quarta-feira, 30 de maio de 2012

Padre Leôncio - Fez história em Pedro Velho-RN



 
O Padre Leôncio Fernandes foi um personagem que contribuiu para a história do Município de Pedro Velho-RN. Ele contribuiu com a construção e conservação das igrejas católicas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora da Guia em no Distrito de Carnaúba. Ainda existem várias referências a seu nome na comunidade de Carnaúba como o nome da Escola Municipal e um Centro Social ao lado da igreja matriz de Pedro Velho que recebe o seu nome.
Biografia do Padre Leôncio Fernandes da Costa
Padre Leôncio Fernandes da Costa nasceu no dia 18 de junho de 1869, no sítio Carnaúba de Cuitezeiras, pertencente ao município de Canguaretama-RN. Filho do tenente Antônio Freire Fernandes da Costa e dona Cecília Fernandes da Costa. Foi aluno do padre João de Medeiros na antiga Cuitezeiras e por incentivo do mesmo em 1895, foi estudar no seminário em João Pessoa capital da Paraíba.
 Ordenou-se no dia 01 de novembro de 1901. Dom Adauto de Miranda Henrique, bispo da Paraíba e do Rio Grande do Norte, nomeou-o vigário de Pau dos Ferros em março de 1902, permanecendo até agosto de 1904. Segundo seu Alcides de Carnaúba, Pedro Velho-RN, a sua chegada neste município foi motivo de uma grande festa acompanhada de uma grande procissão.
Por motivo de saúde e a conselho médico teve que deixar a paróquia e voltar para Vila Nova, pois era necessário um bom repouso. A viagem de volta foi feita cavalgada em burros e em outros animais que durou vários dias.
  Em agosto de 1904, chegava de Pau dos Ferros o mais ilustre filho de Carnaúba que foi recebido por todos os conterrâneos com uma festa e uma procissão até a igreja de Nossa Senhora da Guia e em seguida celebrava a sua primeira missa nesta capela.
Na medida em que ele ia se refazendo, desejava realizar algumas coisas em seu distrito, no entanto, procurou por em prática todo o seu pensamento que o acalentava desde sua doença. Sua primeira preocupação era demolir as paredes de taipa da igreja da capela de Nossa Senhora da Guia, que na sua opinião era muito pequena e pouco consistente e no seu lugar construir uma capela que melhor se prestasse ao culto religioso.
  Um ano após foram demolidas as paredes de taipa da ermida para que uma nova surgisse. Para isto, padre Leôncio já tinha os tijolos e toda a madeira que era preciso. Contando com ajuda dos seus conterrâneos deu inícios aos trabalhos de reconstrução da igreja. Em março de 1908, foi inaugurada a Capela de Nossa Senhora da Guia e para que melhor ficasse assinalado este acontecimento padre Leôncio fizera a aquisição de uma imagem de São José, que seria benta e colocada ao lado da padroeira. No dia 03 de outubro de 1918, em visita pastoral o Excelentíssimo Dom Antonio Cabral, bispo de Natal encarregou padre Leôncio de construir a futura Igreja Matriz em Vila Nova de Pedro Velho.
O seu primeiro ato foi fazer uma grande reforma na antiga capela era demasiadamente pequena por um tempo vasto e de arquitetura bela como vê pela torre construída com muita arte.
 
Aos 11 dias de mês de fevereiro de 1922, o então bispo de Natal, criou a Paróquia de São Francisco de Assis de Vila Nova e nomeou Padre Leôncio como o seu vigário. Ao assumir a administração da Igreja Matriz e como filho da terra saudou os seus conterrâneos dizendo que para ele era um motivo de grande satisfação pregar a palavra de Deus e conduzir o seu rebanho ao conforto espiritual e solicitou a todos o compromisso com a igreja e ajuda necessária para a mesma.

 
Corajosamente apelou para todos os paroquianos, grandes e pequenos, e com vontade férrea realizar o seu sonho que era restaurar a imagem do Santo Padroeiro São Francisco de Assis. Durante a sua permanência como vigário realizou várias reformas na Igreja Matriz embelezando-a cada vez mais.
No decurso dos trabalhos dizia ele que fez grandes sacrifícios como pedir auxílios de pessoas dedicadas e também muitos injustos e ingratos que lhe fizeram experimentar várias contrariedades.

  Em 1934, solicitou ao bispo Dom Marcolino Dantas o seu afastamento da paróquia por motivo de saúde que se agravava. Retirando-se para sua residência em Carnaúba para melhor se refazer. Mas não deixou de trabalhar. Em 1943, reformava por completo a capela de Nossa Senhora da Guia. No ano de 1948, preparou todos os festejos solenes para comemorar o dia 15 de agosto, dia da padroeira e, no dia cinco do referido mês celebrava ele sua ultima missa. Quatro dias após, isto é 9 de agosto falecia aos 79 anos de idade apesar de muito novo ter sido desenganado pelos médicos, pois era cardíaco. O seu velório comoveu toda comunidade de Pedro velho. Segundo seu Alcides, sobrinho de Padre Leôncio várias autoridades eclesiásticas compareceram ao seu sepultamento.
O seu corpo encontra-se sepultado no centro da nave única da igreja de Nossa senhora da guia em Carnaúba. Hoje Carnaúba do Padre.
A comunidade de Carnaúba e a população de Pedro Velho perdiam o mais ilustre dos seus filhos.
Padre Leôncio parecia conhecer pelo nome quase todos os paroquianos, tinha um riso acolhedor para todos que os procuravam. Foi sem sombra de dúvida um exemplo de vida e dedicação. Cumpriu rigorosamente a sua missão de sacerdote servindo a Deus e aos seus paroquianos. Mesmo doente jamais deixou de passar um só dia sem celebrar a Santa Missa.
Partiu deixando a todos nós um atestado de fé e brasilidade.
Entrevista concedida pelo senhor Alcides Fernandes da Costa ao professor Carlão em abril de 1989.

domingo, 27 de maio de 2012

Fernando Gomes Pedroza e a indústria algodoeira no RN

                                                      
A História do progresso das grandes nações é feita pelo trabalho e a pertinácia de seus filhos. E esta é uma história de trabalho assim. Começa em 1915, quando um jovem, Fernando Gomes Pedroza, é encontrado em Baixa Verde, no Rio Grande do Norte, dirigindo um campo experimental de algodão, situado no Riacho Seco.
Uma experiência em todos os sentidos: muito de ideal e absoluta pobreza de recursos, já que o Ministério da Agricultura a que estava afeta, pouca assistência lhe dava, além dos seiscentos mil réis do ordenado mensal de seu chefe, recebido de raro em raro, naquelas lonjuras do tempo.
Pedroza fora para ali viver como autêntico pioneiro. Casara em São Paulo e para ali trouxera, a conviver com seus sonhos e dificuldades, uma Toledo Piza. Dona Branca. Do estabelecimento do casal na região, naquele remoto lugar do interior, formar-se-ia uma tradição.
O antes e o depois.
Antes, a confusa tradição, o tumulto do plantio e a incógnita da colheita: o quase inexistente beneficiamento. Ninguém pensava em tipos ou em qualquer espécie de seleção, vigindo os mesmos processos de compra de outrora, do tempo do lombo de burro.
A presença de Fernando Pedroza iria mudar tudo e marcar a nova história econômica do Estado.
Num exemplo pessoal de empenho e dedicação, de saber fazer, ele começou a ser visto por toda a parte, no campo, junto com os homens que despertou para o trabalho, com eles calejando as mãos e manejando arados, plantando, discutindo, morando em barracas; como um deles, seguindo a tradição familiar onde avultavam homens vitoriosos. Seu avô, Fabrício Gomes Pedroza, paraibano, foi um deles, vindo em 1847 para o Jundiaí, em Coité, que iria transformar em Macaíba, espalhando determinação à sua volta.
Ali, Fabrício realizaria três casamentos, erguendo na curva do rio Potengi, no alto de um morro, a Casa Grande dos Guarapes, sede do seu trabalho, fornecendo para 50 léguas ao redor, centralizando quase toda a produção açucareira da província, alicerçada em vinte navios com linha direta para a Inglaterra. O filho, o segundo Fabrício, ali nasceu e tomou o seu lugar.
Fernando também nasceu em Guarapes, em 30 de março de 1886, filho de Fabrício Gomes Pedroza II e de Isabel Cândida de Albuquerque Maranhão, educando-se na mesma Inglaterra para onde ia o açúcar de suas terras. E foi lá, mais propriamente em Liverpool, que lhe foi dado estudar o mercado do algodão, ouvindo as reclamações e as críticas dos importadores e vendo a massa confusa e suja que era mandada daqui para lá.
Ao voltar ao Brasil não quis ser negociante no Rio, como era o desejo paterno. Antes preferiu o interior e a dedicação ao algodão, cujo futuro entreviu na sua estada européia.
A recusa do filho a seus desejos, abalou seu pai, que, tentando curvá-lo, cortou-lhe, todo e qualquer auxílio. Fernando foi ao Ministro da Agricultura. Convenceu quem tinha a convencer e com os 600$000 do ordenado lançou-se à conquista de Baixa Verde. E ali ficou até à morte, fiel a dois amores: Dona Branca e à terra em que acreditava.
Em Baixa Verde conheceu João Câmara e nele reconheceu o companheiro ideal para as duras batalhas que enfrentariam, possuindo de si apenas o capital de duas férreas forças de vontade. O entendimento e a união dessas duas forças foi fácil, rápido e óbvio.
Fernando Gomes Pedroza envolveu-se numa guerra: a aclimatação do Sea Island do Mocó e Herbaceum, contra a estiagem, a distância de elementos de trabalho, a lentidão da eterna burocracia ministerial. A primeira safra foi devastada pela seca. A segunda não ultrapassou 300 quilos por hectare. Nada, porém, o faria desistir, nem as dificuldades com os homens, nem as asperezas da terra e do clima.
Esperava talvez milagres e o trabalho os fez. Milagre foi plantar e colher algodão com uma queda pluviométrica inferior a 80 milímetros o que motivou uma utilização diária e constante de cultivadores, com a qual se realizou o primeiro ensaio de cultura seca no Brasil.
Gente entusiasmada acorreu a cooperar, como o técnico norte-americano Edward Charles Green - o doutor Green - como o povo o chamava, de grande valia na seleção e de enorme estímulo em tomo de uma esperança teimosa que a miopia funcional não enxergava.
Deixando de ser funcionário público, Fernando passou a trabalhar sozinho, sem abandonar o seu algodão que tanto o apaixonara. E fixou-se na Barriguda, na Serra Verde, plantado centenas de hectares de um novo tipo, o Upland, batizado em português como Verdão.
O ano de 1917 marca uma ascensão decisiva na vida de Fernando. Por intermédio do doutor Green, conhece outro norte-americano. Clarence Wharton, um jovem de sua idade, que faleceria em Southampton, em 1922, com apenas 36 anos de vida.
Os dois tomaram-se íntimos e sócios. Um escritório comercial apareceu, tendo Green na parte técnica e instalado num quartinho asfixiante do Hotel Internacional, na rua do Comércio, hoje Chile, na capital potiguar. Em 1918, a firma Wharton, Pedroza Cia. é uma realidade e breve simbolizaria o próprio vigor do mercado da região, embora o capital continuasse a ser medido mais pela vontade, o conhecimento, a energia e a coragem, do que pelo dinheiro. Aí foi posto em prática o velho sonho que era um programa: o algodão fará o mercado, afirmava diariamente Pedroza. O problema estará na seleção das sementes e na melhoria do maquinário que, naquela ocasião, não dispunha nem de cevadores mecânicos, nem de limpadeiras.
E a firma partiu para a audácia: importação foram feitas. Aperfeiçoou o trabalho. Inovou na maneira de colher o algodão: em dois sacos, um para cada lado, de tipos diversos. Que se evitasse a folha seca, o sujo de areia, o garrancho.
Era preciso padronizar os tipos para a compra, o que significava exportações maiores para a Inglaterra, para os seus insaciáveis teares. E a Wharton, Pedroza criou os tipos: alfa, beta, gama, correspondendo ao algodão de primeira, de segunda, de terceira, segundo a fibra e a homogeneidade, tipos que pouco a pouco se firmaram no mercado: o Seridó, de fibra longa; o Sertão, de fibra média e o Herbáceo, de fibra curta. Em 1933 o Governo Federal - quatorze anos depois da inovação dos arrojados pioneiros - tornava enfim obrigatória essa padronização nos tipos de exportação.
Da boa semente, o bom fruto. Do modesto escritório, cresceu a mais perfeita rede comercial então conhecida, com as pessoas certas nos lugares corretos, agentes nos municípios de produção conhecida ou iniciada. Gente que registrou nome no reconhecimento à sua obra, multiplicadora de áreas de plantio, estimuladora de um trabalho constante, produtivo, e útil, estimuladora do interesse pela certeza e limpidez das transações financeiras, oriundas do trabalho correto e da rentabilidade desses esforços: Ezequiel Mergelino de Souza, em Santa Cruz: Florêncio Luciano, em Parelhas e Jardim do Seridó: Celso Dantas, no Caicó: Antônio Bezerra e Vivaldo Pereira, em Currais Novos; Adonias Galvão, em Flores (Florânia); João Pinheiro de Meio, em Santana do Matos; Francisco Fernandes, no Assú; Antônio Telmo e José Inácio Pereira do Lago, em Lages; Francisco Gonzaga Galvão, em Angicos; Tomás Resende, no Acari e João Severino da Câmara, em Baixa Verde.
Novas práticas comerciais agilizavam o aumento da produção, enquanto Fernando expandia as atividades tanto agrícolas como pastoris, transformando a Fazenda São Joaquim em verdadeira estação experimental entregue à competência de técnicos, em busca de novos métodos e aperfeiçoamentos científicos, instalando igualmente uma fábrica de óleo de caroço de algodão na pequena vila de São Romão, que hoje, orgulhosamente, se chama Fernando Pedroza.
Em fins de 1925, a Cia. Brasileira de Linhas para Cozer (hoje a Algodoeira São Miguel) adquire, por influência de Fernando, a Fazenda São Miguel, anexa à São Joaquim, com Edward Roque à frente e também organiza estações experimentais na região, visando a melhoria da fibra de algodão a utilizar em suas máquinas. E o resultado de todo esse esforço não se faz esperar: a 6 de novembro de 1925, a São Miguel adquire, de Wharton & Pedroza, o primeiro lote de fardos de algodão para exportação.
A morte de Wharton transforma a firma em S.A.. Anos mais tarde Pedroza se retira. Os nomes dos dois, porém, assegura probidade e confiança, e Wharton, Pedroza continua a firma, mesmo sem eles. Pedroza voltaria mais tarde, antes porém, queria consagrar-se à sua velha fazenda ao seu paraíso.
A Usina São Joaquim espelha o seu vigor de sempre. Construída em 1929, no povoado de São Romão, até aí um conglomerado de pequenas casas de taipa com capela e feira, acabou por influir decisivamente em seu destino, como núcleo e fator de seu desenvolvimento. Comprando e beneficiando algodão, fabricando óleo, torta, pasta e outros produtos derivados, atraiu a riqueza para a região, civilizando e semeando progresso.
Ali, na praça principal, no ex-povoado que Fernando fez cidade, a 11 de setembro de 1938, inaugurava-se o seu busto, homenagem ao patrono falecido dois anos antes, em  março de 1936. Homenagem ao homem sólido, de fisionomia enérgica, cuja palavra valia por um contrato, sempre ao lado dos desbravadores, daqueles que, como ele, sempre acreditavam no futuro. Homenagem ao homem cuja vida foi uma sementeira de realizações e de idéias, um idealista e homem de sociedade, um progressista na mais ampla acepção do termo, fundador - com Juvenal Lamartine e outros amigos - do Aero-Clube de Natal, corolário daquela aventura de dois anos antes, quando adquiriu um Curtiss Air-Boat para suas viagens ao Recife e ao Rio de Janeiro.
O escritor João Amorim Guimarães - em “Natal do meu tempo” lembra-lhe a vida como um atestado de trabalho, energia e patriotismo. Um fidalgo, a merecer uma estátua em bronze puro, desta vez na maior praça de Natal ou o nome a distinguir a grande estrada de automóveis de Natal ao Seridó, sertão a dentro, o seu sertão que ajudou a erguer-se.
Seus descendentes honram-lhe o nome. De seu casamento com Branca Piza Pedroza, nasceu Fabrício que também foi industrial e morreu num desastre de aviação; nasceu Sílvio, que foi prefeito de Natal, deputado e governador do Estado; Fernando, empresário e ex-prefeito de Angicos, que doou áreas de suas terras para a instalação de Barreira do Inferno, e Elza, esposa do aviador Graco Magalhães Alves.
Pelo trabalho desenvolvido na antiga comunidade de São Romão, Fabrício Pedroza teve  inaugurado seu busto em bronze em 1938, assim como foi denominado patrono da cidade criada pela Lei nº 6.301, de 26 de junho de 1996, cujo gentilico é fernandopedrozense. Fernando Gomes Pedroza é mais que um grande nome: representa a semente maravilhosa, vencedora do chão difícil que só a audácia, a insistência e o trabalho correto, persistente e organizado. Conseguem fazer germinar.
Rogo a atenção dos poderes executivo e legislativo macaibense, para que reconhecendo os méritos indústriais do ilustre filho do município, possam homenageá-lo oficializando seu nome na ZPE ou no Centro Indústrial Avançado de Macaíba.
 
 
FONTE: http://www.historiaegenealogia.com/

GIÁCOMO PALUMBO- UM ESQUECIMENTO IMPERDOÁVEL

Um dos documentos mais importantes da história da cidade de Natal é o Plano de Sistematização, elaborado em 1929 pelo arquiteto Giácomo Palumbo.
Formado na Academia de Belas Artes na França, nasceu na Grécia no dia 2 de fevereiro de 1891. Chegou ao Brasil em 1918, indo morar inicialmente em Recife. Lá construiu várias edificações, entre elas a Ponte Duarte Coelho, considerada até hoje um dos cartões postais da cidade. Posteriormente muda-se para a Paraíba, onde também realiza várias obras durante o governo de João Pessoa.
Chegou a Natal nos anos 20, procedente da Paraíba, e logo foi contratado pelo Intendente Municipal (prefeito), Omar O’Grady, para realizar um plano de Sistematização da Cidade, de acordo com a resolução n° 304, de 6 de abril de 1929. O contrato foi assinado no dia 22 do mesmo mês. Na ocasião disse o Intendente O’Grady: “ era este plano, no meu pensar, uma necessidade inadiável...”
Nesse mesmo ano, o prefeito, que também era engenheiro Civil, formado nos Estados Unidos, preocupado com o ordenamento da cidade, institui a Lei n° 4 que “dispõe sobre construções, reconstruções, acréscimos e modificações de prédios”. Esta lei tornou-se o primeiro instrumento legal a fazer o zoneamento da cidade.
Conhecido apenas como Plano Palumbo, até os dias de hoje, são grandes os benefícios embelazadores da nossa capital. Para se não falar dos aspectos de modernidade inseridos no seu famoso planejamento arquitetônico. O seu principal objetivo era criar uma cidade planejada, e com pensamento voltado para o futuro. Com um traçado urbanístico moderno e eficaz, com forte influência Européia e Norte- americana, definia e distribuía funções administrativas, comerciais e industriais. Nos bairros residenciais, preocupou-se com o embelezamento, arborização e lazer de ruas e avenidas. Os bairros eram ligados por largas avenidas com espaços públicos destinados ao lazer. Tirol e Petrópolis foram os bairros que mais se beneficiaram com o Plano, muito embora alguns historiadores defendam que esses bairros foram criados a partir do bairro de Cidade Nova, como eram chamados os bairros de Tirol e Petrópolis, criado pelo Plano Polidrelli em 1904, durante o governo de Alberto Maranhão.
O arquiteto Palumbo projetou uma cidade para 100 mil habitantes, tendo atingido esse número já no ano de 1950, possivelmente com o meu nascimento, ocorrido no dia 6 de dezembro daquele ano.
Entretanto, a revolução de 1930 tirou do poder os idealizadores desse plano, o que impediu a continuidade na sua completa implantação.
Até hoje, apesar de buscas feitas por diversos pesquisadores, ainda não se tem notícia dos originais dessa peça histórica. Em 1977, o Diário de Natal publicou uma matéria onde informava que os originais foram criminosamente incinerados. Dizia à matéria que o então chefe do Arquivo Geral da Prefeitura de Natal, Severino Césio Pereira Dantas, enviou no dia 7 de fevereiro de 1972 ao então Secretário de Planejamento, Efren Lima, um memorando onde solicitava autorização para incinerar documentos, ditos antigos. Fazia parte dessa solicitação todos os documentos sob a guarda da Prefeitura, produzidos entre os anos de 1898 a 1950, juntamente com o material (?) que se encontrava “jogado” em um sótão, em cima do Mercado das Rocas, onde o chefe do arquivo dizia encontrar-se em “estado não prestável”. Não se sabe se a esdrúxula solicitação foi atendida. O fato é que existe grande possibilidade de o Plano Palumbo ter sido incinerado juntamente com esses documentos, já que o mesmo datava de 1929, por conseguinte condenado pelo servidor, a ser transformado em cinzas.
Portanto, já vem de longe o desrespeito que administradores e a população em geral têm com documentos antigos e com todas as formas de cultura em nosso Estado. Não custa lembrar, que o povo que não se preocupa em preservar o seu passado, certamente não terá um bom futuro.
Quanto ao grande arquiteto Giácomo Palumbo, os administradores da cidade de Natal foram “bastante generosos” e lhe prestaram uma grande e merecida homenagem. Para isso, puseram seu nome em uma ruela localizada próximo ao cruzamento das ruas Presidente Bandeira com a São José. No mapa, a tal ruela é tão pequena que não deu pra escrever o nome. Com apenas algumas pequenas residências de um lado e do outro lado, galpões onde funciona uma distribuidora. A ínfima ruela, não faz jus ao grande arquiteto que teve reconhecida importância no traçado urbanístico de nossa cidade.
Com o advento da Copa do Mundo, nossa cidade, que figura entre as doze sedes onde ocorrerá à disputa dos jogos, obrigatoriamente receberá várias obras importantes, principalmente na área de mobilidade urbana. Fica aqui nossa humilde sugestão para que as autoridades responsáveis corrijam essa imperdoável ingratidão, batizando pelo menos uma dessas obras em sua homenagem, dignificando o nome daquele histórico e grande profissional, além disso, trazendo à luz, a sua história de valoroso arquiteto, para que seja conhecida por todos os natalenses inclusive, aqueles que sabiamente adotaram a cidade de Natal para viver com suas famílias. 
 
FONTE: http://ormuzsimonetti.blogspot.com.br/

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Museu Rural Auta Pinheiro Bezerra tem programação especial para Semana dos Museus



 
 
Confira a programação especial do Museu Rural Auta Pinheiro Bezerra durante a Semana dos Museus.
O Museu está localizado na Fazendo Boa Hora, o acesso está localizado às margens da rodovia estadual que liga Santa Cruz as cidades de Coronel Ezequiel e Jaçanã.
Confira a programação:

domingo, 6 de maio de 2012

O melhor do RN

AMÉRICA É CAMPEÃO POTIGUAR 2012


América vence ABC e se sagra campeão estadual.
ABC 0 x 2 América.
 
No primeiro jogo, o América venceu o time do ABC por 2 a 1, de virada. Parabéns a toda torcida america, que depois alguns anos volta a levantar a taça do Campeonato Potiguar!

Seis anos sem Aluízio Alves


Hoje faz 6 anos que o Rio Grande do Norte perdia o grande lider político. Foi em 6 de maio de 2006 que morreu o ex-governador, ex-deputado federal, ex-ministro Aluízio Alves, que tanta falta faz à política potiguar.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

PF investiga relato de agente que diz ter incinerado Luiz Maranhão


Polícia Federal abriu investigação para apurar o teor das declarações de Cláudio Guerra que assumiu a morte e destinação final de vários militantes.



A Polícia Federal abriu investigação sobre o paradeiro de supostas vítimas do ex-delegado Cláudio Guerra, que afirma ter matado e incinerado corpos de presos políticos na ditadura militar, incluindo o potiguar Luiz Maranhão.

O ex-policial prestou depoimento a um delegado da PF há cerca de um mês. A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foram informados do relato, que está em sigilo.

O ex-agente da ditadura levou uma equipe da PF a quatro cidades onde diz ter ocultado cadáveres de militantes: Rio, BH, Petrópolis (RJ) e Campos (RJ). Os locais devem ser alvo de escavações.

Em Campos, o grupo vistoriou o forno de uma usina de açúcar onde Guerra diz ter incinerado corpos de vítimas da tortura. Foi nesse forno que ele diz ter convertdo em cinzas o corpo do comunista potiguar Luiz Maranhão.

A visita foi acompanhada pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro. "Foi muito impactante. Ele mostrou o forno e funcionários mais antigos disseram se lembrar dos militares na usina", disse.

O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi apontado no livro como coautor de assassinatos, disse não conhecer Guerra e ameaçou processá-lo. "Não temos ideia de quem é este cidadão. Ou é louco ou foi comprado.", disse a mulher dele, Joseita. Outros militares também questionaram o ex-delegado.

"Não conheço e nunca vi esse sujeito, vou processá-lo. É um louco, condenado por vários crimes", disse o coronel Juarez de Deus Gomes da Silva, que segundo Guerra participou de reunião em que se decidiu a morte do delegado Sérgio Fleury, um dos principais nomes da repressão.

FONTE:http://www.nominuto.com/noticias/politica/pf-investiga-relato-de-agente-que-diz-ter-incinerado-luiz-maranhao/84527/

quarta-feira, 2 de maio de 2012