sábado, 29 de maio de 2010










Aula com a turma de História do polo de São Paulo do Potengi.
Passamos pelos municípios de Vila Flor, Canguaretama, Goianinha, Monte Alegre e Boa Saúde. Fantástico!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Discurso para os formandos em História

Nesse início de minhas palavras devo, sem dúvida, um agradecimento por este momento. Junto a isso exponho a revelação de que ser professor é assumir uma posição muito gratificante, pois temos a oportunidade de aprender com aqueles a quem ensinamos. Meu convívio com vocês foi motivo de orgulho e ser escolhido como Paraninfo nesta cerimônia é algo que vai marcar-me para sempre.
Não pensem agora que estão finalizando uma etapa de quatro anos. Não é hora de olhar para trás, olhem para o futuro. Neste momento estão ingressando em um seleto e privilegiado grupo de brasileiros que possui uma graduação universitária e merecem todos os cumprimentos pela forma brilhante como o fizeram.
Ao vê-los formados tenho a sensação do dever cumprido, pois sei que a sociedade recebe, agora, profissionais qualificados. Vale ressaltar, agora, a necessidade de se ouvir e respeitar o chamado interior, a tendência íntima, a vocação. Lembrem do velho e bom Aristóteles, que ensinava que "o prazer aperfeiçoa a atividade". Quando se trabalha com prazer, o trabalho pode trazer ótimos resultados ao longo de uma existência. Por essa razão, sempre vale a pena ouvir esse apelo íntimo chamado vocação.
Alguns podem pensar agora: Quantos caminhos ainda temos que andar para um dia sermos alguém? Quantos dos mares temos que atravessar para poder descansar na areia? Vocês são, hoje, o que há muito tempo queriam ser. Se ainda não sabem todas as respostas, pelos menos aprenderam a questionar.
Para aqueles que imaginam que qualquer um pode ensinar de História, gostaria de apresentar a definição de Professor para que reflitam na Escola: "O professor medíocre descreve o assunto, o professor bom explica, um ótimo professor demonstra e um professor fora de série oferece inspiração ao aluno." O ensino de História necessita de mais respeito e vocês terão essa tarefa pela frente.
Que sejam eternos estudantes. Digo isto, queridos formandos, para lembrar-lhes que a nossa profissão lida diretamente como a coisa mais substancial de cada ser humano: a sua própria existência. Toda e qualquer profissão exige constante atualização, mas as mudanças na sociedade exige muito mais do professor que de qualquer outro profissional. Por isto o aprendizado contínuo é uma necessidade e sei que ele será a marca de suas carreiras, que por certo serão muito bem sucedidas.
Mudança é a palavra-chave. Heráclito ensinou que nenhum homem atravessa o mesmo duas vezes e, na verdade queria dizer que nada é tão permanente quanto a própria a mudança.
Para finalizar, quero cumprimentar e agradecer aqueles que contribuíram significativamente para que essa cerimônia acontecesse. Senhores pais, há três anos, recebemos de vocês esses filhos amados e, hoje, nós os devolvemos formados. Sabemos dos muitos sacrifícios que cada família fez para mantê-los. A vocês o nosso agradecimento por ter confiado a UVA essa responsabilidade e esperamos ter feito jus a confiança que nos foi concedida.
Quero que lembrem o dia de hoje como sendo um dos mais especiais de suas vidas e confesso que não encontrei palavras para dizer o quanto sinto-me honrado em fazer parte dele. Então quero apenas dizer “muito obrigado”, pois nada que eu diga será o suficiente para demonstrar a felicidade e a satisfação que este momento me proporcionou.
Encerro o meu pequeno discurso com uma frase de Fernando Pessoa, que diz: O valor das coisas não está no tempo que elas duraram, mas na intensidade com que aconteceram. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Boa noite, sejam felizes e muito obrigado!

Formatura da turma de Canguaretama















Essa turma me proporcionou um momento ímpar na vida. Muito obrigado. Fiquei orgulhoso em ser o paraninfo de todos vocês!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Colação de grau em Santa Cruz RN









Com grande satisfação estive em Santa Cruz. A solenidade de colação de grau da 1º turma de graduação em História no município. Como paraninfo da turma, tive a honra de abraçar mais uma vez os novos historiadores da cidade e rever a direção da institução.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Paradoxo de Teseu

O Paradoxo de Teseu é uma hipótese argumentativa, em Filosofia, para a questão da continuidade da identidade de um objecto.
Segundo Plutarco, de tão admirado e acarinhado, o barco do herói grego Teseu foi preservado pelos atenienses ao longo de gerações, substituindo as pranchas apodrecidas por novas, de tal forma que ao fim de algumas décadas já não restavam partes do navio original. Podemos então questionar se se tratava ainda do mesmo navio, ou se de outro diferente.
Ora, à semelhança do barco de Teseu, o corpo humano é constituí­do por moléculas que são susbtituí­das e transformadas periodicamente através de reacçíµes metabólicas. Os átomos dos alimentos que ingerimos são processados e integrados na nossa estrutura, enquanto que outros que já possuí­amos são expelidos e provavelmente não mais voltarão a fazer parte de nós. A nossa estutura fí­sica sofre, então, alteraçíµes profundas a cada instante, tanto mais marcadas quanto maior o intervalo de tempo considerado. A velhice constata macroscopicamente o efeito destas variaçíµes de massa e composição fí­sica do organismo. Seremos, então, as mesmas pessoas que há dez anos atrás ou, até, que há dez milisegundos? Podemos concluir que sim, se considerarmos que a identidade é determinada pela continuidade da consciência e pela memória. Nessa perspectiva, sendo provável que nos recordemos de acontecimentos de há dez anos e mantemos ainda presentes na memória algumas premissas desde o iní­cio deste texto, somos os mesmos. Mas a memória, tendo uma base fí­sica renovável, não só sofre alteraçíµes ao ní­vel molecular no encéfalo como é perturbada e viciada com o passar do tempo. Será a nossa identidade contí­nua?
Nenhum homem pode atravessar o mesmo rio duas vezes, porque nem o homem nem o rio são os mesmos.
Heráclito

Formatura em Santa Cruz

Discurso de formatura


Eu não poderia começar minhas palavras sem agradecer por este momento e revelar que ser professor é assumir uma posição muito gratificante, pois temos a oportunidade de aprender com aqueles a quem deveríamos ensinar. O convívio com pessoas tão valorosas foi motivo de orgulho para mim; ser, então, ser escolhido como Paraninfo para esta cerimônia é algo que vai marcar-me para sempre. Porém, também se faz necessário acrescentar que é mais fácil ensinar o que se sabe e orientar sobre o que se pratica.
Vocês não estão finalizando uma etapa de quatro anos, mas estão ingressando em um seleto e privilegiado grupo de brasileiros que possui graduação universitária e merecem todos os cumprimentos pela forma brilhante como o fizeram. Ao formá-los temos a sensação de dever cumprido, pois sabemos que entregamos à sociedade profissionais qualificados.
Muitos bons alunos cresceram ouvindo que "alegria não enche barriga" e que "vocação nem sempre dá status". Por esse motivo, tantas pessoas optam pelo "dinheiro no bolso" mesmo que isso lhe custe a alegria de viver. Escolhe uma profissão que traga vantagens financeiras e status em vez de ouvir o chamamento íntimo da sua vocação.
O profissional, somente profissional, executa seu "fazer" não por amor a ele, mas por amor a algo fora dele: o salário, o ganho, o lucro, a vantagem. Já o homem movido pela vocação é um apaixonado pelo seu "fazer", e faz por satisfação. Existem os profissionais que, mesmo sob juramento, só atendem depois de saber quem vai pagar a conta. Esses resolveram seguir o conselho que alegria não enche barriga. Prefiro que exerçam suas atividades com amor e prazer, sem precisar de juramentos, e que se dediquem à causa que abraçaram.
Poderíamos citar vários exemplos das diferenças entre profissão e vocação, mas isso não vem ao caso, pois o que desejo ressaltar é a necessidade de se ouvir e respeitar o chamado interior, a tendência íntima, a vocação. Como disse o velho e bom Aristóteles, "o prazer aperfeiçoa a atividade". Quando se trabalha com prazer, o trabalho pode trazer ótimos resultados ao longo de uma existência. Por essa razão, sempre vale a pena ouvir esse apelo íntimo chamado vocação.
Para aqueles que imaginam que qualquer um pode ser Professor de História, gostaria de apresentar a definição de Professor para que reflitam na Escola: "O professor medíocre descreve o assunto, o professor bom explica, um ótimo professor demonstra e um professor fora de série oferece inspiração ao aluno." O ensino de História necessita de mais respeito e vocês terão essa tarefa pela frente.
Que sejam eternos estudantes. Digo isto, queridos formandos, para lembrar-lhes que a nossa profissão lida diretamente como a coisa mais substancial de cada ser humano: a sua própria existência. Toda e qualquer profissão exige constante atualização, mas as mudanças na sociedade exige muito mais do professor que o de qualquer outro profissional. Por isto o aprendizado contínuo é uma necessidade e sei que ele será a marca de suas carreiras, que por certo serão muito bem sucedidas. Mudança é a palavra-chave. Heráclito ensinou que nenhum homem atravessa o mesmo duas vezes e, na verdade queria dizer que nada é tão permanente quanto a própria a mudança.
Para finalizar, quero cumprimentar e agradecer aqueles que contribuíram significativamente para que essa cerimônia acontecesse. Senhores pais, há três anos, recebemos de vocês esses filhos amados e, hoje, nós os devolvemos formados. Sabemos dos muitos sacrifícios que cada família fez para mantê-los. A vocês o nosso agradecimento por ter confiado a UVA essa responsabilidade e esperamos ter feito jus a confiança que nos foi concedida.
Quero que lembrem o dia de hoje como sendo um dos mais especiais de suas vidas e confesso que não encontrei palavras para dizer o quanto sinto-me honrado em fazer parte dele. Então quero apenas dizer “muito obrigado”, pois nada que eu diga será o suficiente para demonstrar a felicidade e a satisfação que este momento me proporcionou.
Encerro com uma frase de Fernando Pessoa, que diz: O valor das coisas não está no tempo que elas duraram, mas na intensidade com que aconteceram. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Boa noite, sejam felizes e muito obrigado!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Aula da Saudade em Santa Cruz

















Foi muito legal, gente. Muito obrigado pela homenagem! Sucesso para todos.