quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Memória e origem da Vila de Cuitezeiras

Igrejas de Tamatanduba


A origem da cidade de Pedro Velho encontra-se na história da Vila de Cuitezeiras, da sua origem em 1861 à consolidação da cidade de Pedro Velho, em 1936, tendo a memória como papel fundamental na recuperação da vida social.
A atual denominação do Município – Pedro Velho – remete a fatos históricos mais recentes e não aos primórdios da história do lugar, pois a denominação inicial atribuída à atual cidade pelos primeiros habitantes foi Vila de Cuitezeiras. Esse topônimo origina-se e remonta, segundo registros da memória, à terceira década do século XVII. Posteriormente, foi registrado como município oficialmente no ano de 1890 pelo artigo 1º da Lei Orgânica de 03 de abril de 1890, que o estabeleceu como entidade autônoma e básica da Federação, com garantia de dignidade aos seus moradores.
(Fonte: www.clednews.com/pedrovelhoemdissertação por Mestre Marcos Tavares da Fonseca.)


Nesta segunda-feira, dia 10 de setembro de 2012, caminhando pela comunidade de Tamatanduba, os professores Cledenilson Moreira, Marcos Tavares e Everaldo Lima da Silva, visitamos as antigas igrejas da origem do Município de Pedro Velho, o difícil acesso não impediu a curiosidade de conhecer as ruínas da igreja que originou nossa história.
Ao redor da igreja se edificava as casas e ruas que construíram a antiga Vila. Segundo Têca, moradora da comunidade de Tamatanduba e que cuida da igrejinha em frente a sua casa, a igrejinha remonta o século XVIII e é mais antiga do que a que se encontra em ruínas um pouco mais abaixo saindo da estrada.
Fomos caminhando passando por cercas e areia cortada para plantio e fizemos fotos inéditas do local. Não foi possível entrar porque as condições não permitiram, mas observamos a semelhança com a antiga igreja de Santa Rita na Antiga Cuitezeiras. Pelas fotos, dá para observar que havia uma parte da igreja destinada a reuniões, um quartinho separado do salão onde ficavam os fiéis e os bancos. Na lateral, um tipo de construção que parece uma escadaria que dava acesso a uma janela, provavelmente para tocar o sino. Os símbolos e esculturas na porta e na fachada indicam a influência religiosa, econômica e política da igreja e famílias na época.
Têca nos disse que essa igreja em ruínas é mais recente do que a igrejinha em frente a sua casa. Na fachada da casa de Têca, a data 1957, construção da casa, mas o seu avô quando comprou a terra nessa época já obteve com a igrejinha.
As imagens nos leva ao pensamento de um tempo de convivência entre pessoas que fizeram nossa história. Quantas pessoas estiveram nessa igreja? Quantos casamentos foram realizados? Quantas missas foram celebradas? Têca não tem nenhum registro das igrejas e acreditamos que a matriz de Pedro Velho tenha algum documento que represente nessa época.
Por Cledenilson Moreira em www.clednews.com









COPIADO DE: http://www.clednews.com/2012/09/igrejas-de-tamatanduba.html

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

XXVII Simpósio Nacional de História em Natal


Evento acontece em julho de 2013. Página na internet já está no ar

 
Foram confirmados a data, o local e o tema da próxima edição da Simpósio Nacional de História. A edição XXVII do maior evento de história do país ocorrerá entre os dias 22 e 26 de julho de 2013, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, e terá como tema "Conhecimento Histórico e Diálogo Social" - o que mostra que o debate em torno da divulgação do conhecimento histórico está mais forte e atual do que nunca. A Associação Nacional de História (ANPUH) já colocou no ar o site do evento: http://www.snh2013.anpuh.org/. Nele, é possível visualizar o cronograma das atividades, acompanhar notícias e ler mais sobre a UFRN e a cidade de Natal. É possível enviar propostas de simpósios temáticos e minicursos até o dia 02/12/2012. Inscrições de trabalhos para os simpósios temáticos apenas a partir do dia 01/01/2013. Gostou do tema? E do local e data? Clique aqui e participe do nosso fórum sobre o encontro.


FONTE: http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

Mestrado Profissional em História


O mestrado profissional está realmente se tornando uma realidade cada vez mais concreta na área de história. O formato de pós-graduação - que já existe há alguns anos na FGV-RJ e que vem sendo incentivado pela CAPES - acaba de chegar a Universidade Federal do Rio Grande (FURG). As inscrições para o primeiro mestrado profissional em história desta universidade começa no próximo dia primeiro de outubro e vai até o dia 31 de novembro de 2012. Podem ser feitas no www.sipsosg.furg.br/inscricoes e mais informações, no flyer ao lado. O mestrado profissional é uma modalidade de formação pós-graduada stricto sensu. O título de mestre obtido nos cursos de mestrado profissional, recomendados e avaliados pela Capes e credenciados pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), tem validade nacional e concede ao seu detentor os mesmos direitos concedidos aos portadores da titulação nos cursos de mestrado acadêmico. A formação deve visar à exposição dos alunos aos processos da utilização aplicada dos conhecimentos e o exercício de inovação, com a valorização da experiência profissional.

FONTE: http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A Great Western Railway no RN

No ano de 1870 foi autorizada a construção da primeira estrada de ferro no vale açucareiro. O contrato foi assinado, apenas dois anos depois, pelo então presidente da província, Delfino de Albuquerque, e as obras só foram iniciadas cerca de trinta anos após a assinatura do contrato.

No ano de 1873, a província concedeu o direito à construção de outra estrada de ferro, essa partiria da capital em direção a zona agreste do Estado e seria usada como meio de transporte para capitanias vizinhas. Essa ferrovia foi iniciada em 1878 em local conhecido até então como Nau de Refoles. Em 1881, foi inaugurado o primeiro trecho da estrada, ligando Natal a São José de Mipibú. O segundo trecho que uniu São José de Mipibu a Lagoa de Montanhas foi finalizado no ano seguinte e o terceiro e último trecho da ferrovia, que levava os trens a seu destino final, Nova Cruz, foi concluído em 1883.

Diversas estradas do ferro no país foram arrendadas no início do século XX pela companhia inglesa “The Great Western of Brazil Railway Company”, entre elas estava a ferrovia Natal/Nova Cruz.

Ao primeiro dia do ano de 1904, a “Great Western” inaugurou a linha férrea de Nova Cruz até Independência, localizada no Estado da Paraíba. Essa ligação permitiu que o trem passasse a ser um dos principais meios de transportes entre os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, além de ter proporcionado o desenvolvimento do comércio e das indústrias locais.

No ano de 1904 houve uma grande seca. As plantações do sertanejo não brotaram, os animais não tinham mais comida no pasto, o homem do campo iniciava sua partida em direção a capital e aos estados do sul e sudeste do país. Foi em meio a toda essa pobreza que castigava o Rio Grande do Norte, a República autorizou o início da construção da estrada de ferro Natal/Ceará-Mirim. Após alguns estudos, o primeiro trecho da viação que liga esses dois municípios através de 34 quilômetros de extensão, foi inaugurado em 1906.

Ainda em 1906, a inauguração da Estrada de Ferro Central contou com a presença do então presidente eleito Affonso Penna. O primeiro trem partiu no dia 13 de junho da Estação Aldeia Velha, na Ilha da Coroa, situada à margem direita do estuário do rio Potengi. Mas, a inauguração oficial aconteceu quando a comitiva composta pela imprensa, pessoas do comércio e da indústria local e representantes da construtora da Estrada de Ferro Central e da administração da “Great Western”, chegou a Estação de Extremoz.

Durante a visita à Natal, o presidente participou também da inauguração do prédio do Escritório da Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte, localizada na Esplanada Silva Jardim, no bairro da Ribeira. No ano de 1916 as oficinas foram anexadas ao prédio para a manutenção dos trens.

Através de um decreto lei nº 1.475, de 3 de agosto de 1939, a “Great Western” foi encampada pela Estação de Ferro Central do RN.

A Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte (E.F.C.R.N.) passa a se chamar Estrada de Ferro Sampaio Correia, engenheiro responsável pela construção da estrada, e no ano de 1957, a Estrada Sampaio Correio começa a fazer parte da Rede Ferroviária Federal.


FONTE: http://natal.cbtu.gov.br/historia/historia.htm

ESTRADA DE FERRO NO RN - CURIOSIDADES, pequisa do poeta EMMANOEL IOHANAN


• A primeira estrada de ferro do Rio Grande do Norte foi reivindicada pelos senhores de engenho em 1870. A Lei Provincial N°: 630, autorizou a construção no Vale Açucareiro, mas o contrato foi assinado dois anos depois. No ano de 1873, a província concedeu o direito à construção de outra Estrada de Ferro, que partiria da capital para a zona agreste do Estado. A ferrovia foi iniciada em outubro de 1878, em local até então conhecido como NAU DE REFOLES. No dia 28 de setembro de 1881, o primeiro trecho ligando Natal a São José do Mipibu foi inaugurado. O segundo trecho, que uniu São José do Mipibu a Lagoa de Montanhas, foi terminado em 31 de outubro do ano seguinte.

• A empresa inglesa THE GREAT WESTERN OF BRAZIL RAILWAY COMPANY arrendou várias estradas de ferro no Brasil, entre elas a ferrovia Natal / Nova Cruz. Com a seca de 1904, a República autorizou o início da construção da estrada de ferro Natal / Ceará Mirim, como frente de trabalho para os retirantes da seca. Em junho do mesmo ano, chegou à cidade a primeira locomotiva que veio servir essa linha férrea.

• Em agosto de 1939, a GREAT WESTERN, foi encampada pela Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte. A estrada passou a se chamar “ESTRADA DE FERRO SAMPAIO CORREIA”.

• A primeira locomotiva a aportar no Rio Grande do norte, foi a LOCOMOTIVA “CATITA N° 03”, uma máquina a vapor fabricada pelos ingleses no ano de 1902. A locomotiva foi adquirida pela Estrada de Ferro do Rio Grande do Norte em 1906, e foi a única das vinte e seis locomotivas que não foi levada ao ferro velho, graças à sensibilidade e eficiência do chefe das oficinas de carros e vagões, o Sr. Manoel Tomé de Souza. Ele fez uma proposta ao encarregado de transportar as locomotivas que virariam sucatas, para em troca da CATITA dar doze toneladas de ferro e esta, ficaria como lembrança em Natal / RN.

• A LOCOMOTIVA CATITA N° 03, inaugurou a Ponte de Ferro de Igapó, em 20 de abril de 1916, às 10 horas da manhã, puxando vagões que transportaram o Governador Joaquim Ferreira Chaves e seu Vice Henrique Castriciano, entre outras autoridades e convidados.

• Em 26 de setembro, às 17 horas, a CATITA fez a viagem inaugural da Ponte Presidente Costa e Silva, a primeira de concreto, puxando vagões e levando o então Governador Walfredo Gurgel, autoridades e convidados.

• Em 1975, a LOCOMOTIVA CATITA N° 03 e seu reboque foram levados para a cidade do Recife em Pernambuco, para ornamentar o recém-construído prédio da RFFSA – PE, sendo posteriormente transferida para o Museu do Trem daquela cidade, após 69 anos de serviços prestados ao Rio Grande do Norte.
 
FONTE: http://janiasouzaspvarncultural.blogspot.com.br/2008/05/estrada-de-ferro-no-rn-curiosidades.html

domingo, 23 de setembro de 2012

RESUMO INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS HISTÓRICOS


O CONHECIMENTO HISTÓRICO
História é a ciência que tem como principal objeto de estudo o passado. Surgida na Grécia, teve como pai Heródoto que na obra de mesmo nome narrou a guerra entre os gregos e os persas. A partir daquele momento estava criada aquela que seria denominada a grande mestra da vida, tendo como musa Clio, deusa da memória.
                Por seguir um método é uma ciência. Utiliza-se dos mais variados objetos como fonte, desde que tenham sido criação humana. A partir dos vestígios do que fora utilizado pelo ser humano em outros momentos históricos o historiador tenta reconstituir o modo de vida de outros grupos humanos.
                A história, entretanto não trabalha sozinha: ela tem o apoio de outras ciências, como a geografia, sociologia, química. Cada uma, dentro de suas especificidades, contribui para a tentativa de reconstituir o que passou.
                As fontes históricas podem ser denominadas documentos e podem ser divididos nos seguintes tipos: escritos oficiais e não oficiais – no primeiro enquadramos tudo o que foi produzido por governos, impérios; são os decretos, leis, jornais oficiais; no segundo são colocadas todas as obras escritas pelos que não tinham ligação com o Estado: são os jornais não oficiais, os livros, as revistas. Pinturas são documentos visuais muito úteis para a História assim como a fotografia salientando que são produtos da vontade humana e não devem ser consideradas o passado mas uma tentativa de congelar no tempo algo que foi marcante (no caso mais especifico da fotografia). O que foi produzido para ser escutado também representa os gostos de determinada época.
                Essas são algumas das fontes que o pesquisador, historiador pode utilizar, mas como ele utiliza essa fonte e trata o acontecimento passado diz respeito às escolas históricas. Observe as informações acerca de algumas delas.
                A Escola Positivista, nos meados do século XIX e início do XX, tratava o conhecimento histórico como regido por leis e que se devia descobri-las para poder prever o futuro. Nessa perspectiva, a relação causa-consequência é que tornava possível o próprio conhecimento histórico, estava restrita ao como aconteceu. Como na época de seu surgimento a sociedade estava na eivada de crença no progresso e o Estado era o foco das atenções a história deveria se preocupar com os acontecimentos lineares e selecionados além da ação dos chamados heróis e os fenômenos político-militares.
                A Escola Historicista, por sua vez, tratava o fato histórico como criação do historiador. Seria uma história subjetiva, movida pelo que o historiador vivencia. O documento escrito deveria ser articulado com novas fontes.
                A Escola Marxista, influenciada pelas idéias de Karl Marx, defendia a análise das estruturas sócio-econômicas, sendo a coletividade o objeto de análise. Outro conceito importante usado por essa escola é o de modo de produção, a grande estrutura global que forma a sociedade. Nela o historiador deve se comprometer com a mudança da realidade social.
                Um nível maior de renovação veio com a Escola dos Annales, surgida no período após a primeira guerra. Tinha como premissa a utilização de novos objetos e novas abordagens. A pesquisa histórica deve apreender do passado os fatos históricos e o que eles legaram para o presente para compreender este e, para tanto, é imprescindível a colaboração das outras ciências sociais.

FONTE:  http://www.profsalvianohistoria.com/2012/05/resumo-introducao-aos-estudos.html

RESUMO - UNIÃO IBÉRICA E PERÍODO HOLANDÊS

Quando D. Sebastião, rei de Portugal, viajou para Alcácer-Quibir, no Norte da África para combater os árabes, deixou o reino luso sem um herdeiro que pudesse assumir o trono caso ele viesse a morrer em combate. Essa situação alarmava a Corte portuguesa e quando o rei veio a desaparecer no campo de batalha a situação parecia descambar para uma crise sucessória. Contudo, o cardeal D. Henrique,  tio-avô de D.Sebastião, assume o trono adiando o estourar da crise. Mas, em 1580, o cardeal também falece e desta vez o trono português estava sem regente. Instala-se uma disputa entre D. Antonio, prior do Crato, Catarina de Médicis, que se dizia descendente de Afonso III, a duquesa de Bragança, D. Catarina, neta de D. Manuel e Filipe II, rei da Espanha e neto de D. Manuel . Sabendo da disputa que se instalaria após sua morte, o cardeal deixou em seu testamento que os juízes da corte decidissem qual dos candidatos detinha mais direitos. O prior do Crato apoiado pelo povo marcha sobre Lisboa, porém, não tinha apoio dos magistrados nem dos nobres.

Ao mesmo tempo, Filipe II ordena às tropas espanholas que invadam Portugal. Conseguindo resultados positivos Filipe II parte para a negociação de sua subida ao trono e compra parte da elite para que ela aceite a união das coroas ibéricas. Em 1581 ocorre a legalização de seu governo nas chamadas Cortes de Tomar. A partir daí entra para a História a famosa frase proferida pelo agora rei de Portugal e Espanha: Herdei-o, comprei-o e conquistei-o .
A partir dessa união, Filipe II passa a comandar o maior império da Idade Moderna e o primeiro no qual o sol não se punha. Vale salientar que, administrativamente, as Américas agora anexadas mantiveram-se independentes e comerciantes espanhóis estavam proibidos de atuarem na parte portuguesa do Império e vice-versa. Entre outras atitudes tomadas por Filipe II destacam-se:
-          o exercício do governo português por vice-reis;
-          comércio colonial sob monopólio português;
-          a manutenção do idioma português nas regiões colonizadas por Portugal e no próprio reino;
-          a manutenção da moeda portuguesa.

Filipe II morre em 1598 e o trono das coroas ibéricas passa para Filipe III  (em Portugal, Filipe II). Este não exerceu o poder de forma centralizadora, o que favoreceu o aparecimento de crises internas. Esse governo durou até 1621, seguido pelo de Filipe IV (Filipe III, em Portugal), marcado por uma forte crise econômica de um lado e pela ostentação do clero e da nobreza do outro.

Finalmente, em 1640, na região da Catalunha, estoura uma revolta que envolve a França, gerando uma crise entre os dois países. Portugal aproveita esse momento e se rebela contra a dominação espanhola. É a Restauração, que colocará no trono português o duque de Bragança como D. João IV e estabelecerá a dinastia de Bragança. Encerrava-se, assim, a União Ibérica.

UNIÃO IBÉRICA: CONSEQUÊNCIAS PARA O BRASIL
A Invasão Holandesa
Quando Portugal é anexado pela Espanha, realizava um lucrativo comércio com as Províncias Unidas dos Países Baixos – a futura Holanda – porém, esta era colônia espanhola e passava por um processo de independência. Como era de se esperar, a contenda entre espanhóis e holandeses findaria por atingir os domínios ultramarinos portugueses. Os embargos comerciais estabelecidos por Filipe II contra os Países  Baixos e seu comércio com a península e o império ibérico deflagraram as hostilidades holandesas.
A guerra colonial entre as duas potências teve início com ataques contra as ilhas de São Tomé e Príncipe em 1598-9. A partir daí estendeu-se para as posses portuguesas uma vez que estas localizavam-se em costas marítimas expostas mais fáceis de se atacar que o México e o Peru – vice-reinos espanhóis – voltados para o interior.

Com a fundação da Companhia das Índias Ocidentais os interesses dos holandeses voltaram-se para a posse mais rica e cobiçada dos portugueses: o Brasil com sua produção de açúcar. É que, com a proibição do comércio entre Portugal e Holanda, esta ficou sem poder realizar o transporte, refino e comercialização, na Europa, do chamado ouro branco. Como muitos engenhos brasileiros tinham sido montados com capital holandês, aqueles não ficaram nada satisfeitos com o embargo e decidiram dominar o maior centro produtor mundial de açúcar do mundo da época: o Nordeste brasileiro.

A primeira investida holandesa ao Nordeste brasileiro ocorreu em 1624, na Bahia. Foram utilizados nada menos que trinta navios bem armados que bombardearam violentamente Salvador, levando a população a se refugiar no interior e resistir através da guerra de guerrilhas. No ano seguinte, porém, uma armada de 52 navios e mais de doze mil homens foi enviada para expulsar os invasores, façanha realizada com sucesso, mas que não quer dizer que os holandeses desistiriam de seu intento.

Holandeses em Pernambuco
Após a derrota na Bahia, os holandeses dedicaram-se a arquitetar uma forma de invadir Pernambuco, mais rica mas também menos protegida das capitanias produtoras de açúcar.

Em 1630, após providencial saque de um carregamento de prata que se dirigia à Espanha, a
Companhia das Índias Ocidentais inicia sua incursão em Pernambuco. A resistência luso-brasileira foi valorosa, porém, os invasores contaram com a ajuda de Domingos Fernandes Calabar, um pequeno proprietário de engenho da região, o  que possibilitou a consolidação do domínio holandês na capitania. A tomada de territórios foi gradativa: Pernambuco, Itamaracá, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Mathias de Albuquerque, governador de Pernambuco, conseguiu retomar Porto Calvo em 1635, onde prendeu Calabar e o executou por crime de alta traição.

Em 1636, em Mata Redonda, os holandeses impuseram violenta derrota ao exército enviado pela Espanha e consolidaram, assim seu domínio sobre as terras portuguesas.

Agora os holandeses só necessitavam de um administrador e é então que entra em cena o conde Johan Maurits (Maurício) de Nassau.

O Governo de Nassau
Nassau sabia que não deveria governar de forma autoritária pois os holandeses, ainda que vencedores, estavam em menor número e suas atitudes não podiam ir de encontro com, por exemplo, as crenças religiosas da população luso-brasileira. Ora, a Europa da época passava pelas chamadas guerras religiosas entre os protestantes e católicos e não seria prudente impor o credo calvinista a uma população católica e em número bem maior. A solução era a tolerância religiosa: os católicos, os judeus tiveram liberdade para realizarem seus cultos sem nenhuma proibição.
Mauricio de Nassau

A necessidade de exploração da lavoura açucareira levou Nassau a realizar acordos de empréstimos para reconstrução dos engenhos. Essa política não denota que o conde fosse bonzinho, é que ele necessitava reconstruir as plantações, destruídas durante a invasão para poder auferir os lucros que tanto interessavam à Companhia das Índias Ocidentais. Eis, resumidamente, uma lista das ações do conde:

-          consolidação do domínio militar holandês;
-          reconstrução de Olinda, devastada pela guerra;
-          estabelecimento de Recife como centro administrativo da capitania;

Enquanto não entrasse em conflito religioso nem cobrasse as dívidas dos senhores de engenho, Nassau garantia sua estada por tempo indeterminado em Pernambuco. Humanista que era, trouxe cientistas, pintores que deixaram  obras artísticas de fundamental importância para conhecer o Brasil colonial.

A Insurreição Pernambucana
Em 1640, ascende ao trono português a Dinastia de Bragança, dando um fim à União Ibérica. Portugal, agora independente e financeiramente arrasado, necessitava reconquistar suas antigas posses coloniais e o Brasil figurava em suas prioridades. Para tanto, partiu para a ofensiva. Era o momento de retomar o que era seu de direito.

Do outro lado, a Companhia das Índias Ocidentais passou a exigir de Nassau uma maior cobrança em cima dos devedores. O conde discordava dessa política de cobrança e findou por ser afastado do governo da capitania. Em seu lugar assumem três responsáveis que tomam uma série de atitudes que descontentam os luso-brasileiros: cobrança das dívidas dos senhores de engenho, proibição da realização de cultos católicos, confisco, cobrança de altos impostos.

O movimento insurrecional teve início no Maranhão, espalhando-se em seguida pelo território dominado. Em Pernambuco, a liderança ficou por conta de senhores de engenho como João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros. Tomaram parte na luta o negro Henrique Dias e o índio Felipe Camarão.

A primeira vitória das forças rebeldes ocorreu no Monte das Tabocas em 1645. Em 1648 outra vitória, agora no Monte Guararapes, onde, em menor número, os luso-brasileiros impuseram mais uma derrota ao invasores holandeses.

Externamente a Holanda enfrentava grave crise pois havia entrado em conflito com a Inglaterra, que também estava interessada em tirar proveito do lucrativo comércio ultramarino.
Em 1654, os holandeses foram finalmente expulsos da capitania de Pernambuco com o apoio de reforços enviados por Portugal. Porém, o perigo de outra invasão holandesa só foi definitivamente afastado em 1661, com a assinatura do Tratado de Paz de Haia, mediado pela Inglaterra e que estabelecia que Portugal deveria pagar uma indenização à Holanda e ceder as ilhas Molucas e do Ceilão.

Conseqüências da expulsão dos holandeses
Ao saírem do Brasil, os holandeses, aproveitando a experiência adquirida, instalam lavouras açucareiras nas Ilhas Antilhas e passam a concorrer com o açúcar brasileiro. A situação se complica com a introdução no mercado do açúcar de beterraba produzido na Europa com uma qualidade superior ao  produzido na colônia portuguesa.

Todos esses fatores contribuem para a decadência da produção brasileira, demonstrando que o trinômio monocultura, trabalho escravo e latifúndio adotado aqui pelos colonizadores portugueses era bastante frágil.

Cumpre salientar que a produção apenas entrou em decadência e não se extinguiu, mantendo-se até hoje em algumas regiões do Nordeste brasileiro.

FONTE:http://www.profsalvianohistoria.com/2012/05/resumo-uniao-iberica-e-periodo-holandes.html

Mais da História do RN - Início da colonização




Durante o século XV, tivemos por parte dos europeus o desenvolvimento de uma grande empresa marítima cujo objetivo essencial era chegar as Índias via Oceano Atlântico. Na época o comércio das especiarias (cravo, pimenta, canela...) e artigos de luxo (porcelana, seda...) se tornaram inviáveis pelo Mediterrâneo por conta da conquista de Constantinopla (importante entreposto comercial entre ocidente e ocidente) pelos turcos Otomanos no ano de 1453.

A chegada dos europeus às terras americanas ocorrerá dentro deste contexto histórico e em especial as terras que mais tarde se chamaria de Brasil. No primeiro contato com os habitantes da nova terra os portugueses logo perceberam que existiam diferenças entre o povo Tupi, habitantes do litoral e o Tapuia que residiam no interior do continente.

Essa terminologia dada aos povos indígenas brasileiros perdurou por muito tempo até que com o desenvolvimento da lingüística (ciência que estuda a linguagem humana, a origem, evolução e características de diferentes línguas) os nativos brasileiros tiveram uma nova classificação. Agora ao invés de duas nações indígenas tínhamos quatro: o tronco Tupi, o tronco Macro-Jê, o tronco Aruaque e grupos de línguas independentes.

Na região que mais tarde seria o Rio Grande do Norte tínhamos dois grupos humanos bem distintos: os Potiguares que habitavam o nosso litoral e os Tarairiu, habitantes do sertão.

Os potiguares são representantes do tronco Tupi e se localizavam nos atuais Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. São costumes próprios da cultura potiguara o fato de:


·         perfuravam os lábios.
·         pintarem o corpo com negro, do suco de Jenipapo, e o vermelho, extraído do urucum.
·         utilizarem enfeites de plumas coloridas pelo corpo e cabelos, cordões de contas naturais e braceletes.
·         habitarem a proximidade do litoral e as ribeiras dos rios, fabricavam canoas e apetrechos para pesca [flechas e anzóis de espinha  de peixe ligados a fios de algodão].
·         morarem em aldeias. A aldeia era sua principal organização social, cuja localização era escolhida num lugar alto e ventilado, próximo à água e adequado às plantações que se faziam ao redor.
·         suas habitações serem feitas de toras de madeiras com cobertura de folhas e sem divisões internas. Nessas casas moravam cerca de 200 pessoas ligadas por laços de parentescos.
·         o trabalho ser comunal. Embora os instrumentos e utensílios fossem de posse individual.
·         o trabalho ser dividido por sexo e idade. Os homens se dedicavam a caça e à pesca, preparavam a terra, construíam as ocas, canoas, confeccionavam suas armas e instrumentos. As mulheres cuidavam das plantações, da alimentação [mandioca, milho, peixes, caças], teciam fios para confeccionar redes de dormir, moldavam o barro [panelas e potes], cuidavam das crianças e animais domésticos, faziam cestos de fibras vegetais, coletavam frutos, mel, raízes e por fim, carregavam os utensílios quando da mudança da aldeia.
·         praticarem a antropofagia. Era comum a prática do canibalismo nas aldeias potiguares, essa atividade fazia parte dos seus ritos, mitos e crenças. Os sacrifícios humanos eram realizados com prisioneiros de guerra.

O povo Tarairiu pertencia ao tronco Macro-Jê. Eles habitavam a zona semi-árida do nordeste. Podemos destacar como suas principais características culturais os seguintes elementos:

·         depilavam todo o corpo.
·         andavam nus, porém com os genitais cobertos: as mulheres usavam uma espécie de avental, confeccionado com folhas presas à cintura e os homens usavam um véu, também vegetal.
·         os homens perfuravam bochechas, lábios, orelhas e nariz, por onde traspassavam ossos, pedras coloridas ou madeiras.
·         usavam penas de aves diversas, que prendiam nos cabelos e corpo, colando-as com cera de abelha ou atando-as com finos fios de algodão para fazer cordões, pulseiras e tornozeleiras.
·         usavam sandálias feitas de fibras vegetais.
·         eram seminômades. De acordo com as estações do ano, os Tarairiu mudanvam seu acampamento para os lugares que  melhor lhes garantissem a sobrevivência.
·         dormiam em redes ou no chão quando em viagem, mas sempre próximo de fogueiras.
·         o trabalho era dividido pelo sexo e idade. As mulheres e crianças eram obrigadas a transportarem os utensílios, cestaria, bagagem e armas [...] também deveriam, no novo acampamento, procurar os paus e folhagem para a confecção de abrigos. Eram também elas que cuidavam da alimentação e das crianças, auxiliadas pelos anciães. Aos homens cabia a caça, pesca e procura de mel silvestre. Eram grandes caçadores [...] e construíam armadilhas para peixes e animais silvestres. Caçavam principalmente pequenos animais.
·         sua alimentação básica era, pois, a caça, assada em fornos subterrâneos, a pesca, o mel, frutos, raízes, ervas e animais silvestre como lagartos e cobras. Após as chuvas os Tarairiu voltavam para as várzeas a fim de plantarem mandiocas, legumes e alguns frutos e raízes [...].
·         eram guerreiros temidos pelos outros  indígenas, por sua força, velocidade e destreza na guerra, onde adotavam tática de guerrilha.

Os primeiros nativos a entrarem em contato com o europeu foram os da nação Tupi-Potiguara que habitavam o litoral leste, visto que foi nessa região que aportaram as expedições vindas de Portugal.

Na Europa dos séculos XV e XVI, o desenvolvimento da manufatura e comércio exigia novos mercados consumidores de produtos manufaturados e fornecedores de matérias-primas. Dentro deste contexto é que tivemos a expansão marítima-comercial européia e o estabelecimento de colônias em tudo o mundo. Foi a partir desta empresa que novas áreas do planeta foram integradas ao sistema comercial europeu. Assim, os continentes da África e América passaram a ser disputados por ingleses, franceses, portugueses e espanhóis que em prol da burguesia mercantil européia, lançariam as sementes dos vastos impérios coloniais.

Foi nesse quadro de luta entre as diferentes nações européias pela hegemonia colonial que chegaram ao litoral potiguar (Rio Grande do Norte) os primeiros navegadores em busca de pau brasil (árvore de onde se extraiam um corante vermelho que empregava na indústria de têxtil européia).

No intuito de combater a pirataria francesa em sua colônia é que foram criados o sistema de expedições guarda-costas e exploradora por parte da coroa lusa. Paralelo a isso o Estado luso investiu na exploração de pau-brasil.

A exploração de Pau-Brasil será feita com base na mão-de-obra indígena. A relação comercial se dava através do escambo (troca de mercadorias). Os nativos cortavam as árvores e a transportavam até as feitorias (armazéns) onde recebiam em troca quinquilharias.

Esse tipo de atividade foi arrendado a particulares como Fernão de Noronha. Era dele a tarefa de bancar a exploração das riquezas coloniais e defendê-la dos seus rivais europeus. O sistema de expedições, no entanto era ineficiente para lidar com a pirataria francesa.  

A partir de 1530, a coroa lusa inicia a colonização do Brasil com a expedição de Martim Afonso de Souza. A motivação para essa mudança política em relação a sua colônia americana era simples: a ameaça francesa e o fracasso do comércio português com as Índias.  

Durante 30 anos Portugal monopolizou o comércio de especiaria com as Índias, porém não investiu seu lucro na produção manufatureira se contentando em fazer o papel de mero intermediário entre o mercado produtor [Inglaterra] e consumidor [Colônias]. Com a descoberta por parte dos espanhóis, franceses, holandeses e ingleses de novas rotas marítimas para as Índias o monopólio luso chega ao fim e o Brasil passa a ser a tabua de salvação para a economia lusa. Era necessário tomar posse da nova terra antes que outros se adiantassem ao projeto luso.

A colonização do Brasil a partir de 1530 se dará por meio das Capitanias Hereditárias. O Brasil será dividido em 15 lotes de terras e entregue a doze donatários [Fidalgos]. A Capitania do Rio Grande será entregue a João de Barros e seu sócio Aires da Cunha [ricos e prestigiados funcionários da Coroa portuguesa].

Os limites das terras de João de Barros compreendiam:  

a.       Sul - Baía da Traição, no atual Estado da Paraíba.
b.      Norte - Angra dos Negros, no atual Estado do Ceará. A capitania se alongava para o interior do Brasil até tocar com os limites do Tratado de Tordesilhas. Nessa dimensão passava pelo sertão dos atuais Estados do Ceará, Piauí e Maranhão.

No ano de 1535, tivemos a primeira tentativa de conquista e dominação das terras potiguares, contudo sem sucesso. Nessa empreitada participaram os filhos de João de Barros e Aires da Cunha. A força arregimentada para essa missão era constituída de 10 embarcações e 900 homens bem armados, porém fracassou devido à resistência indígena. A conquista definitiva do Rio Grande se dará em 1597 com as expedições de Mascarenhas Homens, capitão-mor de Pernambuco e Feliciano Coelho, capitão-mor de  Paraíba.

A organização das tropas estava assim composta:

a.       Uma esquadra por mar.
b.      Uma companhia de infantaria e cavalaria por terra. O comando dessas tropas estava com Jerônimo e Jorge de Albuquerque, sobrinhos de Duarte Coelho, primeiro donatário de Pernambuco. Era também integrante desse comando jesuítas e franciscanos que entendiam da língua tupi, além de centenas de índios originários da Paraíba e Pernambuco pertencente a tribo Tupi controladas pelos colonizadores.

A presença de membros da igreja nessa expedição de conquista e dominação da Capitania do Rio Grande serve muito bem para ilustrar o papel da igreja junto ao esforço colonial lusitano. Os religiosos, as expedições mistas [índios e brancos] passaram a fazer parte da estratégia militar lusa e contribuíram de forma contundente junto às doenças proveniente do contato com o homem branco para o extermínio dos nativos do Rio Grande do Norte.

O avanço por terra foi de uma violência sem igual para os nativos potiguares. Segundo relato da professora Denise Mattos [Introdução a História do Rio Grande do Norte] aldeias inteiras eram incendiadas, porém essa expedição foi obrigada a retornar a Pernambuco devido a um surto de varíola. A expedição marítima continuou seu trajeto até desembarcar na foz do rio Grande (Potengi), onde edificaram um forte (06 de janeiro) sob ataque dos índios potiguares.

Vencida a resistência, os chefes indígenas assinaram um acordo de paz com as forças invasoras em 11 de junho de 1599. Com a pacificação dos nativos ocorreu à construção de um pequeno povoado por Jerônimo de Albuquerque, em 25 de dezembro de 1599. A Povoação dos Reis situava-se em uma elevação a uns três quilômetros do Forte a margem direita do rio. Foi dessa povoação que surgiu a cidade de Natal.

Expansão da Capitania do Rio Grande

A expansão territorial do Rio Grande terá por base o sistema sesmarial. O funcionamento desse sistema pressupunha os seguintes passos:

1.     O capitão-mor formalizava um pedido de concessão de terras junto ao rei de Portugal em nome de um interessado qualquer.
2.     O rei decidia com base em critérios [riqueza pessoal, dom administrativo] se aceitava ou não a solicitação do capitão-mor.

A adoção desse sistema de concessão de terra atendia perfeitamente aos interesses mercantis da metrópole portuguesa, visto que descartava a pequena propriedade auto-suficiente e implantava a lucrativa monocultura açucareira.

Na capitania do Rio Grande a primeira concessão de terra ocorreu no ano de 1600, e o beneficiado foi o futuro capitão-mor João Rodrigues Colaço. Sua posse correspondia a 800 braças ao longo do Rio Potengi. A partir desse ano para frente ocorreram várias outras doações dentre as quais destacamos a de Jerônimo de Albuquerque que concedeu sesmaria a seus filhos [Antonio e Matias de Albuquerque] no vale de Canguaretama e a concedida a Igreja próxima a área à Povoação dos Reis.

Nas terras dos Albuquerque Maranhão surgiu o primeiro núcleo de colonização fora da Povoação dos Reis [Natal], bem como o primeiro engenho da nossa capitania. Enquanto a Povoação dos Reis representava o centro político do Rio Grande, Cunhaú era o centro econômico da região. Será a partir dessa área que a família Albuquerque Maranhão dominará a vida política do nosso Estado por gerações. Com relação às terras da Igreja fica a seguinte observação: Essa concessão só foi possível devido colaboração dessa instituição com o esforço colonial português, nesse sentido destacamos o eficiente trabalho de aculturação realizado pela catequese cristã.

Os colonos portugueses deram inicio a ocupação do interior do nosso Estado percorrendo as margens dos rios Potengi e Jundiaí. Na direção norte eles chegaram ao vale de Ceará Mirim e na direção sul a Zona da Mata, onde foi erguido o engenho Cunhaú.

A principal atividade econômica da capitania passaria do açúcar para a criação de gado. Nessa nova frente de colonização o braço indígena seria usado na derrubada da mata, nas roças, na construção de edificações etc.

A docilidade e sujeição dos nativos era trabalho da catequese jesuíta. Nesse propósito foram eficientes na aculturação dos mesmos transformando-os em mão-de-obra barata, corpos sem consciência, armas de guerras contra seus próprios irmãos.
Para manter as coisas em ordem a coroa contava com ajuda dos padres e da figura do Procurador de Índios. Esse funcionário real era o encarregado de gerenciar conflitos entre colonizadores e os naturais da terra.

Uma vez fortalecida a colonização do Rio Grande passamos imediatamente a servir de base para novas conquistas no nordeste brasileiro. Personagens como Jerônimo de Albuquerque [1615] e Martins Soares Moreno foram agraciados por comendas e postos de comando em outras paragens do nordeste exatamente por participarem do esforço luso pela expulsão de estrangeiros do nosso território. O caso Jerônimo de Albuquerque é emblemático. Ele ganhou o sobrenome Maranhão por ter participado da campanha contra os franceses nessa capitania brasileira. Já Martins Soares Moreno, que serviu no forte dos Reis, coube o posto de capitão-mor no Ceará [1621].

A expansão redundou em novas fronteiras alterando os limites do Rio Grande com as demais capitanias vizinhas. Um exemplo dessa realidade foi as novas fronteiras entre o Rio Grande e a capitania do Ceará. Nesse caso o limite oeste passou a ser o Rio Mossoró, ou rio Jaguaribe [Ceará] como afirmam alguns pesquisadores.

As novas capitanias não dissiparam a intranqüilidade da coroa lusa. Muito em breve Portugal estaria se deparando com novos desafios. Os holandeses estavam chegando.

FONTE: http://jeronimoviana.blogspot.com.br/p/historia-do-rio-grande-do-norte.html

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A UFRN e sua História

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte origina-se da Universidade do Rio Grande do Norte, criada a 25 de junho de 1958, através de lei estadual, e federalizada a 18 de dezembro de 1960. A Universidade do Rio Grande do Norte, instalada em sessão solene realizada no Teatro Alberto Maranhão, a 21 de março de 1959, foi formada a partir de faculdades e escolas de nível superior já existentes em Natal, como a Faculdade de Farmácia e Odontologia, a Faculdade de Direito, a Faculdade de Medicina, a Escola de Engenharia, entre outras.
A partir de 1968, com a reforma universitária, a UFRN passou por um processo de reorganização que marcou o fim das faculdades e a consolidação da atual estrutura, ou seja, o agrupamento de diversos departamentos que, dependendo da natureza dos cursos e disciplinas, organizaram-se em centros acadêmicos.
Nos anos 70, teve início a construção do Campus Central, numa área de 123 ha. O Campus, atualmente, abriga um arrojado complexo arquitetônico, circundado por um anel viário que o integra à malha urbana da cidade do Natal.
Além dos diversos setores de aulas, laboratórios e bibliotecas, o Campus Central possui um Centro de Convivência com restaurante, agências bancárias, livrarias, galeria de arte e agência dos correios. No prédio da Reitoria concentram-se o Gabinete do Reitor, as Pró-Reitorias e todos os setores da administração central.
As grandes solenidades da UFRN, geralmente, acontecem na Praça Cívica, projetada na forma de um grande anfiteatro ao ar livre. Para eventos e práticas esportivas, o Campus conta com um parque com ginásio olímpico, campo de futebol, pista de atletismo e piscinas olímpicas.
Atualmente, a comunidade acadêmica é formada por mais de 27.000 estudantes, 3.062 servidores técnico-administrativos e 1.638 docentes. 

FONTE: Site da UFRN.

Geografia do RN

Estado do Rio Grande do Norte
Limita-se ao norte e a leste com o oceano Atlântico, numa extensão litorânea de 410 km, ao sul com a Paraíba; e a oeste com o Ceará. Localiza-se no extremo nordeste do território brasileiro, o Rio Grande do Norte ocupa área de 53.306,8 km2.  O seu relevo apresenta extensão de planalto ao norte, terras baixas contornando o planalto a leste, norte e oeste e maciços isolados nas regiões sul e oeste. Sete zonas distintas podem ser identificadas no Estado: Salineira, Litoral, Agreste, Centro-Norte, Seridó, Chapada do Apodi e Serrana. A maior parte do território do Estado está incluída no Polígono das Secas, região delimitada pelo Governo Federal em 1951, com o objetivo de combater as secas no Nordeste e promover o desenvolvimento econômico e social da região.
O clima predominante é o tropical semi-árido, exceto na costa litorânea oriental e regiões de relevo mais elevado no interior, onde a umidade é alta e as temperaturas médias são de 20ºC. No interior, as médias térmicas ficam em torno de 27ºC, com pequenas variações ao longo do ano e chuvas escassas, cujo volume não ultrapassa 800 mm ao ano. As precipitações no litoral chegam a alcançar 1.000 a 1.500 mm por ano, sendo mais intensas nos meses de março e junho. As temperaturas mais quentes costumam ser registradas no mês de fevereiro.
Grande parte dos rios da bacia hidrográfica do Estado é temporária, em virtude da escassez de chuvas. Nas regiões do Agreste e do Litoral, no entanto, encontram-se rios perenes, que beneficiam as regiões por eles cortadas. Destacam-se entre os mais importantes do Estado, os rios Mossoró, Apodi Assu, Piranhas, Potengi, Trairi, Jundiaí, Jacu, Seridó e Curimataú.
A população do Estado do Rio Grande do Norte é de 2.634.945 habitantes, distribuídos em 152 municípios. A cidade mais populosa é Natal, capital do Estado, seguida por Mossoró, Parnamirim e Ceará-Mirim. A população urbana corresponde a aproximadamente 70% e na zona rural representam cerca de 30% da população total. A densidade demográfica do Estado é de 49.43 habitantes por km2. As mulheres representam 51%, enquanto os homens respondem por 49% . O índice de mortalidade no Estado é de 4,1 por mil e a taxa de mortalidade infantil é de 83,9 por mil nascidos vivos. A faixa etária de 0 a 14 anos de idade representa 37%, entre 15 e 59 anos, corresponde a 54% e acima de 60 anos, não passa de 8,3% do total de habitantes.

A agropecuária e as atividades de mineração são a base da economia do Estado do Rio Grande do Norte. Na agricultura destaca-se a produção de abacaxi, cana-de-açúcar, feijão, milho, mandioca, coco-da-baía e castanha-de-caju. A pecuária inclui rebanhos bovinos e a criação de suínos e ovinos. As riquezas minerais representam o potencial mais significativo no campo dos recursos naturais disponíveis. Os minerais identificados e explorados, encontram-se reservas de xilita (minério de tungstênio), gesso ou gipsita, calcário, mármore, monazita e berilo. A riqueza das salinas tornou a extração do sal marinho um dos sustentáculos da economia da região. As reservas de petróleo permitiram um volume de exploração de 4,5 milhões de m3 em 1992. No setor industrial destaca-se a produção de cerâmica, bem como a indústria têxtil e de confecções. O litoral atlântico oferece ainda excelentes condições para a pesca, largamente praticada na região, constituindo-se importante fonte de renda para parcela considerável da população.

FONTE (Texto parcial):
http://www.vestibular1.com.br/revisoes/geografia/estados/rio_grande_do_norte.htm

Hino do Estado do Rio Grande do Norte



Letra: Dr. José Augusto Mera Dantas
Música: José Domingos Brandão


Rio Grande do norte esplendente
Indomado guerreiro e gentil,
Nem tua alma domina o insolente,
Nem o alarde o teu peito viril !

Na vanguarda , na furia da guerra
Já domaste o astuto holandês !
E nos pampas distantes quem erra,
Ninguém ousa afrontar - te outra vez !

Da tua alma nasceu Miguelinho,
Nós, como ele, nascemos também,
Do civismo no rude caminho,
Sua glória nos leva e sustém !

A tua alma transborda de glória !
No teu peito transborda o valor !
Nos arcanos revoltos da história
Potiguares é o povo senhor !

Foi de ti que o caminho encantado
Da Amazônia Caldeira encontrou,
Foi contigo o mistério escalado,
Foi por ti que o Brasil acordou !

Da conquista formaste a vanguarda,
Tua glória flutua em Belém !
Teu esforço o mistério inda guarda
Mas não pode negá-lo a ninguém !

É por ti que teus filhos descantam,
Nem te esquecem, distante, jamais !
Nem os bravos seus feitos suplantam
Nem teus filhos respeitam rivais !

Terra filha de sol deslumbrante,
És o peito da Pátria e de um mundo
A teus pés derramar trepidante,
Vem atlante o seu canto profundo !

Linda aurora que incende o teu seio,
Se recama florida e sem par,
Lembra uma harpa, é um salmo, um gorjeio,
Uma orquestra de luz sobre o mar !

Tuas noites profundas, tão belas,
Enchem a alma de funda emoção,
Quanto sonho na luz das estrelas,
Quanto adejo no teu coração