sete  filhos: Pedro, José, Esther, Maria, Quitéria, França e Manuel; fora dois natimortos.
Maria Apolônia era filha do judeu português, tropeiro, mascate, crediarista e caixeiro viajante João Coura Campos. Mas, filho de mãe honrada de eira, beira e soleira. Fazia, também o comércio de couro, muares amansados e de carne seca.
Cumprindo, na época de estiagem, o itinerário dos engenhos de açúcar de Pernambuco e Paraíba e, na época de chuvas, os sertões até os Inhamuns.
Juvêncio,  ainda teve mais outros onze  filhos com a sua primeira esposa em Pernambuco. Também sua prima, a supor-se em primeiro grau. Assim,  honrou Jerônimo; indubitavelmente.
Igual sina abateu Constâncio de  Albuquerque Maranhão, na mesma quase idade de Juvêncio, com as suas duas irmãs Susana e Palmira e o seu irmão Hermes. Vindo a acoitar-se, em Águas Belas, por favores de Audálio Tenório de Albuquerque, quando deixou em fuga o seu engenho em Vitória de Santo Antão. Constâncio descreveu uma verdadeira epopeia. Empobrecido, emigrou para o Rio de Janeiro onde assentou trilhos da Central do Brasil: como ele narrava na maior risadagem. Como próprio dos homens de espírito elevado e imbatível.
De volta à sua terra, casou com Maria do Carmo: filha do major Olímpio de Lucena, primo do presidente da república Epitácio Pessoa; mais adiante tratados. Amigo do Gal. Cordeiro de Farias e de Etelvino Lins, fez-se sócio de José Melício Carneiro Leão do Engenho Coimbra e dominou por décadas o comércio da carne e do gado vacum: fundando o primeiro matadouro industrial de Pernambuco em Peixinhos, Olinda. Foi deputado estadual.
Deixou os filhos Júlio Constantino de Albuquerque Maranhão e o senador Ney Maranhão. Além das filhas Maria Clementina, aliás, Santinha. Da mais estimada memória, casada com o advogado Moacir Mariz. Vera, casada com Nilson Pimentel: filho do capitão de indústrias José Albino Pimentel e Célia, casada com Luís de França.
José Melício Carneiro Leão casou o seu filho homônimo, hoje senhor do Engenho Coimbra, com uma sobrinha de Constâncio. Neta do major Olímpio do Engenho Espera: Melânia. Pedro, o autor deste memorial, casou, em primeiras núpcias, com uma outra neta do major Olímpio: Roseana, irmã de Melânia. 
João Ignácio Ribeiro Roma Filho é neto de Carlota de Albuquerque Arcoverde, dos Fornos da Cal de Igarassu: antiga propriedade de Jerônimo de Albuquerque. Viúva do médico Otávio de Freitas. Tia de Joaquim Francisco de Freitas Cavalcanti: ex-governador do Estado.  João Ignácio é  filho do legendário chefe político João Roma: sobrinho neto do Gal. Abreu e Lima; o qual empresta nome à primeira refinaria de petróleo de Pernambuco.
Dos mais ilustres descendentes diretos de Jerônimo de Albuquerque e da tabajara Muyrah Uby, conta-se o promotor de justiça Clovis Arcoverde de Freitas, irmão de Clarice e de Creuza. Filho de Carlota, dos Fornos da Cal. Casou com Odeth de Lacerda Falcão. Ambos da mais amada lembrança. Pais de Thereza, casada com o meu homônimo Pedro Bezerra Cavalcanti de Albuquerque. Thereza é imã de Teófilo José de Freitas Arcoverde. Creuza, casada com José Francisco Cavalcanti, é mãe de João e de Joaquim Francisco de Freitas Cavalcanti.
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque. Natural de Campina Grande: Paraíba. Casado com Lavínia Caetano de Albuquerque. Fez-se: Reitor da Universidade da Paraíba, Presidente do Conselho de Reitores das Uinersidades Brasileiras, Presidente do CNPQ – Centro Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Grande Oficial da Ordem Infante Don Henrique de Portugal, da Ordem Gran Cruz Del Sabio Afonso de Espanha, Assessor especial da Presidência da República Federativa do Brasil, Comendador da Ordem Aguila Azteca do Mexico, da Ordem Mayo Al Merito da Argentina, Doutor Honoris Causa da Universidade do Canadá. Comendador da Ordem do Pacificador, do Exército do Brasil e da Ordem do Rio Branco do Ministério do Exterior da República Federativa do Brasil.
LEGENDA
Casa sede e capela do Engenho Trapiche, de antiga propriedade de José Rufino Bezerra Cavalcanti 
José Rufino Bezerra Cavalcanti, governador de Pernambuco, foi senhor dos engenhos Trapiche, Novo, Barbalho, Pirapama, São João, Malinote, Malakof, Mataparipe, São Pedro e Santo Inácio. Fundou a Companhia Geral de Melhoramentos de Pernambuco, controladora da Usina Cucaú, em Rio Formoso: sesmaria de Pedro de Albuquerque Melo.
O seu neto, de igual nome, casou com Francisca Frederica Cavalcanti Von Shostern: Sussi. Neta do ex-governador Carlos de Lima Cavalcanti. Uma filha de Sussi, Maria Cecília, casou com Ricardo Lacerda de Almeida Coimbra Brennand Filho.
Contudo, das querelas e lutas intestinas dos Cavalcanti de Albuquerque e dos Maranhão de Timbaúba, o quê custou muito sangue irmão e lágrimas, ressalta-se a disputa de dois primos homônimos João e João pela herdade do Engenho Cavalcanti: em Lagoa de Itaenga. O João do contíguo Engenho Petribu, hoje sede da usina de açúcar, rompeu com a estrutura do clã e, vitorioso, adotou o topônimo “de Petribu”.
Fato do testemunho da minha inesquecível mestra de letras Cecília Guerra quem, na minha adolescência, com paciente dedicação, revisava os meus descuidados primeiros ensaios. Casada com João de Petribu: filho do patriarca e irmão de Paulo , o fundador da usina, casado com Helena Correia de Araújo
Atualmente é senhor do Engenho Cavalcanti o industrial Miguel de Petribu, amigo indissociável do seu primo e cunhado Gustavo de Albuquerque Maranhão: hoje casado com Dodora Morais e residente em Florença, Itália. Assim, retornado às origens, onde vive em alto estilo.
Mas Gustavo, não é o primeiro Albuquerque Maranhão a voltar a Florença. Um neto de Catarina de Albuquerque e Filippo Cavalcanti, Lourenço Cavalcanti de Albuquerque Maranhão, no final do Séc. XVI, de posse das credenciais de Filippo, passadas por Cosimo di Medici. Com o apoio de Sebastião Ximenes de Aragão. Regressou ao rincão do seu avô e fez-se braço direito de Ferdinando di Medici, no estabelecimento de um comércio de açúcar, tabaco e madeira com o Brasil. Obtido o privilégio, ou seja, a patente ou licença da coroa espanhola. Ali viveu na Corte, até a sua morte e deixou descendência.
Carta de nobreza do patriarca Filippo Cavalcanti, genro de Jerônimo de Albuquerque, do expediente do seu primo Cosimo di Medici. Arquivo digital cedido por Francisco Antônio Doria.
Tradução:

“Cosimo di Medici, por graça de Deus, Duque segundo de Florença e Siena.   

A todos e a cada um a cujas mãos chegarem as presentes letras, saúde e prosperidade etc.

A famlia dos Cavalcanti nesta cidade de Florença, como também a família dos Mannelli

resplandecem com singular nobreza e luzimento,

das quais até este tempo têm saído varões de Nós, de nossos Progenitores e da nossa Republica

beneméritos porque eles têm alcançado, em sucessivos tempos,

todas as honras e dignidades da nossa cidade,

e têm servido aos Supremos Magistrados com grande louvor

e trazendo as armas próprias de sua Familia à maneira dos Patrícios Florentinos.

Distintas em seus campos e cores concedidas, como abaixo se pode ver,

viverão como os outros mais luzidos Fidalgos de sua Pátria.

Entre os quais contamos, principalmente, a Giovanni Cavalcanti,

pai de FiIippo Cavalcanti o qual vivendo nesta cidade

em tempos passados casou com a nobilíssima Ginevra Mannelli

de quem teve de legítimo matrimônio ao dito Filippo Cavalcanti

o qual não degenerando de seus pais,

vive com toda a pompa no nobilíssimo Reino de Portugal.

 Pelo que amamos, como nos é lícito,

as mesmas famílias e a seus descendentes,

e alem disto significamos que o mesmo Filippo Cavalcanti

nascido dos ditos pais nobres, a saber: Giovanni e Ginevra,

de legitimo matrimônio, e de famílias muito nobres com razão é muito amado de Nós,

e com o testemunho das presente letras,

que mandamos selar com nosso selo pendente de chumbo,

certificamos a sua nobreza.

E além disto desejamos e pedimos,

que por nosso respeito se lhe faça com muita benignidade e toda a honra

porque nos será isto muito agradável e o teremos em grande obséquio.

Dado em Florença no nosso Palácio dos Duques.

Agosto de 1559 e do nosso Ducado Florentino 23° e de Siena o terceiro.”

Esclarece, porém, Francisco Antônio Doria das origens dos Cavalcanti em um de quatro irmãos vindos da Alemanha e chegados à Toscana: ainda no Século IX. Um dos quais fez-se ascendente dos Cavalcanti. Um outro dos Calvi. Outro dos Malavoti e dos Orlandi de Siena e, outro mais, dos Monaldeschi de Orvieto.                                                
Certo, porém, é que desde o ano 1000 os seus viviam na cidade. Nos arredores da Via di Calimala e da Via Porta Rossa. No centro. O que lhes fazia remontar, como do protesto de Giovanni di Lorenzo Cavalcanti, à época da primeira muralha: Il Primo Cerchio.             
Eram aparentados dos condes Guidi, dos Adimari e dos Buondelmonti. Haviam dado à Florença oito cônsules. Assim gozava Giovanni de vasta influente parentela. Mas ricos, os seus mais velhos, sobretudo, devido ao comércio. Notadamente do monopólio dos tecidos de lã: daí o seu cordão umbilical com a Inglaterra. O quê lhes fazia pesar a suspeita de judeus. Mas, não eram de origem judaica.
Contudo, na minha apreensão, enfatizo manterem intenso relacionamento comercial e social com mercadores e banqueiros judeus portugueses e cristãos-novos. Notadamente, com os Ximenes de Aragão. O quê viria, obviamente, a motivar e a facilitar o casamento, no Brasil, de Filippo, filho de Giiovani, com Catarina filha de Jerônimo de Albuquerque. Assim, pela linhagem descendente, os Cavalcanti do Nordeste do Brasil, têm origem judaica.
É no quadro de horrores patrocinado pela coroa portuguesa e pela Igreja Católica Apostólica Romana, que os Ximenes de Aragão. De original ascendência basca e judaica. Da parentela dos príncipes de Navarra, Espanha, passaram-se aos sertões do Ceará.
Os quais, já em fato em fato da Inquisição na Europa, se haviam passado para Antuérpia. Na antiga Flandres: atual Bélgica. Para de lá passar-se, um grupo descendente, para Pernambuco e fixar-se no Engenho Araripe: no município de Igarassu.
Para, uma vez mais. Já com laços de parentesco  com os Holanda Cavalcanti. Passar-se ao Ceará: Serra da Ibiapaba. Onde alguns deste ramo familiar tornar-se-iam grandes produtores e mercadores de café, a exercer influência na política e na sociedade.
Ainda porquanto aos Ximenes de Aragão, fartamente documentado, complementa-nos Francisco Antônio Doria registrar esta “gente muito abastada”. Havendo adotado o topônimo Aragão já em fins do Século XVI, quando firmado o seu monopólio do comércio da pimenta para Portugal. Vindo, com isto, a fazerem-se grandes fidalgos na Itália e na Espanha.
Ressalta-nos Doria, mesmo lhes não anotando os genealogistas, a origem judaica. Ficar isto evidenciado por casarem-se nas famílias conversas dos Veiga, Elvas e Évoras. Mais, ainda, por praticarem profissão típica e empreenderem atividades econômicas onde houvesse concentração de judeus. A exemplo da Cidade Livre de Danzig, atual Gdansk: Polônia. Onde dominaram o comércio. Vindo, um dos Ximenes de Aragão, a ser médico particular, profissão de judeu, do Cardeal Dom Henrique.
Henrique VIII de Inglaterra:     o reformador.
No Século XVII, um ramo do clã dos Ximenes de Aragão fixou-se na Itália, Florença, e os seus descendentes casaram-se na família Medici, da linhagem dos Marqueses Della Castellina, do Papa Leão XI, e na família Guarini. Bem como, em outras casas nobres da Toscana.
Vindo esclarecer, ter-se como maior evidência da identidade judaica desta família o “motu proprio” que lhe foi passado em 1586 pelo Papa Sixto V: conferindo aos descendentes de Duarte Ximenes de Aragão armas de nobreza e o nome da família Peretti. Certificando-os cirstãos-velhos e, mesmo, proibindo “ad perpetuam rei memorian” a quem quer que fosse lhes inquirir das origens judaicas.
Carta do Rei Henrique VIII a Giovanni di Lorenzo Cavalcanti, pai de Filippo.  Quem concedeu a Giovanni armas próprias com três flores-de-lis em tarja azul e o título de cavalheiro da casa real.  Este arquivo é gentileza de Francisco Antônio Dória. O original encontra-se nos arquivos da Biblioteca Nacional Central de Florença: Sala dei Manoscritti Rari, Passerine 156
Tradução:

“De Henrique, pela graça de Deus rei da Inglaterra, França, defensor da fé e duque da Irlanda. Ao magnífico Sr. Giovanni Cavalcanti, servo nosso amado ao mais elevado grau.

Aos nossos ouvidos e certamente muito irado contra nós e para com nosso carinho por ti e pela fidelidade dos teus serviços a nós prestados. A apreensão pela a perda da tua herança que nos dias de hoje se transcrevem. Não por qualquer culpa tua, como chegamos a conhecer. Mas por enganos e falsidades de outrem, que testemunhamos acontecer a ti. Comiseramo-nos desta tua desgraça.

Todavia, como a tua inocência deve exortar-te a suportar com ânimo sereno. Assim, nós te encorajamos diante de nós que te amamos agora e para sempre e te prometemos que não te faltará, agora nem de futuro, o nosso afeto e o nosso favor.

Além disso, com as nossas cartas contra esta injustiça, na ocasião protestamos por teu patrimônio e por teu primo Pier Francesco de Bardi. Por tua alma vociferamos por justiça, o que tem muita influência na tua república.

Esperamos seja benéfica e não inferior às dificuldades que se te apresentam. Assim, impusemos aos magníficos senhores Francesco Briano e Pietro Vanno ao teu favor. Aos quais nós designamos nossos embaixadores na Itália para que possa assistir ao nosso trabalho por todos os aspectos a promover, do quê não temos dúvida será empreendido por eles. Pois, te queremos de mente sã e forte. Assim preparada, em todo o teu favorável destino.”

Somente a necessidade de proteger uma sua linhagem ou legítima, porque o celibato dos Papas somente passou a ser exigido a partir de 1565, ou, mesmo, adulterina. Havida dos Ximenes de Aragão coligados dos Medici, justificaria tal atitude de Felice Peretti. Isto, somente, os anais do Vaticano têm como esclarecer. A adoção patronímica e a proibição de se lhes inquirir das origens marranas são denunciadoras. “Ora, fossem cristãos-velhos; desnecessário seria o tal “motu próprio”. Com propriedade vem inferir Francisco Antonio Doria.
Esta é a verdade histórica por trás da mitologia comungada pelos Feitosa dos Inhamuns e os Ximenes de Aragão, de contarem um papa na sua estrutura genealógica.
Realmente a minha amada tia Doca Feitosa da Várzea da Onça. Tia Nenenzinha da Varzinha: mãe de Eládio e de Lourenço. Tia Guiomar do Arraial e tia Dolores de Paula Pessoa: casada com Joaquim Alves Feitosa. Nada inventaram, para mais ilustrar a ascendência. Apenas deram crédito aos testemunhos dos seus mais antigos.  
PERETTI PAPA
Felice Peretti, ou seja, o Papa Sixto V: 1520 – 1590.
Um ramo dos Xmenes de Aragão passou-se ao Brasil fixando-se no Rio de Janeiro e casou-se nos Dias de Meneses e nos Castros: antigos marranos. Damião Dias, o patriarca, era judeu converso, maçon e comerciante. Também, escrivão da fazenda de Dom João III, quem o fez casar com Joana de Meneses filha bastarda de Dom Duarte de Meneses: da casa dos Albuquerque. De família tão nobre e rica que, por orgulho, trazia como brasão um escudo liso de ouro sem incrustações.
Palácio Sammezzano, em Reggello, Florença. Mais conhecido por La Carraia. Adquirido por Sebastião Ximenes  de Aragão, neto de Duarte " O Peretti" ao correligionário Ferdinando di Medici.
Palácio Sammezzano, em Reggello, Florença. Hoje, hotel e restaurante. Mais conhecido por La Carraia. Adquirido por Sebastião Ximenes de Aragão, neto de Duarte ” O Peretti” ao seu protetor o Grão Duque da Toscana Ferdinando di Medici. Sebastião casou-se com uma sobrinha do seu podestà: Catarina di Medici; homônima da sua prima casada com Francisco I da França.
Esta linhagem, anota-nos Doria, congrega judaizantes e conversos de alto prestígio, a exemplo do Padre Antônio Vieira. Com miríades de descendentes, é de ressaltar Chico Buarque de Holanda: dos mesmos Holanda Cavalcanti e Cavalcanti de Albuquerque de Pernambuco. Assim, como nos traz a lume Francisco Antonio Doria.
O poeta, cantor e compositor Chibo Buarque, do clã dos Holanda Cavalcanti de Pernambuco. Com direta ascendência nos Ximenes de Aragão.
Na Bélgica os Ximenes de Aragão firmaram-se como grandes mercadores e agentes financeiros. Vindo, mesmo, a nobilitar. Entretanto, o ramo belga da família viria padecer sobre os horrores do nazismo. Nos bons tempos de Antuérpia, Fernão Ximenes de Aragão, “O Cavalheiro”, adquiriu, no comércio, grande riqueza e prestígio. Passando a viver no mais alto estilo.
Fernão nasceu em Antuérpia em 1526 e morreu em Florença, Itália, em 18 de Dezembro de 1600. Teve o corpo trasladado para ser sepultado em Antuérpia: na Catedral de Notre Dame. Na Capela de São Miguel. Da qual, como autêntico marrano, patrocinou a construção.
A Catedral de Notre Dame de Antuérpia, onde se jazem os restos mortais do marrano Fernão Ximenes de Aragão.
Contando armada própria, Fernão estabeleceu-se como rico mercador de especiarias e  de outros gêneros importados do Oriente. Morou longo tempo na Alemanha: em Colônia. Sendo Antuérpia o seu domicílio oficial. Também chegou a manter estabelecimentos e negócios em Hamburgo e Danzig. Rodrigo Ximenes de Aragão, seu irmão e sócio,  nasceu no ano de 1534 e faleceu em 2 de Outubro de 1581.
Filantropo de grande prestígio junto ao Papa Sixto V, Ruy promoveu o resgate de muitos acusados de heresia pela Inquisição. Mesmo, no patrocínio, a peso de ouro, dos seus batistérios por livre e espontânea conversão. Isto a arriscar-se na periculosa convivência da cúria romana.
Manuel Ximenes de Aragão, cidadão de Antuérpia, nasceu em 1564 e faleceu no ano de 1632. Foi comendador e cavaleiro de Santo Estevão em Florença, Itália. Foi Senhor de Blauwhof, Vila de Bazel, município de Kruibeke. Distrito de Sint Niklaas. Província de Flandres Oriental: Bélgica.
Ana Lopes Ximenes de Aragão, Baronesa de Rhodes, nasceu em torno de 1560/70 e morreu em 28 de Agosto de 1635. Casou-se com Simão Rodrigues de Évora e Veiga: progenitor dos Marqueses de Rhodes. Foi também, Simão, cônsul em 1592,1596 e 1600.
A antiga casa de Ana Lopes Ximenes de Aragão, Baronesa de Rhodes, no Meir: Antuérpia. Onde hoje está instalado o Osterriethhuis.
Simão chegou a comprar um palácio no Meir: Antuérpia. O qual pertencera ao rico comerciante, industrial e humanista Gérard Gramaye. Fez-se, ainda, Cavaleiro de Ter Sealon, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Cavaleiro da Casa Real. No Meir, onde, hoje o Osterriethhuis se encontra instalado: no prédio que o serviu de residência. Sendo esta a comum ascendência dos Ximenes de Aragão do Brasil.
No Nordeste do Brasil, o ramo do clã tem origem com os irmãos Duarte e Gonçalo Ximenes de Aragão.  Registram-nos Alexandre e Jacques Ribemboim, em seu livro Olinda Judaica, Duarte como controlador dos negócios do consórcio familiar de Antuérpia no Brasil. Duarte foi rendeiro dos dízimos do açúcar, no período de 1617 a 1621, em Pernambuco. Havendo,mesmo, convivido com Matias de Albuquerque.
Havendo sido Duarte o primeiro proprietário dos engenhos Araripe de Cima, Araripe do Meio e Araripe de Baixo, em Itapissuma, distrito de Igarassu: Pernambuco. Em terras adquiridas de Antônio, filho de Catarina de Albuquerque e seu esposo Filippo: filho de Giovanni Cavalcanti.  
Era Duarte filho de Ruy, aliás, Rodrigo Nunes Ximenes irmão de Fernão Ximenes de Aragão. As suas atividades constam das relações de 1609 a 1623.
A transferência do clã de Pernambuco para a Serra da Ibiapaba, Ceará, onde se fizeram produtores e exportadores de café, dá-se no Século XVIII, a partir de 1710, em fato das perseguições pela sucumbência da açucarocracia na Guerra dos Mascates.
Mapa de localização dos engenhos Araripe de Cima, Araripe de Baixo e Arararipe do Meio no distrito de Itapissuma, então Igarassu, Pernambuco: próximos à cidade do Recife. Em terras que pertenceram a Filippo di Cavalcanti casado com Catarina: filha de Jerônimo de Albuquerque ( arquivo cedido por Francisco Ximenes de Aragão Filho)
Ali, buscaram e obtiveram a proteção de alguns Cavalcanti de Albuquerque, Holanda Cavalcanti e Albuquerque Melo, descendentes de Jerônimo e de estreito parentesco ancestral com os índios Tabajaras: autóctones da região. Temíveis guerreiros, os quais muito serviram a Jerônimo e a Matias de Albuquerque nas lutas em defesa da colônia.  Por outro lado, já na consanguinidade e ascendência dos Feitosa dos Inhamuns.
Capa do livro “Os Ximenes de Aragão” da autoria de Francisco Ximens de Aragão Filho. Resultado de uma exauriente pesquisa em fontes portuguesas, espanholas, flamengas e brasileiras. Toda a saga do clã desde Navarra, Espanha, passando por Lisboa, Antuérpia, Olinda e Goiana, Pernambuco até a Serra da Ibiapaba: Ceará
O meu primo Francisco Ximenes de Aragão Filho, o qual aprendeu hebraico com o seu avô, a quem eu devo encarecidamente a conclusão deste ensaio. De quem eu, livremente empresto dados e palavras. Estribado em farta documentação, garimpada numa pesquisa de mais de vinte anos. Traça-nos a genealogia do ramo cearense destes judeus portugueses na ascendência do mitológico Delmiro Gouveia.
Diz-nos Ximenes Filho, haver Raimundo Ximenes de Aragão casado em Ipu, com a sua prima Rosa Ximenes de Aragão. Nascendo desta união o capitão José Raimundo Ximenes de Aragão, quem, do seu turno, casou-se por duas vezes.
De primeira núpcias com Maria Isabel de Souza: filha do coronel Félix José de Souza e de dona Isabel Rodrigues de Farias: da Fazenda Boa Vista. Isabel Rodrigues era neta, pelo lado paterno, de João de Farias Leite e de Isabel Vaz Silveira. Maria Isabel era bisneta de Félix José de Souza e Oliveira: genro de Manuel Mattos Madeira.
O segundo casamento do capitão José Raimundo Ximenes de Aragão deu-se com Joana Maria de Souza: filha de João da Costa Flores e de Cândida Maria de Souza Carvalho. Casamento realizado pelo padre Gonçalo de Oliveira Lima em 1892.
Neste capítulo o autor informa do processo de Beatriz Ximenes de Aragão junto ao Trbunal do Santo Ofício. Cujos autos estão arquivados na Torre do Tombo de Lisboa sob números 1.656 e 1656-1.
Cumprindo a nota de que o capitão José Raimundo era primo, em segundo grau, da sua primeira esposa Maria Isabel de Souza. Irmã de Francisca Isabel de Souza: mãe de Cândido José de Souza Carvalho. O qual, por seu turno, casou-se com Arminda Quixadá: filha de Maria Madalena Ximenes de Aragão. Sendo seu sogro o coronel Félix José de Souza, junto a quem gozava de total estima e consideração. Quem lhe confiava a direção dos negócios e a administração das suas fazendas.
Nas épocas próprias de cada ano, o capitão José Raimundo apartava as rezes “eradas” e outros animais destinados à venda. Delmiro Porfírio Farias de Souza, o Major Delmiro, pai de Delmiro Gouveia e José Soares de Souza Fôgo. Respectivamente filho  e sobrinho do coronel Félix José, eram os encarregados das transações nas praças de Sobral, Granja, Aquiraz e Fortaleza.
O legendário Delmiro Gouveia, aliás, Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, nasceu em 5 de junho de 1863 na Fazenda Boa Vista de propriedade do seu avô: o coronel Félix José de Souza. Ficou para a História como o “Rei do Sertão” por sua riqueza, filantropia e coragem no desafiar o poderio econômico dos ingleses no Nordeste do Brasil. A falácia de ser Delmiro de origem humilde, é mito de desconstrução das esquerdas populistas na cata de um herói messiânico.
Delmiro Augusto da Cruz Gouveia. Ferrenho inimigo do governador Sigismundo Gonçalves e do Conselheiro Rosa e Silva.
Uma das suas maiores marcas foi a de  ser pioneiro da industrialização e da produção de energia hidroelétrica no Brasil. Na cidade de Água Branca, sertão de Alagoas, Delmiro instalou o seu parque industrial. Em Alagoas, vivia em boa paz na proteção dos Tenório Cavalcanti.
Mandou buscar técnicos nos Estados Unidos da América do Norte, de onde importou equipamentos e, já no inicio da primeira década do Sec. XX, quando grandes centros regionais como o Recife e Salvador eram ainda iluminados a gás, as suas indústrias eram movidas a energia elétrica.
Foi mãe de Delmiro Gouveia, a pernambucana Leonila Flora da Cruz Gouveia. A qual ficara viúva do Major Delmiro, morto na Guerra do Paraguai na campanha de Caimbocá. Havendo, o major Delmiro, sido companheiro de fileiras do, então, tenente Lourenço Alves Feitosa e Castro. Mesmo por laços de parentesco. Com quem firmou fraterno relacionamento e de quem o seu irmão, coronel José Porfírio Farias de Souza, viria a ser o mais aguerrido correligionário na oligarquia aciolista.
Atual Quartel do Derby, sede da Polícia Militar de Pernambuco. Onde funcionou o primeiro “shopping mall” da América Latina, por iniciativa de Delmiro Gouveia.
No comércio Delmiro passou a exportar 1,5 milhão de toneladas de pele por ano. Ressalta Caesar Sobreira, registrar Gilberto Freyre, ter sido o comércio de peles de monopólio israelita: dos judeus portugueses.  Restando evidente, haver-se Delmiro Gouveia valido da identidade ancestral dos Ximenes de Aragão para bem colocar-se no mercado europeu.
Já na iniciativa industrial, em mais um arroubo de ousadia, Delmiro fundou a Companhia Agro Fabril Mercantil. A qual, logo nos primeiros  meses, passou a produzir 216 mil carretéis de linha de algodão. A morte de Delmiro Gouveia fez-se de mistérios. Se não sabe ao certo se foi mandado assassinar por seus concorrentes ingleses, ou por seu ferrenho inimigo Sigismundo Gonçalves: governador de Pernambuco.
Quem jamais perdoou Delmiro da sova que lhe aplicou na, então, movimentada e chique Rua do Ouvidor: na cidade do Rio de Janeiro. Bem como haver Delmiro feito sua amante, com quem fugiu para Alagoas, Carmela Eulina do Amaral Gusmão: filha natural de Sigismundo. Delmiro teve ainda, como acérrimo inimigo ao conselheiro Rosa e Silva de quem Sigismundo era aguerrido correligionário.
No primeiro plano, à esquerda, Marianne Peretti de pai pernambucano e mãe francesa. A pedido de Oscar Niemeyer, realizou vitrais e painéis de vidro transparente monumentais, em obras como a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o Palácio do Jaburu e o Memorial Juscelino Kubitschek, em Brasília; a sede da Revista Manchete, no Rio de Janeiro, e o Edifício Burgo, em Turim, Itália. É dela, ainda, entre outras obras, a grande escultura de bronze do Teatro Nacional, em Brasília, e um mural de 48 m² na Câmara Sindical de Eletricidade, no Boulevard Voltaire, em Paris, além das grandes esculturas em fibra de vidro branco, dois grandes pássaros, no Espaço Cultural do Havre, Maison de La Culture. Na foto Oscar Niemeyer e José Sarney,então, presidente da República do Brasil.
No primeiro plano, à esquerda: Marianne Peretti, de pai pernambucano e mãe francesa. A pedido de Oscar Niemeyer, realizou vitrais e painéis de vidro transparente monumentais em obras como: a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o Palácio do Jaburu e o Memorial Juscelino Kubitschek, em Brasília. A sede da Revista Manchete, no Rio de Janeiro e o Edifício Burgo, em Turim:, Itália. É dela, ainda, entre outras obras, a grande escultura de bronze do Teatro Nacional, em Brasília e um mural de 48 m² na Câmara Sindical de Eletricidade: no Boulevard Voltaire, em Paris. Além das grandes esculturas em fibra de vidro branco, dois grandes pássaros, no Espaço Cultural do Havre: Maison de La Culture. Na foto Oscar Niemeyer e José Sarney, então, presidente da República do Brasil e Burle Max.
O coronel José Porfírio Farias de Souza, tio de Delmiro Gouveia, dono dos Sítios São Paulo, Mato Grosso e São Félix na Serra da Ibiapaba e Boa Vista, na cidade, casou-se com Maria Elvira de Andrade de  Paula Pessoa. Sobrinha do senador Francisco de Andrade de Paula Pessoa. Filha de Leocádio de Andrade Pessoa e Hermelinda Pereira Jacinto da Motta Pessoa. Sendo ele desembargador do Tribunal de Relação da Província do Maranhão.
Francisco de Andrade de Paula pessoa nasceu em 24 de Março de 1795, vindo a morrer, aos 84 anos, em 16 de Julho de 1879. Era filho do capitão-mor Thomaz Antônio Pessoa de Andrade e de Francisca de Brito Pessoa de Andrade: prima, em primeiro grau, do legendário José Agostinho de Macedo; político, escritor, poeta e clérigo português. Ver “link” à margem direita desta página.
Francisco era irmão de João de Andrade Pessoa, identificado nas falanges revolucionárias por Dr. Anta, junto a quem tomou parte na Confederação do Equador. Ao contrário do irmão, Francisco, teve comutada a pena de morte por enforcamento. Mas, confiscados todos os seus bens. Já pai de quatro de seis filhos, Francisco passou-se ao Rio de Janeiro. Onde, aos quarenta anos, iniciou os estudos de Direito aos auspícios da maçonaria.
De volta a Sobral, foi eleito presidente da Câmara. Membro do Conselho Geral. Coronel Comandante da Guarda Nacional. Para, mais uma vez, ser eleito vice-presidente da província do Ceará e, depois, senador confirmado pela Carta Imperial de 23 de Dezembro de 1848.
O senador Paula Pessoa foi membro honorário do Instituto de Advogados da Corte. Vindo, em 1850, a ser elevado, de revolucionário proscrito, a Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial. Um seu neto, Francisco de Paula Rodrigues, filho de Maria Luiza de Paula Rodrigues e do conselheiro Antônio Joaquim Rodrigues Júnior, viria  ser doutor em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro. Deixou várias dissertações científicas. Foi sócio do célebre Dr. Wecker de Paris e do renomado Dr. Moura Brasil.
O coronel José Porfírio Farias de Souza teve por preceptor ao seu tio Gonçalo Ignácio Loyola de Albuquerque Melo, de codinome revolucionário Padre Mororó: mártir da Confederação do Equador. Executado por fuzilamento, ao exemplo de Frei Caneca em Pernambuco: em 30 de Abril de 1825, no ângulo norte do Passeio Público da cidade de Fortaleza.
O seu pai coronel Félix José de Souza era filho de Francisco de Souza Oliveira, o mesmo, Francisco Loyola de Albuquerque Melo. Se lhe não sabe ao certo originário da Paraíba, ou de Pernambuco. Mas, lhe sendo asseverada a ascendência direta em Pedro de Albuquerque Melo: do Rio Formoso.
É cercada de mistérios a vida de Francisco de Souza Oliveira, na verdade Francisco Loyola de Albuquerque Melo: pai do coronel Félix José de Souza. Avô do coronel José Porfírio Farias de Souza. Este, por seu turno, pai de Luís Porfírio Farias de Souza.

LEGENDA
Fortaleza dos Reis Magos, em Natal: Rio Grande do Norte. Onde foi morto em prisão André de Albuquerque Maranhão, Morgado do Cunhau,  um dos líderes da revolução de 1817, em 26 de Abril de 1817.  Por ironia do destino, na casa forte mandada construir e da qual foi o seu primeiro comandante, há cento e cinqüenta anos, o seu bisavô Jerônimo de Albuquerque Maranhão: instituidor do morgadio. De qualquer modo, a Independência do Brasil viria a acontecer cinco anos depois da sua morte: em 1822. Esta revolução de 1817, a qual conjurou o clã dos Albuquerque, emprestou causa final à emigração das famílias senhoriais de Pernambuco para os sertões. Notadamente, para a Serra da Ibiapaba: Ceará. A desagregação do clã foi iminente.  Centenas de Cavalcanti de Albuquerque foram perseguidos e tiveram os bens expropriados. Outros mais, executados por enforcamento, por ordem de Dom Pedro I: Pedro VI, de Portugal. Cinco anos depois, o imperador declarou a Independência do Brasil.
Francisco Loyola de Albuquerque Melo, refugiado do terror de Estado que fez o inferno das famílias de mazombos da Paraíba e de Pernambuco, como já anotado. Casou-se no Ceará, com Águeda Xavier de Mattos Madeira filha do não menos misterioso Manuel de Mattos Madeira: legendário português, que se passou à povoação do Riacho dos Guimarães: atual Groaíras. Então Caiçaras: sesmaria dos Feitosa dos   Inhamuns.
Diz-nos o Barão de Studart, no seu Dicionário Bio-Blibliographico Cearense Vol -I-, pag. 259/260, ao testemunho do seu coetâneo Manuel Ximenes de Aragão que, ao morrer Mattos Madeira: verificou-se dos seus papéis tratar-se de um alto titular da nobreza de Portugal. Porém, de nome diverso. Em fuga da mortal perseguição que lhe movia o Conde de Oeiras: ministro do Rei Dom José I.
Infelizmente, o celebrado linhagista deixou-nos de registrar  o seu verdadeiro nome. Quiçá, propositadamente para proteger os seus familiares. Hoje, eu ando à cata dessas anotações, jamais publicadas, de Manuel Ximenes de Aragão: falecido por volta de 1870. Para o resgate da sua ascendência.
São, ainda,   primos em primeiro grau do coronel José Porfírio Farias de Souza: Thomaz Pompeu de Souza, o Senador Pompeu. Milton de Souza Carvalho, presidente do inaugural conselho de administração da Usina Siderúrgica Nacional, Volta Redonda. Félix Cândido de Souza Carvalho: desembargador presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Este, por sua vez,  cunhado de Maria Elvira de Andrade de Paula Pessoa. Ela, prima do legendário chefe de polícia Vicente de Paula Pessoa: o Vêpêpeia. Ou Milton, ou Felix José, é avô de Antônio Cândido de Souza Carvalho: filólogo membro da Academia Brasileira de Letras.
São estas as raízes do parentesco dos Ximenes de Aragão, com os descendentes do coronel José Porfírio Farias de Souza: tio de Delmiro Gouveia. Cujo filho, Luís Porfírio Farias de Souza veio casar com Maria das Mercês: filha do coronel Lourenço Alves Feitosa e Castro; patrono do 23.° Batalhão de Caçadores sediado na cidade de Fortaleza.
Lourenço Alves Feitosa e Castro era filho de Luzia Alves Feitosa e Vale e do capitão-mor Lourenço Alves de Castro. Sendo este, filho de Leandro Custódio de Oliveira e Castro e neto de Bernardo de Freire e Castro do Engenho Tamatanduba: limítrofe do Engenho Cunhaú de Jerônimo de Albuquerque Maranhão, no Rio Grande do Norte. Sendo, ainda, neto  da única filha de Manuel Martins Chaves, aliás, Manuel Gonçalves Vieira.
Sobre a hegemonia socioeconômica dos Feitosa, até a primeira metade do Século XX. A sua organização familiar em “casas” e o seu relacionamento de senhoril. Da maior relevância, ler a dissertação em sede de mestrado de Edilberto Silva Mendes: A Santa Negra dos Inhamuns. Universidade Federal do Ceará, 2010. “Link” colacionado à margem direita deste “blog”. Ainda, valendo ouvir, com atenção, o registro de Luiz Gonzaga; abaixo indicado:
A região em que se situa a cidade de Ipueiras, Ceará, fez parte da imensa sesmaria que pertenceu a Manuel Martins Chaves: coronel do 5.° Regimento de Cavalaria de Vila Nova d’El Rey e presidente do senado da Vila de São João d’El Rey. uma das mais curiosas figuras da história colonial.
Certo dia do ano de 1806, o governador da capitania, João Carlos Augusto d’Oeynhausen Gravemburg, resolveu por fim ao poderio de Manuel Martins Chaves acusado de vários crimes, dentre muitos, o de matar o juiz ordinário Antônio Barbosa Ribeiro.
O certo é que Manuel Martins, querendo ser gentil ao governador, acompanhou-o na sua revista por várias pousadas até que, na Serra da Ibiapaba, o revés o alcançou.  Em uma latada, armada para o refrigério dos oficiais, estava uma coroa depositada sobre uma mesa. João Carlos, então, indagou de Martins Chaves se este sabia a quem pertencia a indumentária.
Ao que ele respondeu afirmativamente, que à sua majestade a Rainha Dona Maria. O governador retrucou, para dar-lhe voz de prisão. Manuel Martins foi remetido a Lisboa. Para o terrível encarceramento do Limoeiro: Palácio da Inquisição. Onde morreu, dois anos depois, em conseqüência das torturas sofridas.
O Palácio da Inquisição, Lisboa. Atual Teatro Nacional. Por ironia histórica, no final da Avenida da Liberdade. Na Praça Dom Pedro IV: o mesmo Dom Pedro I do Brasil.  Onde foi morto, sob torturas, Manuel Martins Chaves, aliás, Manuel Gonçalves Vieira.
Todas as propriedades de Martins Chaves foram confiscadas, como do manual da Inquisição. A sua única filha, Ana Gonçalves Vieira, viria padecer na indigência não fosse adotada, como herdeira universal, por seu tio Antônio da Costa Leitão. Ana casou-se com José do Vale Pedrosa, vindo a ser matriarca do clã dos Feitosa: passando à história como Don’Ana do Cococi. Abrindo-se, com isto, um novo capítulo desta saga: Os Inhamuns.
Mapa do Ceará em 1930. No destaque a região dos Inhamuns, nas fraldas da Serra da Ibiapaba: alí conhecida como Serra Grande.
Cumprindo reprisar, para melhor dirimir, ser Ana Gonçalves Vieira avó do coronel Lourenço Alves Feitosa e Castro. A sua filha Luzia Alves Feitosa e Vale, mãe do coronel Lourenço, casou-se com o capitão-mor Lourenço Alves de Castro: filho de Eufrásia Alves Feitosa e de Leandro Custódio de Oliveira e Castro do Engenho Tamatanduba: Alagoinha; Rio Grande do Norte.
Como visto, a endogamia funcionava como um artifício de defesa e sobrevivência no fechamento do grupo familiar. Assim preservados os costumes, a segurança do grupo e a integridade patrimonial. A endogamia permaneceu, entre os Feitosa, até a segunda metade do Séc. XX, como instituto.
Os Castro passaram-se ao Brasil na segunda metade do Sec. XVII, por ocasião  da ocupação de Pernambuco pela Companhia das Índias Ocidentais. Com as levas do filantropo Manuel Nehemias Mendes de Castro: bisneto do judeu agente financeiro, Manuel Mendes de Castro de Flandres, Bélgica, Antuérpia. Íntimo de Henrique IV de Inglaterra e fomentador da insurreição dos Países Baixos contra a coroa espanhola.
Aliás, Henrique de Lancaster. Valendo a registro que os ingleses Lancaster são os mesmos portugueses Alencastro. Cumprindo ressaltar que Lopo de Albuquerque, Conde de Penamancor, de Uzeda e de Ubeda,  partícipe de Isaac Senior Abravanel na conjuração dos Duques de Bragança. Pai de Brites e de Jerônimo e avô de Pedro de Albuquerque Melo do Rio Formoso era,  ainda, primo do Duque de Lancaster.
Túmulo de João de Albuquerque, Senhor de Aveiro. Casado com  Leonor Lopes: filha do judaizante Dr. Lopo Gonçalves de Leão desembargador da Corte. João foi pai de Lopo de Albuquerque e, assim, avô de Jerônimo de Albuquerque. Descendente direto do Rei Dom Dinis e de Aldonça Rodrigues Telha. Portanto de Hermenegildo Gonçalves, primeiro Conde de Portugal  e sua esposa legítima Mumadona Dias: direta descendente de Rodrigo Diaz de Vivar, eternizado como El Cid, e sua esposa Dona Ximena Diaz de Oviedo. Ximena foi Regente de Valência: filha de Diogo Fernadez de Oviedo, Conde de Oviedo, Espanha. Os domínios dos Albuquerque, em Portugal, estendiam-se:  de Aveiro, desde a encosta ocidental da Serra da Estrela, Penalva do Castelo, Coja, Fornos de Algodres, Seia e Gouveia. Até à fronteira: Sabugal, Alfaiates e Penamocor: de onde foi o primeiro conde, Lopo de Albuquerque. Reduto de cristão-novos que viviam sob a sua multi secular aguerrida proteção.Ver o “link” à margem direita deste “blog”: ALBUQUERQUE, ÁRVORE GENEALÓGICA.
O relacionamento marital entre os Castro e os Albuquerque, tange à noite dos tempos. Este parêntese bem esclarece  de como os Castro chegaram ao Brasil para, originalmente, fixarem-se no Nordeste sob dominação holandesa. Mais precisamente no Rio Grande do Norte para, de lá, passarem-se a: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, amante de Dom Pedro I, era deste mesmo grupo familiar. Assim, como o são, deploravelmente, os Castro de Cuba.
Cel. Lourenço Alves Feitosa e Castro, em uniforme de campanha, a ostentar a comenda de passador número cinco por constância e bravura. Cumprindo a registro dele haver entrado para a guerra no corpo dos Voluntários da Pátria como simples alferes, para vir a ser promovido a coronel de exército.
Desde os primórdios do clã, os casamentos deram-se na mais estrita endogamia. Motivo porque os Feitosa da Casa do Cococi, Varzinha, Barra, Papagaio e São Bento: casas ancestrais. Barra do Puiu, Cococá, Arraial e do Forte: casas descendentes.  Constituem uma única linhagem de imbricada consanguinidade.
O casamento de Maria das Mercês, filha do coronel Lourenço com Luís Porfírio, filho do coronel José Porfírio Farias de Souza, seria fato excepcional, não fossem, ambos, descendentes de Jerônimo de Albuquerque e das suas duas esposas: Isabel de Melo Sampaio e a tabajara Muyrah Uby. Aliás, Maria do Espírito Santo Arcoverde.
Valendo a registro a ironia do destino. Por serem, além de primos, descendentes de dois inimigos mortais. Protagonistas de uma grande tragédia: Manuel Martins Chaves, morto no Limoeiro de Lisboa e o juiz ordinário Antônio Barbosa Ribeiro, por ele assassinado.
O poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto. Irmão do prof. Evaldo Cabral de Mello. Expoentes do clã Albuquerque Melo.
Aliás, como bem registra Caesar Sobreira, pupilo de Gilberto Freyre, os processos por denúncias de bigamia abundam nas confissões do Santo Ofício: “O concubinato, na qualidade de substitutivo da poligamia é, ou foi, uma característica social e familiar dos nordestinos, como entre os muçulmanos e os judeus sefarditas”.
Para completar, a interdição imposta aos judeus, contra o direito à poligamia, só atingiu aos judeus da Europa Oriental: os ashkenazitas. Tendo, entre os sefarditas, perdurado por mais de mil anos. Proclamado o interdito, pelo rabino Gershon de Mongúscia no ano 1000 da era atual, jamais seria aplicado, ou aceito, pelos judeus ibéricos. Hoje, o preceito é dispositivo e não imperativo.
Mas, voltando ao enredo. Ana Gonçalves Vieira, referida no início deste ensaio, filha de Manuel Martins Chaves, viria a casar com José do Vale Pedrosa, filho do capitão-mor José Alves Feitosa e sua esposa Maria Madalena Vieira. Daí, vir Ana a ser matriarca do clã. Passando à posteridade como Don’Ana do Cococi.
Mesa da Assembléia Legistiva do Estado do Ceará. Terceiro da direita para a esquerda o Cel. Lourenço Alves Feitosa e Castro. Segundo da esquerda para direita, o seu irmão o padre Francisco Máximo Alves Feitosa e Castro: legendário Padre Feitosa.
Sendo avó do Cel. Lourenço Alves Feitosa e Castro. A sua filha Luzia Alves Feitosa e Vale casou-se com o capitão-mor Lourenço Alves de Castro; filho de Eufrásia Alves Feitosa e Leandro Custódio de Oliveira e Castro da Casa do Papagaio. Este, por seu turno, filho de Bernardo de Freire e Castro, reprisadas vezes comentado.
Para bem entender a estrutura do clã e o seu modus operandi, cumpre a narrativa de dois incidentes. Leandro Custódio de Oliveira e Castro do Papagaio, irmão de Lourenço Alves de Castro e pai do filho de mesmo nome Leandro, o da Barra, foi morto por seu primo José do Vale Pedrosa, irmão de Luzia, em revide de flagrante de adultério. Crime a ter repercussão no Jornal Pedro II da capital cearense.
Câmara Municipal de Tauá, Ceará: 1958. Primeiro da esquerda para a direita, Gerardo Alves Feitosa. O qual viria a ser eleito prefeito.
Maria, de apelido Iaiá, causa da tragédia, era sobrinha tanto do seu marido José, como do seu amante Leandro. O assassinato de Leandro pôs em cheque a unidade do clã: cindido-o em dois partidos. Um liderado por Lourenço Alves de Castro, a exigir o pagamento da morte de Leandro na mesma moeda, com a execução de José do Vale. Outro, liderado por Pedro Alves Feitosa, irmão do assassino, a jurar revide caso este sofresse qualquer atentado.
Os laços de parentesco das duas facções são de muita complicação. Lourenço, o qual exigia a morte de José do Vale, era irmão da vítima, Leandro, casado com uma sua prima, irmã do assassino e, ao mesmo tempo era tio da esposa da vítima: como do próprio criminoso.
Entre os dois grupos rivais, intervieram os primos Joaquim Felício de Almeida e Castro,  advogado, e  Joaquim Leopoldino de Araújo Chaves, da Casa do São Bento: bisneto de Francisco Xavier de Araújo Chaves. Sobrinho de Manuel Martins Chaves e, por conseguinte, bisavô de Antônio de Ferreira Sampaio: o Gal. Sampaio, patrono da Infantaria do Exército Brasileiro.
O três patriarcas. Da esquerda para a direita: Cel. Lourenço Alves Feitosa e Castro, da Varzinha; Cel. Joaquim de Souza Valle, do Arraial e o Cel. Leandro Custódio de Oliveira e Castro, da Barra: casado com Leonarda, ou seja, Mãezinha, irmã de Lourenço. Os filhos de um de outro são irmãos germânicos entre si.  Ou seja, primos carnais.
Francisco Xavier de Araújo Chaves, sobrinho de Manuel Martins Chaves, casou-se com Isabel Ferreira de Souza e foram pais de Antônia Xavier de Araújo que se casou com Antônio Ferreira de Sampaio, alferes da Segunda Companhia do seu sogro e não ferreiro, como narram alguns biógrafos.
Foram eles os pais do general Antonio de Sampaio, patrono da Infantaria do Exército Brasileiro. Nascido em 24 de maio de 1810 na fazenda Vitória em Tamboril, Ceará.
Não sendo este o único parentesco dos Feitosa com os Sampaio, Alencar, Peixoto e Saraiva do sul do Ceará e sertões de Pernambuco. Descendentes dos Saraiva que se passaram ao Brasil via Amsterdã. Isto com a Companhia das Índias Ocidentais e participaram da instalação da primeira sinagoga das Américas: Kaal Kadosh Zur Israel em Recife: Pernambuco.
Cel. Lourenço ladeado por seu irmão o padre Francisco Máximo, à sua esquerda e o seu sobrinho o monsenhor Leopoldo de Araujo Feitosa à sua direita.
Ver Duarte de Saraiva, aliás, David Señor Coronel fundador do cemitério judeu português de Amsterdã, subúrbio de Ouderkerk. Beth Haim: Casa das Vidas. Tetravô de Senior Coronel: presidente da Fundação David Henriques de Castro. Fotografia no caput deste ensaio.
Depois de uma semana de reuniões de acirrados enfrentamentos, chegou-se à conciliação. Com a família reunida em “custódio”, corte excepcional de justiça, ao estilo dos antigos “ma’amads” da Península Ibérica, Francisco Alves Feitosa sugeriu que o assunto passasse à decisão da sua sogra Ana de Castro. Irmã do vitimado, Leandro, e tia da sua viúva.
Don’Ana chegou à sábia decisão de que José do Vale seria submetido ao Tribunal do Júri ordinário. Mas, que o corpo de jurados deveria ser instruído para votar por sua absolvição. Em contrapartida, o acusado cumpriria banimento perpétuo “cherém” da família e não mais retornaria aos Inhamuns sob pena de pagar com a própria morte.
O Cel. Lourenço, ladeado pelas duas únicas filhas. à esquerda da foto: Maria de Lourdes, sem descendentes. À direita: Maria das Mercês, casada com Luís Porfírio de Souza do clã dos Ximenes de Aragão, neto de Francisco Loyola de Albuquerque Melo.
O desfecho do caso é evidência do poder supra estatal do clã dos Inhamuns, no enfrentamento da Inquisição e do Estado constitucional. Os Feitosa dominavam a sociedade a tal ponto que nos casos mais importantes, eram das suas decisões grupais os veredictos.
Nesses casos envolvendo membros da família, os funcionários da justiça apenas emprestavam sanção legal às decisões do clã. Tal como do registro do sociólogo Billy Janes Chandler em seu Os Feitosas e o Sertão dos Inhamuns: University of Florida Press, edições UFC e Civilização Brasileira para língua portuguesa – 1980.
Outro incidente pôs em cheque a unidade do clã e, por fim, empresta maior evidência do seu poder político. José Bizarria, um Feitosa, foi morto, a golpes de faca, por um seu morador: Antônio Preto, filho de escravos. No dia 20 de Março de 1912, na fazenda Poço Comprido, no Distrito do Cococi, termo de Arneirós. Propriedade do seu primo e cunhado Vital de Souza Feitosa.
A mucama alforriada, de ascendência falashita: Bébé. De nome patronímico: Maria Isabel Alves Feitosa e Castro. Amada dos seus, foi sepultada no mausoléu do Cel. Lourenço: homenagem da Câmara Municipal de Tauá.
Testemunhos da época deixam claro haver-se tratado de um desfecho de intrigas intestinas do clã. Antônio Preto era pai de José Antônio e Pascoal. José Antônio havia deflorado uma moça da criadagem de Vital de Souza Feitosa, o qual o pressionou por casar-se com a vítima.
No dia aprazado para o casamento, José Antônio arribou para refugiar-se na casa de um Feitosa despeitado de José Bizarria: Francisco das Chagas Cazé, da Fazenda Riacho dos Cavalos, também no Cococi.
Pascoal vivia a desdizer da acusação de Vital de Souza, contra o seu irmão José Antônio. O que veio emprestar motivo para que Vital de Souza mandasse dar uma sova no rapaz. Se não sabe ao certo da participação de José Bizarria. Francsico Cazé protestava proteger Antônio Preto no caso de vingar-se da afronta ao seu filho. Fato é que Antônio Preto veio a matar Bizarria e refugiar-se na casa de Francisco Cazé.
A incontinenti resposta do clã, o qual não poderia permitir a morte de um  primo por outro, dar-se-ia no anoitecer do dia 1.° de Julho do mesmo ano. Cazé foi assediado e morto a golpes de faca, em sua casa, por três homens que chegaram a cavalo e apresentaram-se como romeiros em marcha para o Juazeiro do Padre Cícero Romão Batista.
Logo em seguida um bando de mais de quarenta homens a cavalo, nas notas de Leonardo Feitosa, em seu Tratado Genealógico, cercou a casa de Cazé e trocou tiros com os assassinos matando a dois e deixando um sobrevivente.
Belaynesh Zevadia. De etnia falashita. Atual embaixadora de Israel na Etiópia. Giora Becher, embaixador de Israel no Brasil, por doze anos, foi remanejado e indicado para o seu primeiro secretário de embaixada. Dado à impotância da sua missão na África: o resgate dos últimos contingentes falashitas, para a sua inserção social em Israel. Enquanto isso, seguimentos falashitas mizraitas e sefarditas torcem por sua nomeação como embaixadora de Israel nas Nações Unidas
Os conjurados reuniram-se na Fazenda Várzea do Estreito, de onde Vital de Souza Feitosa partiu com a notícia para a Fazenda Barra, para pedir o apoio do Cel. Leandro Custódio de Oliveira e Castro, Pai Lin, cunhado e primo, ou mesmo, tio do Cel. Lourenço Alves Feitosa e Castro.
Entre as muitas desfeitas de Cazé, contava-se haver rompido com a orientação política do clã e de haver apoiado o interventor federal Marcos Franco Rabelo. Encarregado por Hermes da Fonseca, para por fim ao poderio de Antônio Pinto Nogueira Accioli: aguerrido aliado do Cel. Lourenço e do Cel. Porfírio.
Sem mais demora, diligenciou-se em por à disposição da justiça os envolvidos na morte de Francisco Cazé. Foram tomados os depoimentos de mais de quinze testemunhas. Na sua maioria vaqueiros e foreiros dos Feitosa. Orientados a declarar terem notícia do fato: por assim terem ouvido dizer. O álibi se haveria como impor.
Na ocasião do julgamento, Franco Rabelo havia sido deposto por uma insurreição pacificada por intervenção federal. Os inimigos de Franco Rabelo fizeram-se de volta ao poder: notadamente, os Feitosa dos Inhamuns.
O Tribunal do Júri instalou-se nos dias 23 e 24 de Setembro de 1914. Dos doze membros do corpo de jurados, quase todos eram Feitosa. Funcionou na defesa o Cel. Lourenço, o mais influente do clã. Em suas alegações interpôs que a acusação contra os seus constituintes era fundada em depoimentos sem provas, prestados por pessoas duvidosas.
Contrapôs o Cel. Lourenço tratar-se Cazé de homem violento e coiteiro de criminosos, para defesa da tese de que a sua morte resultara de uma disputa em que só os envolvidos sabiam dos reais motivos e que contra os réus não poderia pesar a acusação. Ao que o Júri aquiesceu.
Também o Cel. Lourenço pediu pela absolvição de Luiz Pereira de Souza, sobrevivente dos três assassinos de Cazé. Posto que não poderia ser a ele imputada a responsabilidade dos ferimentos mortais. No que o juiz discordou. Mesmo, assim, todos foram absolvidos.
O procurador geral de justiça recomendou que o caso voltasse a julgamento. Mas, na pauta, apenas o reexame das circunstâncias de Luiz Pereira. O Tribunal do Júri foi novamente instalado em 21 de Setembro, já falecido o Cel. Lourenço. Sendo confirmada a absolvição.
Mas, voltando ao parentesco colateral dos Ximenes de Aragão e dos Feitosa. Luís Porfírio Faria de Souza era sobrinho de Ana Joaquina de Farias casada com o capitão José Lourenço Ximenes de Aragão: filho de Joaquim José Ximenes de Aragão e de Francisca Teodora do Sacramento “a filha”.
Um filho natural do capitão José Raimundo, por seu turno neto do Cap. José Lourenço, foi dado pelo próprio capitão para ser criado pelo casal Luís Porfírio Faria de Souza e Maria das Mercês Alves  Feitosa e Castro.
Deram-no o nome de José Feitosa de Souza e os seus sobrinhos chamavam-no, carinhosamente, de Tio Zeca Mata Mosquito. Luís e Mercês tiveram aos filhos, em ordem cronológica, Olga, Porfírio, Lourenço, Gerardo e Antônio: este, recentemente falecido para a minha consternação.
Tauá, 1930. No canto direito da foto a igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário. Da qual foi vigário por trinta anos o legendário padre Odorico Andrade. Tio de David de Andrade e do folclórico presidente da república o Dep. Paes de Andrade: presidente interino da república, no governo José Sarney. Ao fundo, a casa do Cel. Lourenço. Conhecida por Casa da Vidraça.
Por ironia, dessas que somente o destino apronta, o Cel. José Porfírio e o Cel. Lourenço. Tão aguerridos correligionários políticos e amigos, a ponto de casar os filhos para vir a ter descendência comum. Eram bisnetos de dois ferrenhos inimigos, a reprisar: Antônio Barbosa Ribeiro e Manuel Martins Chaves.
Retrata-nos o Barão de Studart a Manuel Martins Chaves, chefe dos Feitosa, como homem “Rico, valente, impetuoso, mandando centenas de homens em armas, constituía um legítimo barão do Reno. Um autêntico Herrenmeister de pulso de ferro e coração de bronze.” Revista do Instituto do Ceará, 1919, Tomo XXXIII, pag. 03.
Antônio Barbosa Ribeiro, juiz ordinário da Villa Del Rey, hoje Campo Grande, na Serra da Ibiapaba, foi morto por Manuel Martins em 3 de Março de 1795, por motivo de várias disputas, a golpes de adaga, espada e tiros. Morreu abraçado aos pés do Cruzeiro da povoação.
Estas são algumas das raízes da valiosíssima herança cultural legada pelos cristãos-novos, ditos marranos, na sua luta por sobreviver. A serem exaltadas para o resgate da identidade judaica do Brasil.
As apostasias e conversões por força da Inquisição, a qual permaneceu com o Tribunal do Santo Ofício instalado até 1953 no Brasil. Embora sem mais poder temporal. Todavia como órgão de execração social. Não constituem causas de impedimentos ao retorno à comunhão judaica, desde as firmes “responsas”, no Sec. XIV, do Rabino Beveniste.
Atualmente tramita no parlamento israelense um projeto de lei para reconhecer o incontinenti retorno destas famílias marranas, sem maiores complicações protocolares e religiosas. Isentando-lhes da pecha de convertidas, para, assim, conferir-lhes o status de retornados. Por serem, seus membros, genuínos judeus sefarditas.
O Rossio, hoje, com o Palácio da Inquisição reformado como Teatro Nacional: um escárnio à memória universal. Palco das maiores atrocidades da Inquisição. Não bastassem as ocorridas na Baixa da Pombalina, em 1506: lideradas pelos monges beneditinos, o  quê resultou no massacre de centenas de cristãos-novos no pátio do Convento de São Domingos. O evento passou para a história como  “O Massacre de Lisboa”.
Contudo, a mais surpreendente história dos Inhamuns, a merecer todo destaque, é a de David de Andrade. Aliás, Francisvaldo Monteiro de Andrade: natural da cidade de Arneiroz, filho de Francisco Elias de Andrade e de Maria Valda Monteiro Chaves. Maria Valda é descendente direto de Manuel Martins Chaves, ou seja, Manuel Gonçalves Vieira. Ela, portanto, uma Feitosa legítima.
Francisco Elias, por sua vez, era sobrinho do legendário padre Odorico de Andrade: vigário da cidade de Tauá, tio do Dep. Paes de Andrade. O padre Odorico, ainda, era tio de Maria Elisa de Andrade Feitosa casada com Lourenço Alves Feitosa: neto do Cel. Lourenço e irmão de Olga, Gerardo, Porfírio e Antônio.
Carente de recursos. Pobre, jamais. Porque pobre é falta de identidade e sem dinheiro é mera circunstância. Graduado em Economia e em Filosofia. David de Andrade, descendente direto de Duarte Saraiva, aliás, David Senior Colonel, fundador do cemitério judeu português de Amsterdã: Beth Haym. Da Sinagoga Portuguesa de Amsterdã. Da Sinagoga do Recife: Kaal Kadosh Zur Israel e da Sinagoga de Nova Iorque: Estados Unidos da América. Assim como o são todos os Feitosa dos Inhamuns. Fez-se ao Oriente Médio. Assim encaminhado pelos rabinos Simonovitz do Beith Chabad de São Paulo e Abraham Anidjar do Rio de Janeiro: Brasil. Alí, contou com a amizade de Schulamith Chava Halevy e do rabino Soloveitchik.
Schulamith Chava Halevy, assessora do rabino chefe de Jerusalem, Schlomo Amar para assuntos “anussim”: dos conversos cristãos-novos. Em jantar com Pedro de Albuquerque, em restaurante no bairro dos judeus do Yemen: Tel Aviv, Israel.
Em Israel conversou com os grandes rabinos. Dentre eles, Schlomo Amar: o rabino chefe de Jerusalém. Fez provar a sua ascendência e conquistou o “retorno”. Hoje, David de Andrade é membro efetivo do Beith Chabad.
De volta ao Brasil, casou-se com Rivka Frida Esses: secretária da Ministra de Administração Federal e Reforma do Estado, Claudia Maria Costin: filha de um milionário romeno Calmanovitz, o qual alterarou o nome e a religião para fugir da Europa sob o domínio nazista.
Educada como católica romana, a ministra Costin, só foi saber da sua origem judaica quando adulta. Descoberta sua identidade, procurou rabinos do Beith Chabad que estudaram a sua genealogia e a trouxeram para a sinagoga. Hoje a Sra. Costin é observante da religião judaica pela vertente ortodoxa. Assim, portanto, escreve-se a história dos cristãos-novos: judeus-velhos.
Bem verdade que setores radicais, movidos pela ignorância que os leva ao preconceito, renitem na oposição da proposta do retorno incontinenti. Mas, o que irá prevalecer é o entendimento de quê a segurança de Israel e da Diáspora está no resgate da identidade judaica do Brasil. Tanto porque: sem Diáspora, sem Israel; sem Israel, sem Diáspora. Tudo para expungir iniciativas sectárias ou, no mínimo desavisadas, tal como a do Dia Nacional da Imigração Judaica.