segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

115 anos do nascimento de Câmara Cascudo em 2013

Luís da Câmara Cascudo nasceu em Natal, no dia 30 de dezembro de 1898 e foi o nosso meior historiador. Atuou também como antropólogo, advogado e jornalista. Passou toda a sua vida em Natal e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor da Faculdade de Direito de Natal, hoje Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O Instituto de Antropologia desta universidade tem seu nome. Pesquisador das manifestações culturais brasileiras, deixou uma extensa obra, inclusive o Dicionário do Folclore Brasileiro (1952). Entre seus muitos títulos destacam-se: Alma patrícia (1921), obra de estreia, Contos tradicionais do Brasil (1946). Estudioso do período das invasões holandesas, publicou Geografia do Brasil holandês (1956). Suas memórias, O tempo e eu (1971) foram editadas postumamente. Quase chegou a ser demitido por estudar figuras folclóricas como o lobisomem. Faleceu em Natal, no dia 30 de julho de 1986.

 

Livros de Luís da Câmara Cascudo

O conjunto da obra de Luís da Câmara Cascudo é considerável em quantidade e qualidade: ele escreveu 31 livros e 9 plaquetas sobre o folclore brasileiro, em um total de 8.533 páginas, o que o coloca entre os intelectuais brasileiros que mais produziram, ao lado de nomes como Pontes de Miranda e Mário Ferreira dos Santos. É também notável que tenha obtido reconhecimento nacional e internacional publicando e vivendo distante dos centros Rio e São Paulo.
Os títulos listados estão seguidos das publicações originais e suas respectivas editoras. Atualmente alguns deles já foram reeditados por outras editoras.
  • Alma Patrícia, critica literária – Atelier Typ. M. Vitorino, 1921
  • Histórias que o tempo leva – Ed. Monteiro Lobato, S. Paulo, (outubro 1923), 1924.
  • Joio – crítica e literatura – Of. Graph. d’A Imprensa, Natal (jun), 1924
  • Lopez do Paraguay – Typ. d’A República, 1927
  • Conde d’Eu – Ed. Nacional, 1933
  • O homem americano e seus temas – Imprensa Oficial, Natal, 1933
  • Viajando o sertão – Imprensa Oficial, Natal, 1934
  • Em memória de Stradelli – Livraria Clássica, Manaus, 1936
  • O Doutor Barata – Imprensa Oficial, Bahia, 1938
  • O Marquês de Olinda e seu Tempo – Ed. Nacional, S. Paulo, 1938
  • Governo do Rio Grande do Norte – Liv. Cosmopolita, Natal, 1939.
  • Vaqueiros e Cantadores – (Globo, 1939) – Ed. Itatiaia, S. Paulo, 1984.
  • Antologia do Folclore Brasileiro – Martins Editora, S. Paulo, 1944
  • Os melhores contos populares de Portugal – Dois Mundos, 1944
  • Lendas brasileiras – 1945
  • Contos tradicionais do Brasil – (Col. Joaquim Nabuco), 1946 - Ediouro
  • Geografia dos mitos brasileiros – Ed. José Olímpio, 1947. 2ª edição, Rio, 1976.
  • História da Cidade do Natal – Prefeitura Mun. do Natal, 1947
  • Os holandeses no Rio Grande do Norte – Depto. Educação, Natal, 1949
  • Anubis e outros ensaios – (Ed. O Cruzeiro, 1951), 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
  • Meleagro – Ed. Agir, 1951 – 2ª edição, Rio, 1978
  • Literatura oral no Brasil – Ed. José Olímpio, 1952 – 2ª edição, Rio, 1978
  • Cinco livros do povo – Ed. José Olímpio, 1953 – 2ª edição, ed. Univ. UFPb, 1979.
  • Em Sergipe del Rey – Movimento Cultural de Sergipe, 1953
  • Dicionário do Folclore Brasileiro – INL, Rio, 1954 – 3ª edição, 1972
  • História de um homem – (João Câmara) – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
  • Antologia de Pedro Velho – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
  • História do Rio Grande do Norte – MEC, 1955
  • Notas e documentos para a história de Mossoró – Coleção Mossoroense, 1955
  • Trinta "estórias" brasileiras – ed. Portucalense, 1955
  • Geografia do Brasil Holandês – Ed. José Olímpio, 1956
  • Tradições populares da pecuária nordestina –MA-IAA n.9, Rio, 1956
  • Jangada – MEC, 1957
  • Jangadeiros – Serviço de Informação Agrícola, 1957
  • Superstições e Costumes – Ed. Antunes & Cia, Rio, 1958
  • Canto de Muro – Ed. José Olímpio, (dez. 1957), 1959
  • Rede de dormir – MEC (1957), 1959 – 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
  • Ateneu Norte-Rio-Grandense – Imp. Oficial, Natal, 1961
  • Vida breve de Auta de Souza – Imp. Oficial, Recife, 1961
  • Dante Alighieri e a tradição popular no Brasil – PUC, Porto Alegre, 1963 – 2ª edição Fundação José Augusto (FJA), Natal, 1979
  • Dois ensaios de História – (Imp Oficial Natal, 1933 e 1934) Ed. Universitária, 1965
  • História da República do Rio Grande do Norte – Edições do Val, Rio, 1965
  • Made in África – Ed. Civilização Brasileira, 1965
  • Nosso amigo Castriciano – Imp. Universitária, Recife, 1965
  • Flor dos romances trágicos – Ed. Cátedra, Rio, 1966 – 2ª ed. Cátedra/FJA, 1982
  • Voz de Nessus – Depto. Cultural, UFPb, 1966
  • Folclore no Brasil – Fundo de Cultura, Rio, 1967 – 2ª edição, FJA, Natal;, 1980
  • História da alimentação no Brasil – Ed. Nacional (2 vol) fev. 1963), 1967, (col. Brasiliana 322 e 323) – 2ª ed. Itatitaia, 1983
  • Jerônimo Rosado (1861-1930) – ed. Pongetti, Rio, 1967
  • Seleta, Luís da Câmara Cascudo – Ed. José Olímpio, Rio, 1967 – org. por Américo de Oliveira Costa. – 2ª Ed. 1972.
  • Coisas que o povo diz – Bloch, 1968
  • Nomes da Terra – Fundação José Augusto, Natal, 1968
  • O tempo e eu – Imp. Universitária – UFRN, 1968
  • Prelúdio da cachaça – IAA, (maio, 1967), 1968
  • Pequeno manual do doente aprendiz – Ed. Universitária – UFRN, 1969
  • Gente viva – Ed. Universitária UFPe, 1970
  • Locuções tradicionais no Brasil – UFPE, 1970 – 2ª edição, MEC, Rio, 1977
  • Ensaios de etnografia brasileira – INL, 1971
  • Na ronda do tempo – Ed. Universitária, UFRN, 1971 (livro biográfico)
  • Sociologia do Açúcar – MIC – IAA, 1971. Coleção Canavieira n. 5
  • Tradição, ciência do povo – Perspectiva, S. Paulo, 1971
  • Ontem – (maginações) – Ed. Universitária UFRN, 1972
  • Uma História da Assembleia Legislativa do RN – FJA, 1972
  • Civilização e cultura (2 vol.) – MEC/Ed. José Olímpio, 1973
  • Movimento da independência no RN – FJA, 1973
  • O Livro das velhas figuras – (6 vol.) – 1, 1974; 2, 1976; 3, 1977; 4, 1978; 5, 1981; 6, 1989 – Inst. Histórico e Geográfico do RN
  • Prelúdio e fuga do real – FJA, 1974
  • Religião no povo – Imprensa Universitária, UFPb, 1974
  • História dos nossos gestos – Ed. Melhoramentos, 1976
  • O Príncipe Maximiliano no Brasil – Kosmos editora, 1977
  • Antologia da alimentação no Brasil – Livros Técnicos e Científicos ed., 1977
  • Três ensaios franceses, FJA, 1977 (do Motivos da Literatura Oral da França no Brasil, Recife, 1964 – Roland, Mereio e Heptameron)
  • Mouros e Judeus – Depto. de Cultura, Recife, 1978
  • Superstição no Brasil – Itatiaia, S. Paulo, 1985

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Famílias de Canguaretama: A ORIGEM DA FAMÍLIA SILVA

Silva é um sobrenome português de origem latina, classificado como sendo um toponimico, por ter origem geografica, em latim a palavra " Silva " significa " Selva ou floresta " - É uma das familias mais ilustres da Espanha ,ligada aos reis de Leão, tem o seu solar na Torre de Silva, junto ao rio Minho. Procedem de D. Payo Guterre o da Silva, que foi adiantado de Portugal em tempo de el-rei D. Afonso I e representada em Portugal por D. Guterre Alderete da Silva, neto do ilustre D. Guterres Pais, governador de Maia. O ramo mais nobre da família tem origem na Espanha, no período de dominação romana.

Sua origem é claramente toponímica, sendo derivado diretamente da palavra latina silva que significa selva, floresta ou bosque, e tem a sua origem na Torre e Honra de Silva junto a Valença. De fato, em Portugal, Galiza, Leão e Astúrias, existem diversas localidades cujos nomes compõem-se por "Silva". É possível, porém, verificar que a popularidade deste apelido remonta ao século XVII em Portugal e também no Brasil. A primeira linhagem que adotou o nome Silva como apelido tem uma origem muito antiga e provém do príncipe dos Godos D. Alderedo, cujo filho, D. Guterre Alderete de Silva se casou com uma descendente da nobreza da Casa Real de Aragão e é anterior à fundação da nacionalidade portuguesa, final do século X. 
BRASÃO DA FAMÍLIA SILVA
FONTE - brasaodefamilia.blogspot.com
Acredita-se que tenha se tornado o sobrenome mais difundido no Brasil por um série de fatores, como a adoção por escravos e crianças filhas de pais incógnitos. Também foi largamente adotado por pessoas que chegadas ao Brasil queriam começar uma nova vida sem vínculos com o passado na Europa, se aproveitando do relativo anonimato que o sobrenome proporcionava e ainda proporciona. Apesar da grande difusão na população lusófona em geral, Silva também é o nome de importantes famílias nobres, que normalmente o portavam juntamente a outro apelido. Também é encontrado na Espanha (com origens mais remotas do Reino de Leão) e na Itália, onde é mais comum na região da Emília e da Lombardia. 
BRASÃO DA FAMÍLIA SILVA
FONTE - arvore.net.br
É bem provável que o conjunto de nome e apelido mais comum no Brasil seja João da Silva, podendo-se comparar a John Smith em países de língua inglesa, Juan García nos de língua espanhola, Hans Schmidt nos de língua alemã ou a Giovanni Rossi nos de língua italiana. A origem do sobrenome é controversa, mas tudo indica que tenha surgido no Império Romano para denominar os habitantes de regiões de matas ou florestas . Muitos desses habitantes se refugiaram no império justamente na península Ibérica (hoje Portugal e Espanha). Muitos portugueses que vinham para o Brasil, em geral degredados, em busca de vida nova, adotavam o "Silva" para se beneficiar do anonimato que o sobrenome comum oferecia. O sobrenome ganhou especial popularidade no Brasil com a chegada dos escravos. Ao desembarcar dos navios vindos da África, os negros eram "batizados" por padres católicos e ganhavam um nome cristão em português. O sobrenome vinha depois e geralmente era o mesmo do dono do escravo. Na época, muitos proprietários de terra eram "Silva", um sobrenome comum em Portugal. 
BRASÃO DA FAMÍLIA SILVA
FONTE - zazzle.pt
Um dos primeiros "Silva" a fixar raízes no Brasil foi o alfaiate Pedro da Silva, em 1612, cujos ancestrais eram da Família Clemente de Souza e de Roza da Silva, nascida em 1815, em Bonitos, freguesia do Soure em Portugal. A Família Silva de Soure é uma família nobre e foi citada no livro Corografia Portugueza, Tomo III, Capitulo III, escrito em 1716. É o registro mais antigo existente em São Paulo, da família de Pedro da Silva, alfaiate que veio de Portugal, casou-se com Luzia Sardinha, foi desembargador e ministro do Supremo Tribunal de Justiça. Entre os primeiros Silva há também degredados, como Domingas da Silva, de Évora, acusada de bruxaria e pacto com o demônio. Silva como apelido é possivelmente o mais difundido no mundo, como sobrenome ´e legítimo somente nos países de Língua Portuguesa.No Brasil, em todos os estados em que havia a escravidão negra há pessoas com esse sobrenome Silva, seja por sugestão de religiosos de missões seja por escolha dos próprios mestiços e muitos deles descendentes de Pedro da Silva ou de Roza da Silva, sendo que a maioria dos Silva do Brasil estão no norte e nos nove estados do nordeste. Em Pernambuco, os Silva estão associados às famílias Rodrigues, Sá, Carvalho, Leite, Pires, Ferreira, Nogueira, Ferraz, Araújo, Costa, Alencar e Pereira. No município de Parnamirim, a família Silva corresponde aos mestiços das três etnias principais de formação do sertão: europeus de origem moura e cristãos novos que adquiriram terras no Brasil (português, espanhol, holandês, francês, inglês) africanos (negros que os europeus trouxeram para o trabalho da lavoura e de construções) e índios ( população primitiva de origem asiática que já haviam se apossado do continente sul-americano antes da colonização.


COPIADO DE http://franciscoguiacm.blogspot.com.br/2012/03/origem-da-familia-silva.html
FONTE DO TEXTO -  www.webartigos.com

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Câmara Cascudo monarquista

Luiz da Câmara Cascudo com algumas ordens culturais recebidas durante sua vida. Foto: acervo Instituto Tavares de Lyra.

Com a abertura de o arquivo epistolar do escritor Luiz da Câmara Cascudo aos pesquisadores, tive a felicidade de ser o primeiro a consultar tão importante acervo, composto de 27.000 cartas.
Na era dos e-mails, o suporte físico para as correspondências desapareceu. Na contracorrente, a carta ganha status de objeto de valor, justamente pela nostalgia dos elementos que já não existem mais, como a caligrafia, o timbre, os desenhos.
Dentre as inúmeras missivas recebidas pelo escritor, me detive sobre vinte e duas correspondências, entre cartas, bilhetes e cartões de felicitações. Os remetentes são Dom Pedro de Orleans e Bragança, Príncipe do Grão-Pará, primogênito da Princesa Isabel do Brasil, o Marechal Conde D’eu e os príncipes imperiais Dom Pedro Gastão e Dom Pedro Henrique, este último, Chefe da Casa Imperial Brasileira de 1920 a 1981.
Câmara Cascudo foi um monarquista convicto e declarado nos primeiros tempos de sua ação literária. Sobre este tema, Cascudo escreveu “Lopez do Paraguay”, 1927; “Conde d’Eu”, 1933; “O Marquês de Olinda e seu Tempo”, 1938 e “O Príncipe Maximiliano no Brasil”, 1977, além de várias Actas Diurnas relativas a assuntos da Monarquia ou de seus mais proeminentes representantes.
Dom Pedro de Orleans e Bragança foi príncipe do Grão-Pará, e como Príncipe Imperial do Brasil renunciou aos seus direitos dinásticos a coroa brasileira para casar-se com a condessa checa Elizabeth Dobrzensky de Dobrzenicz. Visitou o Rio Grande do Norte em 1927, sendo recebido no “Principado do Tirol” pela família Cascudo. “Peço-lhe dê muitas lembranças nossas a seus pais e outros amigos de Natal, de que guardamos muito boas recordações”, afirmou Dom Pedro numa carta de 1930.

Gastão de Orleans - Conde D'Eu e o filho Dom Pedro de Orleans e Bragança - Príncipe do Grão-Pará, mantiveram correspondência ativa com Cascudo. Fotos: Acervo Casa Imperial do Brasil.
O príncipe parecia atento aos movimentos político-sociais do Rio Grande do Norte quando afirma em carta de 1931: “A cidade deve ter tomado muito incremento com a importância que tomou vindo a ser o porto para as vias aéreas da Europa. Espero que no estado do Rio Grande do Norte esteja tudo agora apaziguado depois da revolução e que não tenha sofrido com a crise”.
A correspondência é parte essencial da obra de Câmara Cascudo. Não apenas porque explica e ilumina revelações biográficas, mas pela riqueza de ideias, elaborações estéticas, projetos participantes, lampejos e intimidades do pensamento em transe de um homem que foi uma das expressões mais altas e completas da cultura potiguar.

Por Anderson Lyra, Consultor de História do Rio Grande do Norte, em http://www.historiaegenealogia.com/2013/12/camara-cascudo-monarquista_24.html

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Krhystal desabafa em rede social e diz que armaram para tirá-la

Estrela potiguar se despediu do programa The Voice Brasil. Foto:Divulgação Artista fez um longo desabafo nas redes sociais apontando um possível interesse da Globo em tirá-la do páreo

Após ter feito uma primeira participação eliminatória arrebatadora, interpretando a música “a carne”, quando teve a oportunidade de demonstrar seu potencial de voz, a cantora potiguar Krhystal não conseguiu repetir, na última quinta-feira, o mesmo desempenho anterior e foi eliminada do programa The Voice, da TV Globo. A saída dela gerou uma série de protestos e lamentos de fãs, que não concordaram com critérios da emissora. Este fim de semana, a artista fez um longo desabafo nas redes sociais apontando um possível interesse da Globo em tirá-la do páreo no programa musical.
“Vamos falar da música: Quando a base chegou no meu e-mail um dia antes de viajar,eu já sabia que era pra me tirar.depois de cantar “a carne” o que danado eu ia fazer com “Lamento Sertanejo”? Uma música belíssima..más triste pra danado para aquela ocasião.Quem “mexeu na peça” e me impôs a canção, sabia o que tava fazendo e eu senti o cheiro foi na hora. Comentei com todos de minha intimidade. Eu já tava fora. Ficou evidente pra mim. Mas eu tentei fazer o meu melhor que não foi suficiente pra continuar. Fazer o quê?”, postou Krhystal com toda a franqueza que lhe é peculiar.
Confira abaixo, na íntegra, o desabafo da artista que orgulhou o Rio Grande do Norte com sua participação no The Voice Brasil:
“Tô em casa”
Botei um feijão no bucho que a fome tava grande mas tava doida pra sentar no computador e teclar meus sentimentos, vamos lá:
A primeira coisa que eu quero dizer é que eu agradeço tudo de bom que aconteceu comigo no programa a Claudia Leitte .
Essa galêga lutou por mim até onde ela pôde e isso eu não esquecerei nunca.foi a única que eu senti que queria me ajudar mesmo..só cantei ” a carne” pq ela abriu os caminhos.Obrigada obrigada mil vezes.E peço desculpas a vc Claudia pela falta de jeito na hora de sair do palco.a coxia de um programa desses ao vivo é o verdadeiro inferno..vc mais que ninguém,sabe disso.é grito,é tensão,gente passando pra lá e pra cá..recebi a orientação de deixar o palco assim que Titi agradecesse aos que não tinham ficado pq o cenário do próximo participante tinha de ser montado e tudo tinha que ser feito no tempo do comercial.somado a isso,minha surpresa e minha tristeza..fiquei meio desorientada.claro que eu fiquei triste.Quem danado gosta de perder? mas não fiquei triste com vc..logo com vc..de jeito nenhum!! não saí andando pq tava com raiva de vc,ou pq queria que todo mundo fosse pra aquele canto..de jeito nenhum.aquilo é um jogo e eu entrei sabendo disso.imaginava nunca,pelo tempo que corria louco alí,que tú fosse chegar no palco pra nos cumprimentar..na cabeça de quem “mexe nas peças” tanto eu quanto vc,Claudia a cada um dada a devida proporção,tinha um papel pra cumprir.eu entendo isso demais.trata-se de um programa de Tv.
Eu quero é que vc saiba que eu lhe sou muuito grata a vc me proporcionou o momento mais bonito de minha passada pelo The Voice. Fiquei feliz demais com essa chance que vc me deu. Desculpe de novo,foi só um momento infeliz, eu que sou lesa e saí desorientada querendo chegar no camarim logo, pq eu já tava chorando muito por dentro. vc mora no meu coração e quando eu falo de The Voice comigo mesma,é vc a pessoa que me vem na cabeça.linda,poderosa e muito gente fina.
Agora vamos falar da música: Quando a base chegou no meu e-mail um dia antes de viajar,eu já sabia que era pra me tirar.depois de cantar “a carne” o que danado eu ia fazer com “Lamento Sertanejo”? Uma música belíssima..mas triste pra danado para aquela ocasião.Quem “mexeu na peça” e me impôs a canção,sabia o que tava fazendo e eu senti o cheiro foi na hora.comentei com todos de minha intimidade.eu já tava fora.ficou evidente pra mim.más eu tentei fazer o meu melhor..que não foi suficiente pra continuar..fazer o q?
Agora eu quero agradecer de novo: ao público que me ajudou tanto,votando,gastando seus créditos contadinhos,meu Deus..foi lindo,lindo,lindo.chorei muito com esses gestos de apoio a nêga véia.foi Tampa!Trabalho pra quem gosta do que eu faço.esses é que me interessam.o resto,o nome já diz tudo.Eu sou só gratidão a esse público que ficou do meu lado até o fim
Agradecer a equipe do programa..que povo massa! figurinistas,maquiadores,a mulher do café,o povo que faz a limpeza,carregadores,câmeras..ô povo arretado!Meu carinho especial para Lúcia Dadário e Valéria..amores =**
Agradecer a meu Marido,Zé Dias,que segurou a onda,cuidando da casa,das crianças,das contas e de me manter tranquila pra enfrentar tudo que passei. vc não existe!
Agradecer a minha família..meus filhos que assistiram os programas sempre chorando e inteiros nessa energia que só os filhos passam pros pais..não tenho palavras.
Minhas sobrinhas,irmãos,meus pais..aiaiai..guenta coração..cês a melhor família que eu podia ter.é amor pra mais de metro.
Agradecer a Cris Simon que abriu os caminhos pra que eu pudesse passar..cê foi o ouro disso tudo,minha irmã!sem vc nada disso tinha acontecido.fundamental
Agradecer aos meus amigos Simona Talma,Luiz Gadelha,Pedro Andrade e Quitéria Kelly..perto ou longe nossa energia é uma só.sempre foi e sempre será.eu amo vcs e tenho orgulho de ser amiga dos senhores.sintam meu beijo nos pés de cada um. =****
Dizer que apesar de estar tristinha,tem o meu lado que tá contente pra danado pq aconteceu muita coisa boa nesse tempo.gente que nunca me viu na vida,se expressando nas redes sociais,dizendo que gostou do que ouviu,gente que conheceu meu disco e gostou e que hoje acompanha meu trampo com interesse e respeito legítimos.não tem dinheiro que pague isso.
Saí dessa experiência com muitos ganhos pessoais.sinto que mudei.como pessoa mesmo.hoje mais que nunca me sinto muuuuuuuito pequena diante da vida,diante das pessoas.sou um grão de areia nesse mundão de Meu Deus.Não que antes eu me achasse a mega foda,mas hoje eu sou mais consciente da vida lá fora.o meu respeito pelos outros aumentou ainda mais e eu tô aqui,mas que nunca,pra aprender.Aqueles cantores maravilhosos,suas histórias,seus métodos de trabalho,suas visões do mundo me ensinaram muito,muito,muito.inesquecível. =**
E é isso.Entrei sem querer o mal de ninguém e saí do mesminho jeito.foi uma experiência bonita e agradeço a todos os colegas que me incentivaram a dizer sim pra isso tudo.
Pra terminar,aconselho meus colegas cantores a participarem do programa ano que vem.é uma experiência muito válida por vários motivos.se tiver coragem de se expôr ( pq é para o bem e para o mal) não pense duas vezes.eu digo,vá!
Obrigada,Meu Deus!
Minha fé no Senhor não se abala nem por um segundo.
é por isso que eu aguento tudo.pq seu amor e misericórdia são infinitos.e eu te louvo,com força!

FONTE: http://jornaldehoje.com.br/krhystal-desabafa-em-rede-social-e-diz-que-armaram-para-tira-la-programa-voice/

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Amaro Cavalcanti

AMARO CAVALCANTIAMARO CAVALCANTI, natural da província do Rio Grande do Norte, filho de Amaro Soares Cavalcanti de Brito e de D. Ana Cavalcanti, nasceu a 15 de agosto de 1849, no município de Caicó, comarca do Seridó. Completou e aperfeiçoou seu curso de Humanidades na cidade de São Luís do Maranhão.
           Conseguiu em concurso a cadeira de Latim da cidade de Baturité; aí dedicou-se também à advocacia, sendo provisionado pela Relação do Ceará para advogar em toda a província. Pelo Presidente da província, foi designado para ir aos Estados Unidos da América do Norte, a fim de estudar uma reforma da instrução pública aplicável à província. Aproveitando seu estágio na grande república americana, matriculou-se e fez o curso completo na Escola de Direito da Union University (Albany), no Estado de New York, formando-se na turma do ano acadêmico de 1880-1881.
           Depois de diplomado, foi apresentado à Corte Suprema e dessa recebeu o título de Consellor at Law, que lhe deu direito ao exercício pleno da profissão jurídica naquela República. Regressando ao Brasil, foi nomeado, em 2 de outubro de 1881, pelo Presidente da província do Ceará, Senador Pedro Leão Veloso, Diretor-Geral da Instrução Pública, nomeação inspirada na prática adquirida durante o exercício do magistério público, e nos estudos a que, sobre o ensino, procedeu nos Estados Unidos. Vindo para o Rio de Janeiro, foi designado pelo Ministro do Império, em aviso de 14 de março de 1883, para reger uma turma de Latim do 2º ano do externato do Colégio Pedro II.
           Em 1884 foi eleito Deputado-Geral pela província do Ceará, não tomando assento por haver sido anulado o respectivo diploma. Fixando residência no Rio de Janeiro, dedicou-se à advocacia e aos trabalhos da Companhia de Navegação do Rio das Velhas, de que foi Presidente. No regime republicano, foi nomeado, em decreto de 26 de abril de 1890, 2º Vice-Governador do Estado do Rio Grande do Norte, ato que foi tornado sem efeito por decreto de 6 de junho seguinte, por haver transferido sua residência para fora do Estado.
           O referido Estado conferiu-lhe o mandato de representante no Congresso Constituinte, sendo escolhido membro da Comissão que formulou o projeto definitivo da Constituição. Terminado o mandato em 1893, foi Amaro Cavalcanti, por decreto de 7 de fevereiro de 1894, nomeado Ministro Plenipotenciário na República do Paraguai.Foi um dos auxiliares de Prudente de Morais na administração do País, ocupando a pasta de Ministro da Justiça e Negócios Interiores, para a qual foi nomeado em decreto de 18 de janeiro de 1897.
           Dentre os relevantes serviços que prestou, determinou a elaboração de uma Notícia histórica dos serviços, instituições e estabelecimentos pertencentes ao respectivo ministério, trabalho que veio contribuir eficazmente para o conhecimento mais exato dos diversos ramos da administração pública. Em decreto de 18 de setembro de 1905, foi nomeado Consultor Jurídico do Ministério das Relações Exteriores, tendo sido exonerado, a pedido, em decreto de 27 de junho de 1906.
Pertenceu ao Supremo Tribunal Federal, sendo nomeado Ministro, em decreto de 11 de maio de 1906, preenchendo a vaga ocorrida com a aposentadoria de João Barbalho Uchôa Cavalcanti. Tomou posse em 27 de junho seguinte. Foi aposentado em decreto de 30 de dezembro de 1914. Os serviços de Amaro Cavalcanti foram aproveitados pelo Governo da República, obtendo a nomeação para os seguintes cargos:
— Delegado do Brasil, para tomar parte nos trabalhos da Conferência Financeira a reunir-se em Washington, em 24 de maio de 1915, em decreto de 22 de abril desse ano;
— Membro da delegação brasileira no 3º Congresso Internacional Americano, em decreto de 12 de julho de 1906;
— Prefeito do Distrito Federal, em decreto de 12 de janeiro de 1917; tomou posse a 15 e foi exonerado, a pedido, em 15 de novembro de 1918;
— Membro da Corte Permanente de Arbitragem em Haia, em decreto de 23 de maio de 1917. Em decreto de 27 de novembro de 1918, foi prorrogado até 22 de maio de 1923 o período para que foi nomeado na referida Corte;
— Ministro de Estado da Fazenda, em decreto de 15 de novembro de 1918, sendo exonerado em decreto de 17 de janeiro de 1919.
Amaro Cavalcanti, entre outras, escreveu as seguintes obras: A Religião, Ceará — 1874; A meus discípulos, polêmica religiosa, Ceará — 1875; Livro popular (Miscelânea de conhecimentos úteis), Ceará — 1879 e NewYork — 1881; Educação elementar nos Estados Unidos da América do Norte, Ceará — 1883; Ensino Moral e Religioso nas escolas públicas, Rio — 1883; Meios de desenvolver a instrução primária nos municípios, Rio — 1884; The brasilian language and its agglutination, Rio — 1884; Notícia cronológica da educação popular no Brasil; O meio circulante no Brasil, Rio — 1888; Finances (du Brésil), Paris — 1890; Resenha financeira do ex-Império do Brasil em 1889, Rio — 1890; Reforma Monetária, Rio — 1891; Política e finanças, Rio —1892; Projeto de Constituição de um estado, com várias notas e conceitos políticos, sob o pseudônimo de “Agonates”, Rio — 1890; O meio circulante nacional, Rio — 1893; Elementos de finanças, Rio — 1896; Tributação Constitucional, polêmica na Imprensa, Rio —1896; Regime Federativo e a República Brasileira, Rio — 1900; Breve Relatório sobre Direito das Obrigações, arts. 1011-1227, Rio — 1901; Responsabilidade Civil do Estado, Rio — 1905; Revisão das sentenças dos tribunais estaduais pela Suprema Corte dos Estados Unidos — 1910; O caso do Conselho Municipal perante o Supremo Tribunal Federal, Rio — 1911; Pan-american questions means looking to the mutual development of american republics, Rio — 1913; A vida econômica e financeira do Brasil, Rio — 1915.
Além desses, outros escreveu sobre diversos assuntos, que permaneceram em poder de sua família. Amaro Cavalcanti foi homenageado pela Prefeitura do antigo Distrito Federal, sendo dado o seu nome a um logradouro público, no Meyer, por Decreto nº 1.296, de 21 de novembro de 1918, e a uma escola técnica secundária. Era casado com D. Eponina de Sousa Ferreira, filha do Conselheiro Sousa Ferreira, redator do Jornal do Comércio. Faleceu a 28 de janeiro de 1922, na cidade do Rio de Janeiro, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista. O centenário de seu nascimento foi comemorado em sessão de 17 de agosto de 1949, falando, em nome da Corte, o Ministro Ribeiro da Costa e, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Luiz Gallotti, Procurador-Geral da República.

FONTE: http://www.stf.jus.br/portal/ministro/verMinistro.asp?periodo=stf&id=200