quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Governadores do Rio Grande do Norte - Informações básicas IV:

AUGUSTO SEVERO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO


José Ozildo dos Santos



Orador, político, jornalista e inventor, Augusto Severo de Albuquerque Maranhão nasceu no dia 11 de janeiro de 1864, na Vila de Macaíba, Província do Rio Grande do Norte, sendo filho do Major Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão e de dona Feliciana Maria da Silva e Albuquerque.
Após cursar humanidades, ingressou na Escola Politécnica, no Rio de Janeiro. No entanto, embora tenha iniciado o curso de Engenharia com brilhantismo, não chegou a concluí-lo. Gravemente doente, foi aconselhado pelos médicos a abandonar seus estudos e regressar ao Rio Grande do Norte.
Tempos depois, restabelecido em suas forças físicas, receou voltar à Corte, onde o clima era-lhe hostil. Em Natal, passou a dedicar-se ao magistério, integrando o corpo docente do colégio que, em 1882, havia sido fundado por seu irmão, o médico Pedro Velho, futuro primeiro dirigente da política potiguar, após a proclamação da República.
Idealista, cedo integrou-se às  agitações políticas de sua época, aderindo à campanha abolicionista e à propaganda republicana. A esse tempo, começou a projetasse como orador e jornalista, integrando o corpo redacional de ‘A República’.
Proclamada a República, deixou o comércio (atividade a qual dedicava-se desde 1884) e ingressou na política, elegendo-se deputado à Assembléia Estadual Constituinte de 1892. No ano seguinte, ascendeu à Câmara dos Deputados, alcançando projeção e destaque por sua brilhante atuação parlamentar, integrando naquela Casa, a Comissão de Orçamento e Finanças. Reeleito sucessivas vezes, permaneceu no Parlamento Nacional até sua prematura morte, ocorrida em 1902.
Carregava consigo um sonho: descobrir a dirigibilidade dos balões. E, apesar de ter conseguido vários triunfos na vida pública, nunca abandonou seus estudos no campo da Aeronáutica. Em 1893, financiado pelo governo brasileiro, construiu em Realengo um pequeno balão, destinado às suas experiências.
Entretanto, vítima de inimigos invejosos, teve cortado o auxílio e revogada autorização, anteriormente concedida pelo governo, fatos que impossibilitaram alcançar o resultado esperado. Apesar de tudo, não desanimou.
Em 1901, dispondo de parcos recursos e de generosos donativos de alguns amigos, seguiu para Paris. Na ‘Cidade Luz’, construiu o dirigível ‘Pax’, semi-rígido, que foi elogiado por todos os técnicos da época e com o qual, esperava provar suas teorias. Sem recursos suficientes, foi obrigado a antecipar a experiência final, que realizou-se a 12 de maio de 1902.
As dificuldades econômicas também impediram-lhe de dotar o aparelho com toda a segurança projetada. Auxiliado pelo mecânico francês George Sachet empreendeu o vôo experimental, na manhã do dia 12 de maio de 1902. Como esperado, o balão subiu. Mas, explodiu em pleno ar e o corpo de seu caiu gloriosamente morto, sobre Paris. Mártir da ciência, pioneiro da aviação, seu nome constitui-se numa legenda que ultrapassando fronteiras, incorporou-se “ao patrimônio moral da humanidade”

COPIADO DE: http://www.construindoahistoria.com

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