segunda-feira, 24 de junho de 2013

50 livros essenciais da cultura do RN


 
Mário de Andrade e Câmara Cascudo, no RN, na década de 20
O Rio Grande do Norte tem uma cultura forte e ainda pouco conhecida dos brasileiros. Desde o nosso primeiro bardo – Lourival Açucena-, até os dias atuais o RN tem produzido grandes poetas, com destaque para os poetas Jorge Fernandes, Zila Mamede e Nei Leandro de Castro.
No âmbito geral, Luis da Câmara Cascudo se destaca como o nosso maior escritor, tendo escrito mais de uma centena de livros essenciais para o conhecimento da cultura do nosso estado, que ele projetou internacionalmente.
Com o desenvolvimento do estado e com o vertiginoso crescimento da nossa Universidade, a produção cultural do estado cresceu muito e a quantidade de teses e livros produzidos acompanhou esse crescimento e a cada ano são lançados centenas de livros.
Muitos livros ficam encalhados e outros se tornam clássicos e são constantemente reeditados.
Resolvemos selecionar alguns desses livros essenciais para o conhecimento da jovem cultura do estado do Rio Grande do Norte. É uma seleção pessoal e parcial que pode ser aperfeiçoada com a sua valiosa sugestão e conhecimento.

Cinqüenta Livros Essenciais do Rio-Grande-do-Norte
 - História do Rio Grande do Norte – Tavares de Lyra
 - História do Rio Grande do Norte – Luis da Câmara Cascudo
 - Jangada – Luis da Câmara Cascudo
 - Civilização e Cultura – Luis da Câmara Cascudo
 - História da Alimentação no Brasil – Luis da Câmara Cascudo
 - Canto de Muro – Luis da Câmara Cascudo
 - História da Fortaleza da Barra do Rio Grande – Helio Galvão
 - Terra Natalense – Olavo de Medeiros Filho
 - Lampião em Mossoró – Raimundo Nonato
 - Velhos Costumes do meu Sertão – Juvenal Lamartine
 - Várzea do Açu – M. Rodrigues de Melo
 - Sertões do Seridó – Osvaldo Lamartine de Farias
 - Os açudes dos Sertões do Seridó – Osvaldo Lamartine de Farias
 - Cartas dos Sertões do Seridó – Paulo Bezerra
 - Padre Francisco de Brito Guerra, um senador do império – José Melquiades
 - O Rio Grande do Norte no Senado da República – José Augusto Bezerra de Medeiros
 - Homens de Outrora – Manoel Dantas
 - Xárias e Canguleiros – Veríssimo de Melo
 - História de Nísia Floresta – Adauto da Câmara
 - A Biblioteca e seus Habitantes – Américo de Oliveira Costa
 - Viagem ao Universo de Câmara Cascudo – Américo de Oliveira Costa
 - O Calvário das Secas – Eloy de Souza
 - Costumes Locais – Eloy de Souza
 - Tragédia e Epopéia do Nordeste – Otto Guerra
 - Leituras Potyguares – Antonio Fagundes
 - Macau – Aurélio Pinheiro
 - Creusa, Creusa – Renard Perez
 - Poetas do Rio Grande do Norte – Ezequiel Wanderley
 - História da Aviação no Rio Grande do Norte- Paulo Viveiros
 - História de Mossoró – Francisco Fausto de Souza
 - Proto-História do Rio Grande do Norte – Tarcísio Medeiros
 - De pé no chão também se aprende a ler – José Willington Germano
 - Angicos – Aluízio Alves
 - Um Boêmio Inolvidável – Esmeraldo Siqueira
 - Gizinha – Polycarpo Feitosa
 - Poesias Completas – Ferreira Itajubá
 - Navegos – Zila Mamede
 - Livro de Poemas – Jorge Fernandes
 - Geração Alternativa – J. Medeiros- org.
 - Por uma vanguarda nordestina – Anchieta Fernades
 - Versos Lourival Açucena, reunidos por Luis da Camara Cascudo
 - Vaqueiros e Cantadores – Luis da Camara Cascudo
 - Os Brutos – José Bezerra Gomes
 - Espaço e Tempo do Folclore Potiguar – Deífilo Gurgel
 - Os Elementos do Caos – Miguel Cirilo
 - As pelejas de Ojuara – Nei Leandro de Castro
 - Fulo do Mato – Renato Caldas
 - O fruto maduro – Luís Carlos Guimarães
 - A Mmodinha norte-rio-grandense – Cláudio Galvão
 - Trovadores Potiguares – Gumercindo Saraiva

FONTE: http://www.substantivoplural.com.br/50-livros-essenciais-da-cultura-do-rn/

terça-feira, 18 de junho de 2013

NO RIO GRANDE DO NORTE SE MATA MAIS QUE NA GUERRA ENTRE ISRAELENSES E PALESTINOS

ESTAMOS NO MEIO DA GUERRA CIVIL POTIGUAR?
SOMENTE EM 2012, 975 PESSOAS FORAM ASSASSINADAS NO RIO GRANDE DO NORTE. NO CONFLITO ENTRE ISRAELENSES E PALESTINOS, ENTRE 2010 E 2012, MORRERAM 478 PESSOAS. E SÃO ELES QUE ESTÃO EM GUERRA?
Na manhã da última sexta feira (17/5), estive na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte. Ali acompanhei a audiência pública intitulada “Copa Legal – O Rio Grande do Norte no Combate a Exploração Sexual”. Tive a oportunidade de presenciar os representantes do Estado, Município e especialistas que atuam na área de defesa discutir o aumento dos casos de violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes. Debateram possíveis soluções para estas questões, diante da proximidade da Copa do Mundo de 2014 e da expectativa de serem recebidos muitos visitantes na nossa região.
Audiência Pública na Assembleia legislativa do Rio Grande do Norte. Imagem meramente ilustrativa, não corresponde ao texto.
Audiência Pública na Assembleia legislativa do Rio Grande do Norte. Imagem meramente ilustrativa, não corresponde ao texto.
A mesa do evento estava Márcia Maia (Deputada Estadual), Julia Arruda (Vereadora), Correia Junior (Delegado e Diretor de Polícia Civil da Grande Natal – DPGRAN), Leonardo Nagashima, (Promotor de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente – CAOP Infância e Juventude), Antônio Murilo (Padre e Presidente do Conselho Estadual da Criança e Adolescente – CONSEC), Ilzamar Silva Pereira (Secretária Municipal de Trabalho e Assistência Social –SEMTAS) e Marcos Dionísio (Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos).
Marcos Dionísio, Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos - Fonte - http://www.cartapotiguar.com.br/2012/12/11/propaganda-na-audiencia-sobre-seguranca-publica/
Marcos Dionísio, Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos – Fonte – http://www.cartapotiguar.com.br/2012/12/11/propaganda-na-audiencia-sobre-seguranca-publica/
E foi este último quem me lembrou em sua fala de uma estatística realmente complicada para o Rio Grande do Norte, ao comentar que em terras potiguares foram registrados 975 assassinatos no ano de 2012. Marcos Dionísio informou que até 10 de maio último já foram contabilizados no Rio Grande do Norte um total de 530 homicídios em 2013. O Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos acredita que este ano a conta deve fechar entre 1.300 a 1.500 homicídios.
Cruzando Informações
Estes números estarrecedores não são novidade. É até mesmo notícia velha. Mas confesso que ficaram na minha cabeça após o final da audiência pública. Ao chegar a minha casa comecei a fazer uma pesquisa na internet, relacionando os 975 assassinatos em 2012 com guerras e conflitos a nível mundial.
Bombardeio israelense em Gaza, em novembro de 2012 - Fonte - http://www.sbs.com.au/
Bombardeio israelense em Gaza, em novembro de 2012 – Fonte – http://www.sbs.com.au/
Descobri que o número de pessoas assassinadas no Rio Grande do Norte no ano passado, foi maior do que o número de mortos palestinos e israelenses nos últimos três anos.
Segundo o site http://www.ifamericansknew.org/stats/deaths.html http://www.ifamericansknew.org, entre 2010 e 2012, morreram em confrontos na região 478 pessoas, sendo 454 palestinos, e 24 israelenses.
Segundo a matéria existente neste site, os dados foram fornecidos pelo B’Tselem, o Centro Israelense para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados (Ver – http://www.btselem.org/), com a última atualização em 30 de abril de 2013. Os números citados incluem civis e combatentes mortos, a maioria na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Mas as estatísticas não incluem o número considerável de palestinos que morreram como resultado da incapacidade de socorro às vitimas devido ao fechamento da fronteira de Gaza, bloqueios em estradas israelenses, toques de recolher, etc.
Tropas israelenses - Fonte - news.nationalpost.com
Tropas israelenses – Fonte – news.nationalpost.com
Entretanto não podemos esquecer que as raízes do conflito Palestino/Israelense vêm desde 1947, após a criação do Estado de Israel. De lá, para cá, a sangria nesta parte do mundo sempre esteve presente na mídia, se prolongando em meio a um mar de dor, ódio e sangue, sem perspectiva de solução em curto prazo.
Já a nossa Guerra Civil Potiguar é coisa recente. É uma carnificina com tendência cada vez maior ao crescimento. Dados apontam que entre 2000 e 2010, o aumento da taxa de homicídios em terras potiguares foi de 154%, enquanto que o aumento populacional foi de apenas 14%.
Essa é a nossa guerra de todos os dias - Fonte - http://www.focoelho.com/
Essa é a nossa guerra de todos os dias – Fonte – http://www.focoelho.com/
Segundo a mancha criminal feita no mapa do Rio Grande do Norte pela Subcoordenadoria de Estatística, os maiores índices de homicídios estão registrados em 1º lugar em Natal, 2º Região Metropolitana, 3º em Mossoró, 4º na região de Pau dos Ferros e o 5º lugar ficou ocupado pela região do Seridó. Outro dado aponta que 92,3% das vítimas têm entre 20 e 30 anos de idade e já tiveram algum envolvimento com atividade ilícita, as mais comuns são, tráfico de drogas e assalto.
Somos Campeões de Violência
De maneira geral isso não é nenhuma grande novidade. Segundo cálculos do “Mapa da Violência 2012″, produzido pelo Instituto Sangari e divulgado em dezembro último, entre 1980 e 2010, o Brasil contabilizou 1,09 milhão de homicídios, com uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais. Para muito nosso país vive uma Guerra Civil não declarada.
Todos os dias nossos meios de comunicação repetem a violência nossa de todos os dias - Fonte - sgtpmglenio.blogspot.com
Todos os dias nossos meios de comunicação repetem a violência nossa de todos os dias – Fonte – sgtpmglenio.blogspot.com
Calculando a média anual de homicídios do país em 30 anos, Julio Jacobo Waisefisz, pesquisador do Sangari, chegou ao número de 36,3 mil mortos no ano – o que, em números absolutos, é superior à média anual de conflitos como o da Chechênia (25 mil), entre 1994 e 1996, e da guerra civil de Angola (1975-2002), com 20,3 mil mortos ao ano. A média também é superior as 13 mil mortes por ano registradas na Guerra do Iraque desde 2003 (a partir de números dos sites iCasualties.org e Iraq Body Count, que calculam as mortes civis e militares do conflito).
Agora uma coisa é você falar de pesquisas que abranjam todo o Brasil. E o Brasil é gigantesco. Outra coisa é uma estatística que aponta especificamente para a violência no Rio Grande do Norte, mostrando que além de sermos um lugar pequeno e pobre, aqui se torna cada vez mais sangrento.
Vale Mais a Pena Viver na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, ou em Natal?
Recentemente publiquei neste nosso espaço um artigo do amigo Flávio Rezende (Ver – http://tokdehistoria.wordpress.com/2013/05/07/um-planeta-em-evolucao-apesar-da-constante-exposicao-midiatica-da-violencia/), onde este respeitado jornalista aponta que o tema violência ocupa cerca de 30%, ou até mais, no conjunto do tempo televisivo ou do espaço nas páginas dos jornais. Flávio não nega em seu trabalho a realidade do momento vivido por todos, mas busca através de dados apontar que a violência atualmente existente não é tão grande como se propaga. Em sua opinião ocorre um desproporcional espaço concedido aos fatos negativos pela imprensa em geral. Consequentemente isto generaliza o medo.
Os policiais potiguares também são vítimas diretas desta nossa guerra - Fonte - http://blogitaunews.blogspot.com.br/2012/11/assalto-em-sao-tome-termina-com.html
Os policiais potiguares também são vítimas diretas desta nossa guerra. Policial morto em confronta na cidade de São Tomé-RN – Fonte – http://blogitaunews.blogspot.com.br/2012/11/assalto-em-sao-tome-termina-com.html
Concordo em grande parte com o que Flávio escreveu, tanto que publiquei seu artigo em meu blog. Mas confesso que viver e criar a minha filha em um lugar onde 975 pessoas foram assassinadas em 2012, me dá medo.
E não adianta dizer preconceituosamente que a nossa violência é exclusividade da Zona Norte de Natal, da Grande Natal, das periferias mais distantes, ou até da Região Oeste do estado. Recentemente o luxuoso bairro de Petrópolis, com suas clínicas conceituadas e butiques de grife, sofreu na mão de assaltantes. Logo alguém de família dita “tradicional”, de sobrenome com uma difícil pronúncia, vai levar um balaço e se juntar a legião de Joãos, Marias, Pedros, Josés que enchem as covas de paupérrimos e distantes cemitérios.
Nós potiguares sempre gostamos propagar que nossa terra é um “lugar tranquilo”, onde a “violência é limitada” e a nossa qualidade de vida é “ótima”. Agora só resta apenas perguntar se vale mais a pena viver na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, ou em Natal?
Fontes complementares - http://comentecomigo.blogspot.com.br/2013/03/numero-de-homicidios-no-rn-sobe-4176-em.html
http://www.potiguarnoticias.com.br/noticias/24471/marcia-maia-sugere-criacao-de-selo-e-cartilhas-para-combate-a-exploracao
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=10&id_noticia=201879

COPIADO DE http://tokdehistoria.wordpress.com/page/2/

Ney Lopes: “Nunca no RN três grupos políticos tiveram tanta força quanto Alves, Maias e Rosados”

ney lopesO ex-deputado federal Ney Lopes de Souza (DEM) disse que nunca três grupos políticos tiveram tanta força no cenário político do Rio Grande do Norte quanto os Alves, Maias e Rosados. A declaração do democrata foi veiculada durante participação no “Jornal da Cidade”, da FM 94.
“Nunca, ao meu ver, pelo menos desde que eu me entendo de gente e que observo política, no Rio Grande do Norte três grupos tiveram tanta força quanto os Alves os Maias e os Rosados”, avaliou Lopes. De acordo com o ex-deputado, que é jornalista, advogado e administrador de empresas, o que está por trás dessa posição é a sucessão desses grupos no poder, através das gerações familiares.
“Tudo passa pela reflexão que eles fizeram e disseram ‘não, não vamos nos dividir’, por um fator também: a sucessão desses grupos, que é fundamental para eles. São homens já de certa idade, não vão ter muitas eleições pela frente e isso aí gira em torno de Felipe Maia, de Walter Alves, acomodações que possam fazer assegurando essa transferência da terceira geração”, explicou.
Do Visor Político